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3169E6, Era de Sombrata. Dia 18 de Fevereiro.

domingo, 21 de agosto de 2011

- Na Toca dos Goblins (Jogo -12/08); Part I -


     No dia seguinte todos encontravam-se dormindo em quartos no palácio de sua majestade, o rei Leandro. Ronny acordara primeiro que todos, sentia-se bem e pronto para uma nova aventura. Não se sentia cansado, e tinha um bom motivo - era quase meio-dia. Ele havia dormido muito, mas isso não era problema pois "um herói não tem um horário para trabalhar." - pensou.
     Pegou suas coisas no baú no pé da cama, vestiu-se, colocou sua espada na bainha e saiu de seu quarto. Olhou para as portas e simplesmente bateu em todas com bastante força. Lentamente as portas iam abrindo e em pouco tempo todos já estavam em pé com seus equipamentos em mão e prontos para saírem em busca de aventura.
     Desceram até a sala do rei e o encontraram mais uma vez com seu trono no chão e com uma expressão de desespero. Chegaram perto dele. O rei estava acompanhado de seu conselheiro que estava falando de números, números altíssimos. Krusk chega perto para dar uma olhada e o rei o percebe.
   - Ah! São vocês... Como passaram a noite?
     Embora a maioria tinha dito ter tido uma boa noite de sono, Genesis havia sido o único que havia dito ter uma noite horrível. De início o rei ficou intrigado, mas logo lembrou-se dos rumores sobre Genesis, o Leão Vermelho. Graças as experiências que sofrera quando fora capturado em sua infância, ele começou a sonhar que presenciava mortes. Mas não eram sonhos, e sim mortes que aconteciam durante seu sono ou que aconteceram. Tentando impedir que este assunto viesse a mesa, o rei logo diz:
   - Bem, minha noite foi horrível também
   - Por que? - perguntou Krusk
   - Bem... - o rei então deu uma boa olhada no goblinóide. Não confiava nele, mas respondeu mesmo assim pra que todos os aventureiros ouvissem seu problema e seu pedido. - Ontem a noite não consegui dormir com preocupação do dia do pagamento aos outros continentes que está por vir. E hoje, o dia em que os impostos das aldeias e vilas fora da cidade iriam ser recebidos e contados, descobrimos que não havia chegado.
   - Roubado? - sugeriu Gimb
   - Creio que sim. Mandei vários soldados e mercenários atrás das moedas, mas não chegaram ainda
   - Alguma ideia de seu paradeiro? - perguntou Genesis
   - Na verdade sim, acreditamos que tenha sido pego na aldeia dos exilados no sudeste da ilha
   - Aldeia dos exilados? Por que existiria uma aldeia assim? - questionou Albert intrigado.
   - Muitos estrangeiros vem para cá para começar uma nova vida, mas o povo senti-se mau perto de outras pessoas. Então elas começam a ignora-las e trata-las mau, entre outras coisas que as fazem fugir. Com o tempo foi criada um vilarejo para estas pessoas.
   - Um vilarejo que dizem ser comandado por um druida vermelho! - falou co conselheiro.
O Mosqueteiro de Lhibann
   - Muito bem, iremos ajuda-lo... - falou Genesis
   - Mas por um preço - retrucou Krusk

Depois de horas de argumentação e acordos, o rei prometeu lhes dar 1100 moedas de ouro e uma pequena estatueta de platina que possuia com a condição e que eles trouxessem o dinheiro dos impostos (que deveria ser em torno de 8000 moedas) e que fossem acompanhados por um dos soldados de sua majestade. Todos aceitaram e, com o soldado de Lhibann como guia, saíram do palácio em busca de algum meio de transporte que pudesse levá-los para lá.
     Ao saírem se dirigiram velozmente para a área pobre da cidade, estavam indo até quando a atenção de todos voltou-se para um velho homem que estava distribuindo pães de cima de uma carroça. Chegando mais perto para pegar alguma coisa, perceberam que ele era cego. As pessoas ali simplesmente batiam na mão dele e ele pegava um pão e as entregava. Sem roubo, sem falta de respeito. A ala pobre demonstrava ter "mais valor" do que muitos da ala nobre.
   - Queremos um pão - disseram Ronny e Genesis tocando as mãos do velho.
   - Oh! Certo, certo. Aqui está. Tenham um bom dia!
   - Hum... - Genesis, enquanto comia o delicioso pão doce, pensou em ajudar o velho homem e pedir ajuda para ele. - Senhor, tome estas moedas
     O velho, ao sentir moedas em suas mãos, alegrou-se. Agradeceu incontáveis vezes e perguntou  como poderia ajuda-los. Neste momento o Leão Vermelho aproveitou e o pediu que os levasse para a vila dos exilados. Mesmo com tantos rumores sobre os exilados o "bom velhinho" aceitou leva-los. Krusk então pediu um pão e revelou ser um goblin para ver a reação do velho.
     Surpreendentemente o senhor apenas lhe passou o pão, e como disse a todos, lhe desejou um bom dia. Krusk mesmo impressionado admitira não ter gostado do velho. Ao ouvir isso ele diz que não se importava com isso, que já havia sofrido muito nesta vida para retribuir com maldade o que lhe fosse feito ou dito. O pequeno goblinóide comeu seu pão, ascendeu seu cigarro e virou a cara.
   - Precisamos esperar por minha neta!
   - Sua neta? - perguntou Ronny
   - Sim, Lylah. Pedi que ela fosse comprar mais farinha para mim
   - Certo, esperaremos e então partiremos - falou Genesis com um ar heroico.
Lylah

     Quando a filha chegou ela deu "bomdia" a todos, menos para o goblin. Krusk, sentido com a falta de respeito da moça, tentou lhe roubar o que havia no bolso. Mas só encontrou farinha. Ronny o interceptou e disse para devolver. A moça percebe e diz que valor algum aquela farinha tinha, pois havia ido comprar mais. Ao ouvir isto o goblin sopra a farinha nela:




   - Então pegue de volta!
   - Krusk! - gritou Ronny
     A moça se limpou e sentou do outro lado da carroça, não havia dado a minima e falou alguma coisa sobre goblins. Todos então entraram na carroça, e então Genesis pergunta para o homem:
   - Como você irá dirigir se você é c...?
   - Yaah! - gritou o homem para os cavalos batendo neles freneticamente.
     Genesis pula para frente e pega as rédeas que se arrebentam quando tenta livrar os cavalos. A carroça cai e os pães voam para o ar, formando uma multidão de pessoas juntando os pães do chão. Pegaram os cavalos, ajeitaram a carroça e foram para fora da cidade com Lylah sob controle das novas rédeas que haviam feito com as cordas de Ronny.

Algumas horas de viagem e eles se viram dentro da floresta de Loromin. A garota então parou a carroça no centro da floresta e diz que deveriam parar um pouco para os cavalos descansarem. O mosqueteiro então desce e começa a montar acampamento. Lylah ajuda seu pai a descer e todos começam a se ajudar. Durante tudo isto Lylah começa a olhar para Ronny de um jeito estranho.
     Os outros perceberam isto, e decidiram se separar. Então Albert os alerta que seria esperto deixar duas pessoas pelo menos para proteger a carroça, o velho e sua neta. Todos então olham o modo como Lylah estava olhando para Ronny enquanto ela e ele ajeitavam o acampamento.
   - Ele vai ficar - apontou Genesis
   - Não tenho nenhuma objeção - disse Albert
   - Nem eu - falou Krusk
     No fim todos concordaram que Ronny deveria ficar com o mosqueteiro. Tendo eles aceitado a obrigação de protege-los, os outros começaram a seguir um grupo de pegadas pequenas que parecia ter arrastado algo grande daquela clareira para alguma lugar. Seguindo os rastros eles chegaram em uma grande árvore.
     Começaram a rodear até que encontraram uma porta pequena. Gimb chamou Krusk para abrir a porta, já que era o um gênio. Mas mesmo com sua inteligência não conseguiu abrir o mecanismo, apenas dizer que ele era acionado por dentro. Krusk achou estranho em ver tal mecanismo no meio da floresta, temeu naquele momento que poderia haver outro gênio como ele onde quer que aquela porta levasse.
     O halfing e o goblin olham para o Genesis, o kemono conhecido como Leão Vermelho. Eles continuaram olhando para ele, como se estivessem querendo dizer alguma coisa. Löw, o anão, chegou perto de Genesis e com suas mãozinhas pequenas começa a bater a mão uma na outra. Então Genesis concorda com um simples "Ah ta" e golpeia a porta da árvore fazendo com que seu braço ultrapassa-se o tronco. Rapidamente tirou sua mão antes que ele tombasse junto a árvore.

     Todos os pequeninos olham para baixo e descobrem uma escadaria que levava a uma passagem escura. Genesis estrala o pulso e, antes de olhar lá para baixo, repara naqueles que o acompanhavam. Fora Albert, ele estava no meio de um bando de pigmeus. Olhou novamente, e teve outra linha de pensamento. Pigmeus capazes de matar grandes homens. Sorriu e, colocando os braços por cima dos pequeninos sugeriu que todos entrassem. Todos concordaram e entraram no que poderia leva-los para uma grande batalha, ou uma grande armadilha.

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