Vindo das montanhas de Kriegskull, lar de orcs e outras terríveis criaturas, uma tropa muito bem armada que passava por ali em direção à Fheria decidiu parar e descansar na vila. Sendo liderados por Rôkun, um dos três capitães das tropas negras de Kriegskull. Por mais que pudessem achar armas para enfrenta-los, seria impossível. Eram muitos, e o eclipse lunar lhes fora muito conveniente para fazer um ataque surpresa que teria matado a maioria das pessoas.
Foi um massacre. Ninguém foi poupado, e os que fugiram foram pegos como prisioneiros para dar diversão aos soldados. Os homens foram colocados em estacas feitas com os pedaços das casas que foram destruídas. Cravavam a estaca em uma fogueira, e então largavam os homens em estacas assim. Para que assim que morresse, já estivesse em um espeto para ser dividido entre os soldados. As mulheres não tiveram chances, foram jogadas dentro de suas casas para divertir os soldados. Sendo forçadas a serem suas escravas sexuais e bichos de estimação, agindo como animais. As crianças, idosos e guerreiros foram todos decapitados e jogados no lago que ficava no centro da aldeia.
No dia seguinte, as tropas mataram a todas as mulheres e prisioneiros que restaram e continuaram sua marcha para a cidade de Fheria. Lá ocorrera uma das várias batalhas matinais que Fheria sempre sofreu por viver ao lado de tais criaturas. Mas jamais cedeu. Apenas os vilarejos e aldeias ao redor da cidade que não tiveram a mesma resistência é que vieram a sofrer com tais monstros.
Neste amanhecer do dia seguinte, duas escravas que haviam sido esquecidas em um porão, conseguiram escapar e fugir para a aldeia vizinha. Lá receberam tratamentos e começaram do zero. Bem, pelo menos uma delas começou do zero. Pois a outra, após seis meses, já sabia que não estaria sozinha neste mundo. Como havia sido estrupada pelos soldados orcs que destruíram sua aldeia, temeu que estivesse grávida de um deles.
Várias vezes pensara em se matar, mas não teve coragem. Quando a criança nasceu, seus medos vieram acompanhados da criança. Sim, era um pequeno monstro. O que fazer com ele? Para onde deveria ir agora? Sua dúvida fora tanta que não fez nada. Ficou em Bonebriedge, escondida em sua casa, cuidando daquilo que com o tempo a chamaria de mãe.
Dez anos se passaram. Ela já estava cansada de cuidar em segredo da criatura. Foi quando, em um surto de coragem e medo, tomou uma adaga em suas mãos e tirou sua vida. A criança ao acordar viu o corpo sem vida e gritou por ajuda. Assim que os vizinhos entraram e viram um pequeno monstro e uma mulher morta, obviamente não pensaram em sequer perguntar o que havia acontecido e tentaram matar a criança.
Ela passou pelos dois grandes homens, correu pela porta e foi em direção da floresta. Correndo sem olhar para trás, sempre seguindo leste - mas não tendo consciência disso. Não tendo consciência que iria para o ultimo lugar que alguém consciente iria, Kriegskull.
Lá ele fora recebido com desgosto e ódio. Não passava de um mestiço, uma aberração. Mas pelo menos ali ele tinha abrigo e comida. Mais dez anos se passaram, e com seu grande porte físico o garoto tornara-se um grande espadachim das tropas de Kriegskull. Muitos o temiam, por ser mais alto e forte que um orc comum. Outros apenas o odiavam por ser um mestiço e ainda ser visto como um orc de respeito pelos superiores.
Precisou de cinco anos para se tornar um capitão. Ganhou uma tropa, um nome e um título. Com isso ele marchou por várias partes de Fheria. Sempre interessado pela engenharia de guerra: catapultas, armas de certo, rifles. Mas nunca quis aprender a contruí-las ou utilizar armas a distancia, o que ele queria mesmo era cortar a carne do inimigo e sentir o calor do elixir vermelho sendo espirrado em sua face.
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| Horull, O Berserk Vermelho |
Só que a ideia de uma arma para si era muito interessante. E, por mais cinco anos investiu o ouro que conseguia na fabricação de uma espada para si. E hoje, graças ao efeito que ela causa, ele recebera um título que é conhecido por todas as ilhas vizinhas de Fheria. A arma que lhe fora feita reluzia de forma incomum, graças a fusão de mithril e prata. Porém, com o tempo de matanças que passou com a arma, ela começou a reluzir vermelho. Seus soldados, ao verem isso, lhe chamaram de O Berserk Vermelho. Este nome superou seu título de capitão, que era o Furioso.
Hoje, A "Red Habinger" - como a espada ficou conhecida - é a arma de um meio-orc cujo nome fora escolhido pelos mesmos monstros que destruíram sua aldeia. E que agora a impunha em prol destes mesmos monstros para alcançar seus objetivos. Quais serão eles?



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