Os olhos abrem, e um novo dia começa para Genesys. Embora a noite tenha sido horrível, ansiava por um dia bom, de alegrias e aventuras. Vestiu-se e colocou suas lâminas em suas bainhas. Saiu pelo quarto e foi para o andar de baixo da estalagem, ignorando o quarto de seus amigos, e indo para a taverna. A taverna ficava no andar de baixo, o que facilitou muito poupando a procura por um lugar onde poderiam comer pela manhã.
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| Jeremy W. |
O Leão Vermelho percebera que Jeremy, o elfo do mar que cuidava da estalagem, estava preparando a mesa para as pessoas que dormiram lá à noite passada. Para oferecer um café da manhã calmo e pacífico a porta do estabelecimento havia sido fechada, para que apenas os hospedes pudessem se deleitar com a comida de Camih, a kemono que trabalhava na cozinha.
Mais uma vez o Leão fora encantado por uma de sua raça. Afinal, era a segunda que via. Sentou-se e esperou por ela pacientemente. Durante a espera notou que havia uma mulher de longos cabelos azuis sentada em outra mesa, ela estava de costas e não podia ver ele. Por algum motivo Genesys levantou-se e foi até ela. Assim que chegou apenas perguntou se podia sentar. A moça, encabulada, nada dissera e apenas ficou o observando. Camih, que vinha para fazer os pedidos, praticamente a expulsou de lá com gritos e tapas. Genesys perguntara o motivo, e ela - com um tom baixinho, "como se fosse culpada"- disse que a moça não havia pagado a conta da noite passada, e por isso teve de ir.
Sem fazer mais perguntas ou dar indiretas Genesys pede alguma coisa para comer. E Camih corre para a cozinha. Como era de costume, Jeremy foi abrir a porta para que outros pudessem entrar, já que não haviam muitos hospedes. Camih, depois de alguns minutos, voltara com vários tipos de pães e o pedido do Leão - leite. Dissera ela que era um leite especial com baunilha, canela e um pouco de chocolate, era um leite especial - disse ela. Agradecendo Genesys começou a aproveitar sua refeição.
Löw então acorda, tendo no corpo nada além de seu elmo. Levantou-se e foi até lá embaixo buscar por seus amigos, que acreditava estar lá embaixo. Surpreendeu-se ao ver que apenas Genesys estava lá embaixo. Conversou com ele, e sobre o que deveriam fazer quanto ao dia de hoje. Löw, perante as ideias de Genesys, achou melhor que todos deveriam estar ali para discutir sobre tal assunto. Então Genesys disse para ele ir busca-los enquanto ele ia até a cozinha. Então saiu da mesa e posse a andar lentamente e silenciosamente até a cozinha.
Enquanto desciam a escada, puderam ver Genesys andando na espreita. Arthur quase o chamou, pois não sabia o que ele estava fazendo, e temia que boa coisa não fosse. Mas não o chamou, pois poderia até mesmo estar interrompendo algo importante. Genesys invadira à cozinha sorrateira mente e roubara um beijo de Camih, que estava cozinhando. Paralisada, ela não faz mais nada. Genesys então percebe o que fizera e pede desculpas, e sai da cozinha sem olhar para trás.
Minutos passaram-se e todos conseguiram comer alguma coisa. Jeremy os atendeu e tudo ficou numa boa. Até que várias pessoas adentram na taverna. Usavam roupas comuns, mas estavam armados. Se é que tudo aquilo poderia ser chamado de arma. Possuíam foices, ancinhos, enxadas e marretas. Apenas um deles tinha uma espada. Sentaram-se e não pediram nada. Nossos heróis então começaram a ouvir a conversa deles, já que falavam alto.

A conversa era sobre o cemitério de Digory's Scythe. Falavam de artefatos roubados que eram deles e de suas famílias. Foi ouvido também o nome do General da Primeira Ilha de BlueStone. Como muitos sabem a ilha de BlueStone é dividida em três ilhas. A ilha do palácio, a ilha da fortaleza militar e a ilha da cidade. Os cidadãos falavam do general da ilha da cidade. Parecia que muitas tumbas estavam sendo abertas e roubadas. E não só isso, falaram sobre o desaparecimento de várias mulheres que moravam perto do cemitério. Foi quando Gimb gritou para eles e foi até lá.
Nossos heróis então mostraram para eles que poderiam precisar de ajuda, e foi o que acontecera. O dilema deles era entre fazer a ronda do cemitério e matar a criatura que vivia lá, ou ir atrás dos pertences deles que foram roubados. Com boas intenções nossos heróis chegaram a um acordo de fazer a ronda e matar a criatura para eles, por parte do lucro. Diziam eles que como eles iam conseguir as coisas deles de volta, não seria necessário pegar muito do lucro. E ficou então a recompensa de 40% do ouro que o general lhes entregar. A oferta foi obviamente aceita. Levantaram-se e foram embora, atrás de seus items. Marcaram um horário de encontro no cemitério e foram.
Então Albert diz que possui poucos pergaminhos para encantar, e que precisava de mais. Então Gimb ofereceu-se para ir comprar com eles. Löw disse que ia ir para o cemitério dar um olhada antes que todos viessem. Quanto a Arthur e Genesys, bem, Arthur disse que iria dar uma caminhada pela cidade. E Genesys disse que iria ficar pela taverna. Todos então saíram, deixando Genesys.
Ele ia levantando-se para ir para a cozinha novamente, mas notara um coisa estranha. Havia um dos hospedes fumando um cachimbo de fumaça azul no canto mais escuro da sala. E percebera que ele estava concentrado em alguma coisa. Algum pensamento, talvez, já que não se movia e olhava para a frente sempre.
- O que é isso, senhor? - aproximou-se Genesys.
- Uma erva especial... - respondeu o homem.
- Espero que não seja ilegal...
- É muito... muito legal... - disse o homem com um sorriso no rosto.
- Hum... você... é um mercenário?
- Sou um homem - ele dá uma baforada - em busca de um mercenário. Você é um?
- Eu não diria que eu sou mercenário, mas estou interessado na recompensa... - falou Genesys, que havia confirmado com seus amigos que eles precisavam conseguir dinheiro para sobreviver na cidade grande.
- É o seguinte...
O homem, que não revelara seu nome, explicara que o elmo de seu irmão fora roubado em meio aos artefatos das tumbas. E que ele seria capaz de dar uma grande riqueza para quem encontrasse. Quando Genesys perguntou sobre o tamanho da riqueza o homem puxara pequenos fragmentos de uma pedra negra e disse que era...
- ... são pedras da alma negra!
Os olhos de Genesys brilharam ao lembrar dos desenhos da espada que roubara em Daggerfall, aquilo fazia parte dos materiais necessários. Quando o homem disse que aquilo não era nada comparado com a pedra que ele iria lhe entregar Genesys fechou o acordo e fora para o cemitério.
Arthur, quando saíra da estalagem, encontrara uma mulher belíssima pescando... no chafariz! Ele se aproximou e ficou curioso. Como Arthur perdera quase toda a memória, ele não soube dizer se ela estava fazendo direito. Nem soube dizer se ela era louca, mas quem sabe.
- O que está fazendo, moça? - perguntou Arthur.
- Pescando ratos... - respondeu a moça, com um tom um tanto sério.
- Ratos? Hum... Já pegou algum?
- Não, parece o olho de porco que coloquei no anzol não está atraindo eles... - falou chateada.
- Por que está tentando pesca-los?
- Estou com fome...
- Espere um instante - disse ele olhando ao redor.
Distanciou-se e encontrara um tustminiano vendendo um tipo de carne estranha no palito. O homem, que segurava hashis o tempo todo, disse que era feito de polvos. Não sabendo direito o que era um polvo, mas sentindo um cheiro bom, comprou dois e entregou a moça. Ela agradecera e continuara com sua pesca.
Arthur então foi até o cemitério. Enquanto isso Löw analisava uma tumba que estava aberta. Havia a pintura de uma moça muito bonita, mas que agora estava virada em ossos. Ossos visíveis, pois seu caixão estava transformado em ruínas. Alguma coisa o quebrara. Löw, com toda a sua concentração na pintura, não percebe um ser entrando no mausoléu. Uma mão de repente cai sombre seu ombro. O anão vira com toda a sua velocidade apenas para encontrar Gimb e Albert. Mas o que Gimb não contava era uma mão sobre o seu ombro. Soltara um grito e olhara para trás, era Arthur dando gargalhadas.
Um som é escutado e todos olham para trás, era Genesys. Com todos unidos eles começaram a vasculhar o gigantesco lugar. O lugar era tão velho que havia até mesmo pequenas florestas no lugar. E eram tantos os mortos que as pessoas havia até mesmo enterrado seus parentes embaixo de árvores e usado estas como lápide. Quando a mausoléus e lápides, eram quase que incontáveis. Tantas que decidiram ir pelo muro, para não se perderem depois.

Andaram até que encontraram o que parecia ser uma capela. Gimb viu que lá no topo havia uma enorme torre com uma cruz estranha de prata no topo. Pensou em subir para ter uma visão mais ampla do lugar. Só que aconteceu. Pois quando encostara nas pedras negras da capela para escalar ele levou um choque e voo uns dois metros. Albert viu que ele estava muito mau e curou seus ferimentos. Genesys tentara o mesmo, mas falhara. Foi quando pensou em jogar Gimb. E, lá de cima, chamara Gimb. Foi quando Arthur o jogou. Os dois lá de cima viram grande parte do cemitério, menos uma. Por algum motivo sempre que olhavam para a ala oeste do cemitério a visão deles ficava embasada, ofuscada. Também perceberam que iria escurecer logo.
Desceram e acharam melhor sair logo construir alguma coisa onde poderiam passar a noite.Entao Arthur bateu na porta da capela. Demorou, mas um homem baixo porem robusto, aparecera. Ele usava mantos marrons, e tinha uma barba negra. Era a única coisa que podia ser vista também, já que a iluminação não ajudava para ver seus olhos. Porém isso não fora o suficiente para que sua face escapasse dos olhos do anão, que podia ver nas trevas. O capeleiro tinha olhos esbranquiçados, como se estivesse cego, mas não estava. Era estranho.
Perguntaram sobre o cemitério, ele apenas disse que não deveriam ficar aqui à noite, ou fariam parte do cemitério.O capeleiro parecia demonstrar estar calmo, menos quando falava de sua capela, onde mudava completamento o tom da voz. Dizia que a porta não iria abrir de noite, de forma alguma, ou muitos morreriam. Foi quando imaginaram que talvez não houvesse apenas ele ali. Mas também não queria ficar ali. E se despediram rapidamente, se colocando na busca de um abrigo para a noite.
Foi quando Albert sugeriu que ficassem em um templo de Wynna que Genesys disse ter avistado. Embora Genesys não gostasse muito da ideia, todos foram. Passaram uma hora buscando recursos nas florestas para depois irem para o templo. E lá ficaram. Genesys e Gimb então subiram no topo para ver melhor o cemitério e viram que haviam criaturas vagando por todas as áreas.
- Cuidado, uma criatura se aproxima! - gritou um deles.
E Arthur e Löw, que guardavam a porta, se posicionaram. Era uma bolha estranha de ectoplasma, como aquele que Genesys havia encontrado. Genesys dizia para atacar a criatura, que estava se aproximando cada vez mais e mais bem lentamente. Só que Arthur disse que talvez ele nada faria. Quem dera ele estivesse certo. Ele fora voando com um grande velocidade e passara por Albert que caíra no chão. Atacaram a criatura e ela se desfez. Genesys vez uma piada quanto a "falta de proteção de Wynna" e recebera uma resposta que o deixara calado de Albert.
- Me desculpe senhor Genesys, mas o senhor não passa de um ateu arrogante! - ele então cai no chão, por causa do ataque da criatura, que lhe deixara machucado.
- Calma, Albert - veio Genesys ao seu lado - irei parar com os meus dizeres
- Me desculpe, Senhor Genesys. Mas as vezes o senhor consegue ser um tanto desagradável. Tentarei não ser mais rude com o senhor...
Depois da discução Genesys relatara o que vira do alto. Viu uma mulher no alto da torre da capela, presa. Juntaram suas coisas e foram até a capela enfrentado as criaturas no caminho. Ao chegar na construção sombria, eles arrombam a porta e se deparam com uma escuridão que nem mesmo uma tocha conseguiria iluminar. Apenas o anão, como antes, conseguia ver. E os guiou.
Tudo era estreito e parecia ser um corredor sem fim. O anão pede para eles pararem de andar pois viu alguma coisa. Eles escutam:
- Bruce! Pensou que conseguiria me achar aqui!
- Bruce... ?! - disse Genesys.
Um ser fantasmagórico aparece em armaduras negras e ataca a todos. Por mais que atacassem nada parecia surgir efeito, embora sentissem que suas armas batessem em algo gosmento. Gimb então grita para prensar ele na parede. E todos correm, empurrando um ao outro, e jogando o homem contra a parede. Löw, que estava na ponta, quase virando panqueca anã, percebe que o homem não estava mais ali e pede para que todos parassem de empurra-lo.
Se recomporam e foram em frente até que chegaram em um ponto duvidoso. Havia uma escada para cima e outra para baixo. Arthur achava que deveria tomar cuidado, pois aquele ser era de forma estranha. Por mais que ele falasse do ser que aparecera, Genesys lembrara da criatura que estaria supostamente sequestrando mulheres. Seguiram em frente, para cima. Foram e foram, degrau após degrau, até que finalmente chegaram em frente a uma porta de pedras cinzas. A única luz que havia naquele lugar era uma luz roxa vindo de uma gaiola.
Ao colocarem os olhos no lampião roxo, viram que havia uma pequena fada ali. Arthur deu uma cutucada na gaiolinha/lampião e ela acordara. Começara a voar para todos os lados, mas não saia do lugar pois seu pé estava preso no chão da jaulinha. Seu salvador, Arthur, abrira a jaulinha e quebrara a pequena corrente. A pequenina saíra como um raio e ficou gritando para saírem logo antes que as trevas chegassem. Ignorando o aviso, Genesys abriu a porta.
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| Garota gélida |
O que entrara na visão deles jamais sairia de sua memória. As mulheres que havia sido sequestradas, estavam naquela sala. Nuas e amarradas. Amarradas ao teto, pelo pescoço, com as entranhas costuradas até as genitais. O teto não era visível, de tantas mulheres que faziam parte da decoração horrenda da capela escura. Três mulheres estavam presas em pilares de ferro por correntes. Uma estava com uma mascara de ferro, outra estava de olhos fechados apenas e a outra nem poderia ter máscara os sequer olhos, já que não tinha mais a cabeça.
Soltaram as duas e as pegaram. Genesys estranhou que a moça que havia pegado, a sem mascara, estava gélida e sem batimentos. Foi quando suspirou e respirou. Ela estava viva, não sabia como, mas estava. Pegou ela e se preparou para sair dali. A fada então disse que eles deveriam sair logo pois "eles vão nascer!" - gritou ela fugindo dali.
Arthur não pensou duas vezes, e saiu dali. Quando deu o primeiro passo para fora ouviu um barulho estranho. Era o som de algo sendo rasgado, alguma coisa líquida sendo sugada e, por fim, o som de algum ser grunhindo um som agudo e horrível. Ao olhar para cima todos viram criaturas aracnídeas saindo pela barriga das mulheres que estavam presas. Então correram como nunca. Gimb até se enrolou na escada e quase caiu, se Genesys não o tivesse segurado ele poderia ter morrido. Desceram até que chegaram nas escadas.
- Vamos para fora daqui! - disse Arthur
- Não! Vamos descer, temos de ver se há outras pessoas para serem salvas! - disse Genesys.
- Viemos aqui para salvar esta aqui, não podemos arriscar!
Enquanto discutiam, Gimb faziam uma armadilha para que as criaturas caíssem. Genesys então foi ajuda-lo e eles decidiram que iriam descer. Arthur terminou sua frase dizendo:
- ... da ultima vez que o escutei, parei no meio de ectoplasma negro de um fantasma. Por que estou te ouvindo? - perguntava-se.
Foram até encontraram uma porta com um crânio em relevo com a boca aberta na porta. Parecia que algo deveria ser inserido para que fosse aberto. Gimb estava revirando a manga quando Löw colocou uma maçã na porta. O crânio destruiu a maçã com a boca, fazendo com que o suco da maça escorresse pelas engrenagens do mecanismo, assim abrindo a porta. E, com as criaturas vindo, não pensaram duas vezes.
Só que isso foi letal. A porta fechara-se atrás deles, e mais uma vez eles se deparam com o ser de armaduras negras como a noite e olhos raivosos como um lobo. Ele gritava por um homem chamado Bruce e vinha atacando-os. Havia vários ectoplasmas voando ao redor dele, o que servia como um escudo.
Embora nossos heróis colocassem na cabeça dele que nenhum deles era esse tal de Bruce, e que era impossível que todos fosse Bruce, eles não puderam evitar e se jogaram na batalha. Era forte e veloz. E as criaturas ao redor dele se jogavam contra os ataques de todos. Na primeira defesa Löw quase cedera. E fora tão difícil que até Albert teve de atacar. Mas no fim, quando apenas restara um ectoplasma, foi quando aconteceu. A criatura voara por todos e possuíra o corpo de Löw, que tornara-se o novo escudo da criatura depressível que era o adversário.
Gimb ficou invisível e Arthur também, para que Löw não viesse a ataca-los. Foi então quando a criatura voltara os olhos para Genesys. Ele atacara, mas Löw defendera. Albert via que nem Löw nem Genesys iam aguentar muito mais. Foi quando aconteceu...
Um som de carne sendo rasgada ecoa na sala. Seguido de um silêncio sepulcral, que foi conveniente. Genesys caíra no chão. De inicio Gimb e os outros acharam que ele havia apenas caído, mas em segundos os pelos de Genesys tornaram-se vermelhos de seu próprio sangue. O Leão Vermelho estava morto. Arthur ao ver seu amigo morto congelara o adversário com sua lâmina especial. E Gimb dera o golpe final com uma chiva de pedras de suas tai-tais. Eles ficam visíveis, assim como o que houvera acontecido. Era visível que as magias de Albert não estavam funcionando.
O Leão fechou os olhos...
Arthur sentou-se no chão. "
Pensa, pensa, pensa... ". Ele sentia que não era o fim, não podia ser. Foi quando lembrou do que Genesys disse sobre o capacete. Arthur se aproximou da criatura que virara cinzas, apenas uma coisa restou. O capacete. Era isso! Enxugou as lágrimas e levantou Gimb e Albert, pediu para que Löw e Gimb pegassem uma das mulheres, e que Albert o ajudasse a levar a outra mulher e Genesys. Eles estavam indo, as criaturas não estavam mais lá, haviam ido para algum lugar da capela. Mas isso não importava. Correram por entre os mortos-vivos, derrubando alguns. O portão estava aberto, e saíram por lá. Todos perguntavam, alguns entre lágrimas, o motivo de tudo aquilo. Mas Arthur se conteve, não queria pensar em mais nada além de seu amigo.
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| Pedra da Alma Negra |
Voltaram na taverna e lá estava apenas uma pessoa, o homem do cachimbo de fumaça azul. Foi até ele e mostrou o capacete.
- Ah! Bom trabalho! Quase pensei que... - Arthur tira o capacete da vista o homem. E diz:
- Onde está a pedra que prometera à meu amigo?
- Ahm... certo, certo... Aqui está - e entregara a pedra que era do tamanho do punho de Arthur.
O homem então fora embora com o capacete em sua cabeça. Eles, ainda sem entender nada, continuaram seguindo Arthur que estava indo até Tafhar's Shield. E chegando lá ele perguntou para que servia a pedra da alma negra. O homem então explicou que uma pedra da alma é usada para absorver uma alma de pequeno porte. E que uma pedra da alma negra seria uma pedra da alma que teria sido corrompida para absorver até almas humanas e além.
- Pode ser colocada uma alma então? - perguntou Arthur. Fazendo seus amigos entenderem o motivo de tudo.
- Sim... - respondeu o ferreiro-mago.
- Meu amigo... pode... pode t-traze-lo de volta?
- Hum... há um preço que deve...
- Ser pago, sim sim... Qual é? - interrompeu Arthur.
- Me dê o corpo dele, a pedra e a arma que o matou
- Não temos a arma que o matou - disse Gimb, em um tom triste.
- Pode ser a arma que matou o homem que o matou, ou até mesmo um pedaço do homem que o matou - explicou ele.
Eles então entregaram tudo que ele havia pedido junto com as tai-tais de Gimb, que foram as armas que destruíram o ser fantasmal. Um ritual começou, de longo tempo. O ferreiro tirara seus mantos - porém deixando a mascara - revelando tatuagens ao redor de todo o corpo. Ele absorvera energia das armas, que foram quebradas, e do corpo com a pedra. Juntou todas elas e recolocara no corpo. Eram áureas de cor branca e negra, que tornaram-se cinzas e adentraram no corpo dele. Porém o corpo não se levantara, e o coração não se movera.
- O que foi agora? - disse Arthur.
- Algo... deu errado? - perguntou Albert.
- Falta uma coisa - disse ele recolocando seu manto. - Ele precisa ser chamado por alguém que ele goste muito. Então quando ele ouvir o chamado desta, ou destas pessoas ele irá retornar. Coloquei seu espirito e seu corpo juntos, falta a alma. Ou ele não passara de um homúnculo quando acordar.
Todos eles então se ajoelharam perto de seu amigo e gritaram juntos:
- Genesys!
Em segundos a mão dele se mexe e ele se levanta. Estava vivo. Seus pelos ainda estavam sujos por seu sangue, que o deixavam inteiramente vermelho. Seus amigos ignoraram isso e o abraçaram com força. Ele agradeceu por tudo e se lembrou de quando correra atrás de um meio de trazer Gimb de volta na torre das trapaças de Malaguz. Foi naquele momento, que não só Genesys, como Arthur e todos os outros perceberam o quanto uma amizade vale. Mas uma coisa estava pinicando a mente de Genesys. E ele disse:
"E quanto as garotas?"