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3169E6, Era de Sombrata. Dia 18 de Fevereiro.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

- O Amanhecer de uma Nova Aventura -



     Em uma noite fria, dois meses depois do Farol do Renascimento, um bardo entra em uma taverna com seu alaúde e um novo conto em sua cabeça. Vai até o balcão e mostra seu conto em pergaminhos rabiscados para Krudge, o velho taverneiro da "One Coin, One Beer".
     O velho da uma boa olhada e diz que paga 100 moedas pelo show. O bardo, mais do que alegre, sobe até o palco tirando sua capa de chuva e colocando-a no chão do palco. Começou a afinar o seu alaúde quando um homem entrara. Este homem foi até o taverneiro, pediu uma bebida, e "apagou" em uma mesa. O bardo achou estranho que ele nem havia tocado na bebida. Continuou a afinar seu instrumento.
     Uma criança entra logo atrás de um homem de aparência estranha. O bardo ficou cuidando aquele homem, ele era um kemono. Mas não se assustou, pois desde sua primeira aventura nunca teve medo de morrer. Então um kemono que entrasse em sua taverna e o matasse não era problema, pois seria sua hora. O ser fétido entrou e dirigiu-se para o canto mais escuro da taverna, mas não pode sentar lá. Havia um homem com um arco sentado lá, e teve de ficar com a mesa ao lado, no claro.
     O instrumento afinado, e sua palheta favorita em mãos. Começou o que seria o prólogo da canção. Falava de cidades grandes, fortes heróis de várias raças e muitas relíquias. Durante o prólogo um anão entra na taverna, uns minutos depois entra também um homem que carregava um cajado de Wynna. Mais pessoal, mais chances de pedirem mais alguma coisa e logo receber mais por isso.
     A taverna ia enchendo aos poucos, e a canção ia ficando mais rápida e mais épica. Estava cantado sobre guerras e batalhas contra criaturas terríveis, criaturas negras e dragões que cuspiam ácido de seus pulmões. A criança, que já estava com seus amigos, estavam na mesa da frente. Acho que elas eram as únicas tomando suco de uva e água naquele momento. A música então para, apenas uma cantina sem música. Então apenas palavras. Palavras sobre nevoas e um frio grandioso. Palavras sobre um Deus irritado e um grupo de heróis prontos para enfrentar sua fúria, mesmo que não conseguissem domá-la.
     Os heróis morrem. As crianças soltam um suspiro de tristeza, em quanto outras apenas animavam-se com a história, sem fazer ideia sobre seu significado. O bardo continua sua história, sem cantica, apenas palavras:

   - Natsu foi para seu plano infernal passar 30000 mil anos em prisão demoníaca por não ter libertado o demônio da caixa ele mesmo. Suzaku foi para seu plano natal, onde fugiu grande parte de sua estadia para não ter o mesmo destino de Natsu. Até hoje ele anda desaparecido no 5º Circulo, e só isso que se sabe. Mason pode se encontrar com seus ancestrais no Limbo, lá contou a eles seu maior segredo, sobre o ultimo Vladmir. Tal segredo nunca deixou o Limbo, e Loki encontra-se até hoje em uma busca que acredita ser inútil.
   - E quanto os arqueiros? O que aconteceu com eles? - uma criança pergunta.
   - Ah! Bem questionado. Will seguiu caminho com Din, que foram para o 4º Circulo infernal. Até hoje continuam discutindo sobre quem possui a melhor mira. Will viu apenas um ponto positivo em sua morte: Depois que morreu, nunca mais ouviu a voz de Crowley. Convenceu-se que ele fora para outro circulo mais profundo e bem distante dele. Ele espera Elézis até hoje. Din voltou a colocar esperanças em Yveldish, e esperar que ela seja morta logo para conquista-la novamente
   - Que romântico! - disse uma garota
   - Errgh... - disseram os rapazes. Um deles se levantou e perguntou um coisa.
   - Pode contar outra história da Reborn para nós?
   - Sim, sim! Do forte Suzaku que conseguia levantar todos os seus amigos de uma vez só! - falou um garoto com um pedaço de madeira na mão.
   - Não! Ninguém quer saber de um demônio fedido! Conte sobre Mason, o galã da Reborn!
   - Crowley poderia matar todos eles... - falou o garoto com um pano na cabeça que lhe cobria o olho.
   - Não poderia não!
   - Podia sim!
   - Natsu quebrava com ele, com suas relíquias infernais! - gritou um garotinho com franja.
   - O urso de Ivellios comia seus braços antes que ele pensasse em usa-las!
   - Não comia não!
   - Comia sim! E depois ele viraria um totem de urso com um braço em sua boca! Hahahaha
   - Seu chato...
   - Calma, crianças... - disse o bardo com uma cara de que iria quebrar seu alaúde em sua testa. - Eu terei de ir agora, infelizmente eu demorei muito tempo para contar esta história. E eu preciso ir, tenho meus filhos para cuidar - pegava sua capa e colocava seu alaúde nas costas enquanto dizia isso.
   - Ahm...
   - Não, vai não, tio! Fica ai! - falou o da franja.
   - É! E quanto a Líra? - disse uma menina.
   - Sim, queremos saber da Melissa e seu filhinho... - falou a amiga da outra.
   - Amanhã a noite eu conto outras curiosidades, certo?
     Todas concordaram, e foram levadas para suas casas pelo bardo que se retirava dali com a recompensa na mão. E um bônus por ter trazido mais pessoas. Se o que os trouxe foi a música, a história ou apenas o destino, nem eu mesmo sei dizer. Mas aconteceu.

Com a saída do bardo o anão vai até o rapaz do arco. Lhe fez perguntas sobre sua habilidade e o que fazia antes de estar na ali. Descobriu que ele era um arqueiro que gostava de caçar na floresta de Lhibann - a cidade em que se encontravam. Subiu na mesa, e disse bem alto:
   - Bem, eu gostaria de te-lo em minhas aventuras. Estou precisando de poderosos guerreiros que possam se aventurar comigo neste tempo de trevas! O que me diz?
   - Vamos nessa...
   - Hey, você falou aventuras? - disse um engenhoqueiro goblinóide que se encontrava ali perto.
     O anão não aprovou muito a sua presença de início, mas depois de ver que o goblin era habilidoso, mas não tão forte quanto ele mesmo, aceitou-o. O kemono que havia entrado chegou perto quanto ouviu a palavra aventura. Ele até que era alto, mas o arqueiro então decide levantar-se e mostrar que não era tão baixo assim. O anão e o goblin, sem entender nada, ficaram ali esperando o kemono dizer alguma coisa.
     Antes que pudesse discernir algum coisa o homem que havia desmaiado levanta-se e vê todos aglomerados ali. Sem entender nada, ou lembrar de nada - exatamente nada - ele vai até ali para ver se compreende o que estava acontecendo.
     Todos eles, naquele momento decidem se unir para uma aventura. Mas então o kemono vê que faltava uma ajudazinha das artes arcanas e divinas com eles. Foi quando ele avistou o homem com um cajado de Wynna. Chamaram ele, ele parecia meio tímido quando as novas faces. Todos eles explicaram parte de suas histórias e decidiram que precisavam de uma aventura para se conhecer melhor.
     O anão, que se chamava Löw, contou um pouco de sua história. Disse que ser um resistente guerreiro, disse que poderia proteger qualquer um que precisasse de sua ajuda. Seu motivo em ir atrás de aventuras era recuperar sua honra perdida a muito tempo. Como perdeu a honra, decidiu não revelar. O goblinóide não quis falar muito de si. Na verdade o goblin não falou nada sobre seu passado ou suas intenções. Falou apenas que queria um pouco de diversão e muita riqueza. Todos o estavam encarando com uma cara estranha. Revelou apenas que seu nome era Krusk. Todos fizeram que sim que olharam para o kemono.
     Assim como o goblinóide não quis falar muito sobre si, disse que seu passado o causava pesadelos. Que era um assunto de difícil conversação, mas que queria ir em aventuras para esquecer e fugir de seu passado, seu nome era Genesis. O homem que havia desmaiado disse que não sabia seu nome, ou sua terra natal, ou como havia sequer vindo parar ali - que aparentemente não sabia onde era também. Mencionou alguma coisa sobre entrar e esquecer de tudo. Seu objetivo era aventurar-se até lembrar quem era, por que estava ali, e de onde veio.
     O arqueiro, que quis ser chamado de Ódium, disse que gostava de caçar, mas que os animais e monstros da floresta de Daarth estavam ficando previsíveis demais para ele, e decidiu procurar coisas mais resistentes e ameaçadoras do que meros cervos ou javalis. Finalmente chegou a hora do senhor tímido falar. Mas falou pouco. Fora abandonado em uma floresta pela ganância de seus antigos companheiros e que havia seguido caminho até chegar de volta a cidade. Queria novas aventuras, e parceiros mais confiáveis. Ele era um clérigo de nome Albert.
     Todos pareciam estar, até certo ponto, conformados com o que estaria por vir com eles como um grupo de aventureiros. Mas uma coisa veio na cabeça deles, o que iriam fazer agora? Krudge, que ouvira toda a conversa, achou conveniente ter um grupo de aventureiros dispostos a ajudar. Chamou a atenção deles e falou sobre um amigos dele.
   [...]
   - Pois é! Este meu amigo, Ottoh, ele é um fazendeiro que mora aqui perto. Ele esta com uma infestação de goblins em seu estábulo e seu arsenal. - quando disse isso Krusk o olhou com olhos de que não gostava da forma como ele mencionara sua espécie, mas ficou quito.
   - E qual é o problema? Apenas meros goblins? - disse o anão
   - Meros? - disse Krusk - Bem, aposto que este goblins não devem nem se quer falar na língua de vocês. Eles merecem é morrer mesmo!
   - Bem... Ottoh tem uma filha. - o homem sem nome, cujo apelido arranjado pelo anão fora "Ronny", abriu os olhos. - Seu nome é Maria, ela tem oito anos e... - os olhos de Ronny voltaram ao normal naquele momento.
   - O que é que tem ela? - disse Genesis
   - Ué! Ela foi raptada pelos goblins. Há um alçapão no curral que leva ao arsenal, acho que foi de lá que eles vieram. Não sei dizer direito. Eu meu primo tivemos de fechar a porta do estábulo ou eles iriam sair.
   - E a menina? - falou Albert
   - Achamos que esta morta, mas Ottoh ainda tem esperança
   - Onde é a fazenda? -perguntou Löw

Foram até lá, e se encontraram com Ottoh que pegou um pergaminho e desenhou o interior do estábulo para eles. Explicou o que ele havia feito, e como Krudge e seu primo fecharam as portas do curral pelo lado de fora. Fizeram algumas perguntas e foram até lá com ele e suas chaves.
     Quando chegaram lá Ódium revelou ter um amigo voador, um falcão. Mandou que ela desse uma olhada ao redor do curral. Assim que voltou começou a bicar o braço de seu dono.
   - Normalmente ela é calma, deve haver alguma coisa lá dentro que a perturbou.
   - Afastem-se, e preparem-se. Ottoh, abra a porta - disse Genesis
   - Certo... - o velho homem foi até lá e girou a chave, o cadeado caiu no chão.
     Ottoh se afastou e deu dois pedaços de pau para Genesis, que fez uma tocha com ambos os pedaços de madeira. E entregou o outro para Albert, que disse que iria guardar para futuro uso. Ronny e Ódium abriram as portas. Estava tudo escuro, apenas dois olhos vermelhos eram vistos.
     O ser de olhos vermelhos foi reconhecido pelo kemono e o goblin que avisaram os outros. O goblin saltara em Krusk, mas o anão o esmagou com sua maça. Krusk agradeceu baixinho e seguiram em frente. Outros goblins apareceram, mas foram derrubados. Pulavam do feno, pulavam de cima e vinham do alçapão. Quando já haviam vários corpos de goblins no chão, e eles pararam de aparecer, foram até o alçapão.
     Encontraram uma escada que os levaram até o arsenal, havia uma portinha pequena e uma grande de madeira atrás de umas caixas. o kemono foi na frente e abriu a grande porta. Ele foi surpreendido por um goblinóide que estava em cima de uma grande balista que disparou nele assim que ele abriu. O anão pulou contra o arpão e defendeu-o, mas seu escudo ficou com um grande buraco.
   - Este buraco poderia não estar em meu escudo, rapaz!
   - Obrigado, eu acho...
   - Argh! O anão pula no goblin que voa longe com uma "maçada" na cabeça.
     Haviam outras duas portas, uma de madeira com caixas que a bloqueavam, e outra feita de pedras e uma língua estranha nela. Ela não parecia ser parte da construção principal, deveria ser construção goblin. Era ali. Se separaram em dois grupos, o que iria tirar as caixas e a que iria arrombar a porta de pedras.
     Quanto o das caixas, quando tiraram todas elas entraram em uma sala com três corpos. Um deles era de uma garotinha, Ódium e Genesis pegaram algumas coisas nos corpos dos fazendeiros mortos e Genesis pegou a garota. O anão (ou melhor, o grupo de arrombamento) quando viu que a garota estava salva, apenas bateu na porta e esperou com um ouvido na porta.
   - Onde está nosso líder? - falou um goblin na língua dos homens, seu sotaque era horrível, mas compreensível.
     Krusk respondeu na língua dos goblins. Ele era um gênio, alguns não entenderam o motivo dele, e não o anão, de ter respondido. Mas se pensar bem, ele poderia ter sido o único goblinóide que falasse a língua dos comum. Então, um goblin enganou a outro. Genesis deu a garota para Ódium, fechou a mão e deu um forte soco na porta. Quando puxou de volta encontrou pedaços de pedra em seu punho que estava banhado de sangue.
     Abriram a porta e encontraram uma pequena sala com um trono. Ronny, que estava cuidando da retaguarda caso algum goblin aparecesse daquela pequena porta da outra sala, foi até lá para ver o que estava acontecendo e deixou Löw na guarda. Ronny foi até a sala do goblin líder, Krusk estava dando uma olhada. Eles acharam uma sacola feita de tripas de algum animal. Pegaram seu conteúdo e saíram rapidamente dali.




Assim que voltaram para Ottoh, entregaram sua filha para ele. Lágrimas escorriam de seus olhos ao ver sua única filha de volta em seus braços. Estava dormindo apenas, mas estava bem.
   - Como poderei retribuir tal favor? Não tenho muito dinheiro, mas...
   - Se puder nos arranjar um lugar para dormirmos... - disse Ronny.
   - ... e boa comida... - falou Löw com alegria.
   - ... é, e boa comida, estaremos satisfeitos. - terminou Genesis.
   - Claro, claro! Serei eternamente grato, sempre que eu puder ajudar, eu irei! Muito obrigado de novo por me devolver minha amada Maria!

Eles foram até a casa do homem, onde sentaram-se a mesa de jantar e ficaram a esperar de um delicioso jantar. Cheirava bem, mas as surpresas não iriam para por ai. Não hoje...


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