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3169E6, Era de Sombrata. Dia 18 de Fevereiro.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

- Aquele de Olhos Vermelhos -

     Era quase meio dia. Nossos heróis encontravam-se na taverna da "Royal Jewel". Conversavam e riam, discutiam sobre o que havia acontecido e que deviam continuar a busca deles pela carruagem dos impostos para o rei. Atrapalhando a tudo, Gimb chega à mesa subindo em uma cadeira. Então Löw, o anão, diz naquele momento que queria pedir a bebida mais forte para beber.
     Krusk, ao ouvir os dizeres do pequenino, decide que gostaria da cerveja mais forte. Para não se sentir diferenciado, Genesis pede um pouco de hidromel. Ronny olha para todos e diz que poderia se contentar com um copo d'água.
     Para mostrar seu agradecimento por tudo que já haviam feito, Albert decide pagar parte das bebidas e traze-las à mesa. Mas, antes que pudesse ir até o balcão, Gimb o chama e diz que ele deveria utilizar do nome de Genesis para conseguir alguns barris para a viajem.
      Mais tarde Albert, com a ajuda de Ronny, traz quatro barris e os coloca em cima da mesa. Muitas pessoas ao redor da taverna ficaram os observando. Não deram bola e abriram os barris. Albert explicou que a cerveja de Krusk era uma cerveja chamada Okron, que era uma bebida de Fheria criada pelos orcs. Ignorando os dizeres, pega um canecão e o enche no barril. Gimb então escuta à Albert dizendo que aquela, pelo o que a taverneira havia explicado, era uma bebida chamada Mephistopheles. Disse que ele sentira como uma lâmina o cortando a garganta, já que era a bebida mais forte conhecida em Wayland. Gimb, ao ouvir a descrição de tal bebida agarra um canecão de uma mesa vazia e o afunda no barril com um sorriso em seu rosto.
     Quanto a Genesis, ele decide não tomar nada, e diz que só havia pedido para não deixar seus amigos na mão. Albert então pega um pouco de hidromel para si e Ronny pega seu copo d´água. Todos levantam seus copos e canecas e desejam saúde. Ao virar as bebidas goela a baixo Genesis e Ronny ouviram barulhos estranhos, e assim que voltaram sua atenção para a mesa perceberam que Krusk, Gimb e Albert havia caído com a cabeça na mesa. Estavam desmaiados.
   - Há! Eu disse que era uma bebida forte de mais para estômagos fracos! - falou o anão terminando sua bebida.
     Passado o tempo necessário para levantarem-se, Gimb percebeu que havia homens em um outra mesa rindo deles. Estufando o peito, e com uma caneca de Mephistopheles na mão, ele vai até eles e pula em cima da mesa. Mas acabou caindo e derrubando tudo. Os homens disseram que não tinha problema, afinal "era como um halfling causar tanto problema para a comunidade."
     O halfling não suportou ouvir aquelas risadinhas, então lançou um olhar para seus amigos. Um olhar do tipo "vamos fazer alguma coisa". Assim que eles retribuíram o olhar, chegaram perto dele e começaram a defende-lo. Ronny permaneceu imóvel na mesa, quase dormindo. Estava cansado e não queria se meter em encrencas logo no inicio de sua manhã.

Depois de tanta discussão, eles se levantaram com suas armas em mãos. Fora uma batalha um tanto rápida, dado o fato que assim que o líder deles - pelo menos o que aparentava ser o líder - tinha morrido, um fugiu e o outro aceitou a derrota.
     Krusk havia disparado uma bala envenenada contra o que havia fugido, e por isso sabia que não tinha muito o que fazer. Genesis pergunta quem eram e o que estavam fazendo ali. Ele explica que eles eram mercenários do rei, enviados para atacar a aldeia dos exilados. Neste instante Krusk pensou (e disse) que o rei não parecia confiar nas habilidades deles. Mas deixaram este pensamento de lado e perguntaram se ele poderia dar-lhes uma ajuda para chegar até lá. O homem, feliz com a morte do capitão de sua esquadra (pois viria a ser o novo capitão) decide ajuda-los.

Ele os leva até lá em uma carroça que comprara na Royal Jewel. Ele era um homem alto e robusto, um tanto gordinho. Tinha uma barba longa como um anão e seus cabelos batiam em seus ombros. Fedia a bebida mas mostrava ser forte como um urso.
     Passando por uma ponte no Riacho dos Elementais, eles chegam na aldeia e param a carroça em algum lugar. Deixando Genesis encarregado de protege-la, já que Ronny já havia ficado antes. O homem gordo disse que iria lançar um sinal caso fosse necessário avisar suas tropas que estariam entre as florestas que rodeavam a aldeia. Sabendo disso o acompanharam até o centro da cidade. Menos Gimb, que já havia saído na frente para procurar por algo estranho naquele lugar escuro.
     Graças a chuva que havia começado o lugar parecia mais sombrio do que aparentava mesmo durante o dia. Foram caminhando até que encontraram Gimb, mais afrente foram parados por um homem que - diferente de todas as outras pessoas que pareciam ser pobres e estavam jogadas nas ruas - estava usando roupas nobres e coloridas. Tinha a pele bem pálida e os olhos completamente negros, seus cabelos eram curtos e negros como o luto, pareciam estar molhados e estavam jogados para trás.
     Com um sotaque estranho e uma voz irritante, este estranho homem disse que havia um festival na aldeia e que ele estaria ocupado. Disse que teriam liberdade para andar por ai. Embora o mercenário gordo sempre ficasse insistindo quanto a armamentos e soldados, ele sempre disse que aquela era uma aldeia pacífica e sem guerras. Não era algo acreditável, do ponto de vista do mercenário e dos outros. Pois isso, vendo que através de uma conversa com aquele homem nada seria feito, Gimb os deixou falando com ele e atrás de mais pistas para ter certeza sobre a pacificidade da aldeia.

Os outros, assim que deixaram o homem de lado, se separaram. Gimb para fora por um lado, o mercenário para outro e o pessoal restante começara a vasculhar pelo centro da cidade. Quanto a Genesis, ele ficara encarregado de cuidar do cão de Gimb, Sansão. Este cão Gimb havia pego na taverna de "Royal Jewel" com a taverneira gentil que o deixou leva-lo por ai. Com a promessa de que o alimentaria e cuidaria dele, sempre o trazendo para ver se estava bem.
     Gimb encontrara um lugar estranho da vila onde colocou seus olhos em uma pilha de corpos mortos e estranhos. Chegou mais perto para ver por que eles parecia, estranhos. Ao tocar neles alguns caíram uns sob outros, mostrando o motivo de estarem com uma aparência estranha. Seus ossos haviam sido removidos. Gimb quase vomitou naquele momento. Até que uma mulher chamou sua atenção.
"Ossos para N'emira!"
     Não que ela o tivesse chamado, mas ouviu uns múrmuros vindo do outro lado da pilha. Escorada contra a parede de uma casa de palha, sentada no chão, encontrava-se uma mulher de londos cabelos castanhos e uma pele muito clara. O halfling se  aproximara para ver o que ela estava dizendo, e se assustou quando viu que ela parecia estar em um transe. Ficava repetindo sempre a mesma frase, e sempre no mesmo tom de voz:
   - Ossos para N'emirah... Ossos para N'mirah...
   - Cale a boca! - gritou Gimb assustado. Deu um golpe na mulher, mas ela não parava.
     Ela se levantou e pegou uma adaga, Gimb se abaixa e coloca seus braços na frente para se proteger. Mas nada acontece. Quando se levantou viu que ela passou por ele e estava escalando a pilha de corpos agora. Assim que chegou no topo continuou dizendo "ossos para N'mirah" então cortava-se e arrancava seus ossos do braço esquerdo.
     Horrorizado, Gimb grita por ajuda. Seus companheiros, de todos os lados da vila, se juntam e o encontram em questão de minutos. Todos pararam na frente da pilha de corpos onde a garota tirava sua vida lentamente. Genesis subiu até lá e deu um forte golpe na cabeça dela, fora tão forte que ela não levantara e permanecera como parte da pilha. Perguntaram de longe se Gimb estava bem, ele apenas disse:
   - Ossos...  ossos para N'mirah! Ah! - estava com medo até mesmo agora.
     E como se não bastasse, um par de mãos pálidas e gélidas surgiram de trás dele, de um beco que estava próximo. E uma voz soou para ele:
   - Calma pequenino... Não há por que temer... - disse aquela voz com um sotaque estranho.
     O susto que levara fora tão forte que naquele momento acabou por utilizar sua habilidade de teleporte para fugir dali. Para onde? Para qualquer lugar que não fosse entre aquelas mãos! Quando veio a aparecer novamente estava dentro de uma sala escura com cortinas por todos os lados tampando as paredes.
   - O que fez com nosso amigo? - questionou Genesis com um pouco d fúria.
   - Ora, parece que seu amigo tem uma habilidade de teleporte muito peculiar...
   - Argh! E você parece ter bons olhos para perceber isso... - percebeu Krusk.
     Fora neste momento que perceberam que aquele homem, o mesmo que os recebera na entrada da aldeia, não possuia pálpebras. Seus olhos totalmente negros permaneciam sempre abertos. Era impossível dizer para onde ele estava olhando com aqueles olhos, era como olhar em um espelho negro.
     Ronny, dando a mínima para um homem estranho e sem pálpebras, foi procurar Gimb na aldeia. Enquanto isso, Krusk e Genesis ficaram interrogando e lançando tentativas (falhas) de intimidar o homem. Ele não era comum, se é que era um homem. Ele parecia esconder alguma coisa. Mas o que poderia ser?  E por que ele sempre referia-se a si mesmo como "nós"?

   - Onde estou? - se perguntou Gimb ao perceber que havia se teleportado para um ugar escuro e horrendo.
     Virou para trás e percebeu que haviam várias pessoas nuas, homens e mulheres, jogados no chão de pernas e braços abertos. De tempo em tempo se levantavam e diziam:
   - Ossos... para... N'emirah...
     O pequenino ficou assustado, olhou para todos os lados, não parecia ter uma saída. Foi quando ele viu um homem de mantos brancos e vermelhos atrás de um altar, ele estava de certa forma regendo as pessoas que estavam encantadas com o transe de N'emira. Ele para e se aproxima.
     Não, não podia ser. Gimb não acreditava no que estava vendo, era impossível! Que tipo de mágica era aquela? Antes Gimb havia se teleportado quando o homem estranho havia aparecido, como poderia ser possível que ele estivesse ali em sua frente neste instante?
   - Ora, ora, meu pequenino amigo... Por que fugira de mim antes? Não quer conhecer N'emira?
   - Ah... Não!
   - Que pena, pois ela quer conhecer você! Ha ha ha ha - disse o homem estranho pegando um tipo de pedra de seus mantos.
     Parecia ser ônix, moldado de forma que ficasse com a aparência de um pequeno crânio. Ele levanta o amuleto e ele começa a brilhar com uma aura roxa. Mas antes que aquele efeito estranho pudesse atingir Gimb, ele se teleporta para outro lugar. Quando abre os olhos percebe que estava na frente da casa principal, o que seria o centro da vila. Ele então sai correndo dali e acaba esbarrando em Ronny. Ele explica tudo o que aconteceu e o que viu, mas Ronny não entende.
   - Você viu aquele homem? Mas como se ele estava falando com Genesis e... Venha, Gimb! Vamos voltar rápido!

Krusk e o Leão Vermelho ainda se viam na obrigação de continuar colocando pressão no homem. Havia vezes em que seu sotaqu desaparecia e seu tom de voz ficava mais grave. Era como se ele fosse "mais do que parecia ser" - como havia dito Tobias quando o encontraram.
     Sob muita pressão, ele diz que eles só poderão participar do ritual se...
   - ... deixarem eu tirar seus ossos!
   - O que?
   - Roowwaaa!
     Soltando um urro de dor ele ergue um tipo de crânio negro que brilha roxo. Krusk então dispara contra ela, mas não quebra, apenas uma rachadura é formada. Ele xinga ele por sua ousadia e então joga o crânio no chão, fazendo com que uma bomba de fumaça fosse formada. Eles começaram a andar para trás.
     Urros, gritos de dor, eles podiam ouvir barulhos de ossos quebrando e pele rasgando. Era aquele homem estranho. Quando a fumaça começou a subir para os céus ele colocaram seus olhos no que seria duas patas negras enormes. E quanto mais a fumaça subiam mais eles viam a criatura aterrorizante que estava em sua frente. Assim que a fumaça se esvaiu ele viram por completo no que o homem estranho havia se transformado - um morcego de 3m.
     A criatura levanta voo e lá nos céus ele cospe um tipo de fumaça verde que começa a tomar conta das ruas e estava vindo na direção deles. Löw, que até agora tinha ficado quieto durante o interrogatório, pega o seu escudo e corre na direção da fumaça. A criatura então se joga em outra área da cidade e, com uma explosão de um energia negra desaparece dos céus e da vista de todos.
     Krusk, que analisara a fumaça grita para Löw voltar, pois não havia como defender aquilo, já que era um gás venenoso. Então Löw volta e todos começam a correr para longe da fumaça. No caminho encontram Ronny e Gimb que não entendem nada, já que seus amigos simplesmente passaram correndo por eles. Os dois olham para frente novamente e veem a gigantesca fumaça verde se aproximando, tudo que podiam fazer era correr com seus amigos.
     Todos acabaram por passar Genesis que, com Sansão ainda nos braços, ouvira um choro vindo de dentro de uma cabana. "Os aldeões!" - pensou ele. Ele não podia deixa-los, pelo menos uma pessoa deveria ser salva. E com isso em mente entrou na cabana e fechou a porta. Encontrou uma mulher encapuzada aquecendo suas mãos em uma fogueira no meio da cabana. Colocou Sansão no chão e ele começou a latir.
     Quando Genesis colocou a mão no ombro dela, ela vira a face em lágrimas e diz que estava perdida e com medo. Ele fala do gás venenoso que estava se aproximando, e diz que precisavam fugir. De repente ela agarra o braço dele com força. Sua face começa a se moldar como se não tivesse... ossos. Por um instante sua face olha para baixo e quando o tremelique para e ela olha para cima ele vê a ultima pessoa que queria ver naquele momento:
   - Ora,ora, Sr. Genesis... Por que fugir? A morte não é linda? - era o homem estranho de antes! Aquele monstro.
   - Ah! Saia daqui! - Genesis corta-lhe a garganta com sua lâmina e começa a procurar um lugar para fugir.
     Mas quando vai abrir a porta encontrou outros três daquele homem. Não podia ser! Ele fecha a porta e a tranca. Buracos começam a aparecer nas paredes. Genesis olha por eles e vê olhos azuis, verdes, castanhos e até roxos - o que era comum em alguns lugares. Bastou que todos eles se tornassem negros e sem pálpebras para que ele pulasse para cima do teto, quebrando-o.
     Só que não pode ir, pois percebera que Sansão ficara lá. "Maldição"

   - Onde está Genesis? - perguntou Gimb.
   - Temos de esperar por ele! - pediu Albert, sabendo que ele ainda estava vivo.
   - Argh! Não temos tempo, aquela fumaça ai matar a todos. Temos que sair daqui! - gritou Krusk subindo na carroça junto aos outros.
     Ronny sobe e pega as rédeas. Eles começam a fugir, mas quando viram à esquerda em direção ao Rio dos Elementais, onde era o caminho para fora da vila, eles se deparam com uma tropa enorme de mercenários. Todos os soldados perguntam onde estava seu líder, pois haviam visto o sinal para aparecerem nos céus. O pessoal na carroça começa a gritar para fugirem ou morreriam.
     Logo começam a ouvir Genesis, e ao olhar para trás viram que ele estava com Sansão nos braços. Gimb então pediu para todos para buscarem ele.
   - O que?! Virar a carroça em direção da fumaça?! - disse Krusk - Ele é o "Leão Vermelho", deixe que ele nos alcance.

Conforme Genesis se aproximava das tropas, que agora corriam contra a fumaça também, ele começou a ouvir os gritos do mercenário gordo. Ele para e olha para trás e vê ele ferido correndo em direção deles estava sem um braço. Mas ainda esta vivo!
     Foi correndo até ele, mas quando chegou mais perto viu que o homem estranho estava parado no alto de uma casa e disparou um feitiço nas costas dele. Lentamente ele começou a parar de correr. Sua pele começou a tornar-se dura. Não sentia mais seu estomago, seus pés ou até mesmo sua face. Quando olhou para baixo viu seus pés presos ao chão. Quando Genesis chegou té ele, ele havia se tornado uma árvore. O Leão Vermelho soltou um gritinho baixinho e correu contra ele, em direção da carroça e das tropas.

A corrida durou horas, mas quando passaram pela ponte do Rio dos Elementais, a fumaça se dissipou. Quando os soldados e nossos heróis perceberam isto eles gritaram em fúria e voltaram para a aldeia, todos com suas armas em mãos.
     Correram como se tivessem asas, a vontade de fazer aquele ser estranho pagar pela morte de todos era imensa. Assim que chegaram se viram no centro de uma aldeia vazia. Os exércitos estavam todos em volta da carroça, e nossos heróis, no meio. De repente um homem grita que viu aquele maldito dentro de uma casa, todos olham para um lado.
     Só que no mesmo instante outro diz haver ter visto ele caminhando entre as casa. Um soldado do outro lado então diz a mesma coisa. Nossos heróis perceberam que nenhum destes era o verdadeiro ele, e para isso eles teriam de matar todos até achar o verdadeiro. Então Albert dá a ideia de dar a ordem de formarem um circulo ao redor da carroça aos mercenários ali. Genesis faz isso, e todos o obedecem.
     Os "homens estranhos" então aparecem, eram vinte ao total. Logo se tornaram vinte e um quando mais um aparece saindo do centro da cidade. Era aquele que estava usando mantos e tentara matar Gimb antes. Eles começaram a tirar ossos de seus mantos e formar um circulo ao redor dos exércitos. Mas então Ronny grita para todos eles atacarem os ossos e não deixar que formassem um circulo.
     Ao fazerem isso, eles aproveitam o tempo para pensar em uma estratégia. Então eles ordenam que cada um atacasse cada homem estranho que vissem. Durante este ataque eles saíram da carroça fazendo uma formação de cruz, e correm até a casa maior, que era o centro da aldeia. Quando entraram eles viram o cenário que Gimb havia descrito para eles: cortinas negras, pessoas nuas no chão falando aquela frase que lhe dava medo e um altar no centro.
     Mexando no altar, Krusk acaba pegando um tipo de crânio negro que encontrara para si e guardara rapidamente em sua mochila. Enquanto isso, eles estavam procurando algo que haviam ouvido o homem estranho dizer antes de se tornar um morcego gigante:
   - "N'emira ressurgirá! Seu ovo chocará assim que eu tiver ossos suficientes!"
     Tendo isso como objetivo começam a procurar o "Ovo de N'mira". Depois de tanto vasculhar eles encontram um mecanismo que ergue uma pequena estatueta de uma mão esquelética segurando um pequenino ovo negro. Do tamanho de um ovo de galinha. Gimb não pensa duas vezes e quebra aquele ovo com um dos candelabros no altar.
     Assim que o faz as pessoas saem do transe não se levantam mais, nem se mechem. Vários gritos são ouvidos ao mesmo tempo, e então silêncio. A porta do templo/casa abre, era o homem estranho com mantos. Ele parecia furioso.
     Quando Gimb levanta o candelabro ele vê uma pequena pata entre as cascas se mexendo e então ela para.
   - Minha Deusa! Vocês mataram minha Deusa! Vão pagar por isso seus desgraçados! - o homem estranho, agora sem uma fumaça para esconder sua transformação, volta para a forma de morcego gigante destruindo o teto do lugar e erguendo-se até os céus. De lá ele lança loucamente várias esferas de fogo sem parar. Era alto de mais para ataca-lo. E começam então a tentar desviar delas enquanto procuravam por mais um mecanismo. Felizmente, eles acham.
     Uma porta se abre a baixo de seus pés e eles caiem para baixo. Era uma pequena sala de pedras acinzentadas com um sarcófago no centro. Genesis abre, e um tipo de múmia cai para fora. A criatura já estava acima deles tentando destruir o teto para entrar e matar a todos eles. Mas Genesis é mas rápido e crava sua espada na cabeça na múmia.
     As batidas param, e um grito é ouvido. O homem cai dentro do buraco onde haviam entrado. Já não era mais o morcego, e seus olhos se revelaram ser vermelhos. Era ele, ele era o Druida de Olhos Vermelhos que havia dominado a aldeia dos exilados. Bastou que Gimb o acertasse com uma pedra que adentrara em sua cabeça, e com um lágrima nos olhos, ele morre.

Começaram a dar uma olhada ao redor do lugar. Ronny achara umas coisas no corpo do homem, mas o que mais o chamou a atenção foi um amuleto vermelho em formato de olho com os seguintes dizeres:
"Para o único entre nós que nascera com olhos vermelhos"
     Genesis começara a vasculhar o sarcófago e encontrou apenas dois pergaminhos enrolados. Um lacrado com um selo que nunca havia visto e o outro só tinha uma corda ao redor. Abriu o do selo primeiro:
"Parabéns! Se você esta lendo isto é por que conseguiu fazer os olhos vermelhos jamais verem a luz do sol novamente. Parabéns! Mas saiba que assim que eu tomar conhecimento desta morte, outras vilas irão ceder ao poder do Clã dos Druidas Vermelhos do Leste. Aproveita a vitória, aventureiro. 
Lord Tepes"
     Então decidiu abrir o outro, eram dois pergaminhos. Um escrito "Primeiro Dia" e o outro, respectivamente, "Segundo Dia".
     Ele percebeu que ambos era pergaminhos diário. Como se alguém estivesse escrevendo cada passo tomado. O primeiro falava de ansiedade para cuidar de uma aldeia. De como a pessoa que teria escrito aquilo queria tirar as pessoas pobres de Lhibann e lhes dar um segundo lar para jamais caírem em tristeza novamente. Ao terminar de ler o primeiro, Genesis percebera o que havia feito, e foi ler o segundo. Era o diário do mesmo homem. Agora falava de que seus primeiros passos em seu sonho estavam feitos. Disse que com tempo as boas ações de seu clã iriam trazer a justiça que o reino de Lhibann estava faltando para com a ala pobre. No fim deste segundo pergaminho ele disse estar ansioso pela visita de seu mestre, Lord Teppes, que iria lhe dar um presente em um banquete. Nisto o pergaminho termina.
     O Leão Vemelho reflete um pouco e diz:
   - Ele era um bom homem...
   - O que? - disse Gimb, pegando uma estatueta de morcego em um canto da sala.
   - Ele só queria trazer honra para seu clã e paz para essa aldeia... - falou Genesis com um ar de tristeza. - Mas algo o corrompeu. Pelo menos está em paz agora... - disse isso pegando os dois corpos. O do sarcófago e o do homem que Gimb havia matado.

Foram para o andar de cima onde Ronny encontra uma alavanca com um selo desenhado, ao mover a alavanca ele viu que um mecanismo movera-se por toda a terra e o selo se partira. Neste instante todos eles viram a maior ilusão que viram na vida ser desfeita. A aldeia dos exilados, nunca havia existido. 
     Ronny olhou para trás e viu que Genesis estava queimando os dois corpos que pertenciam a mesma pessoa. Krusk chama a atenção de todos, pois havia visto uma carruagem lá atrás, onde estaria uma grande casa antes. Assim que se aproximaram da carruagem, Krusk aproveitou o momento para entrar na floresta e admirar o crânio que havia conseguido. Era como se aquilo chamasse por ele, era lindo, era perfeito, era dele e de mais ninguém.
     Do outro lado eles encontraram a carruagem e, ao abrirem, viram um monte de moedas caindo no chão. Lá dentro havia mais pilhas e pilhas de moedas entre baús e sacos. Então subiram naquela carruagem e, com a volta de Krusk da floresta, eles pegaram ele e decidiram voltar. 
     O som que haviam ouvido antes, de várias vozes gritando, eram do exército inteiro que havia sido morto por aquele homem. Na volta para casa eles tiveram que passar por todos os corpos se vida daqueles homens. Uns sentiam apenas raiva daquele homem, mas outros naquela carruagem sentiam pena.

Durante a viajem encontraram um grupo de goblins ao que tentaram assalta-los, bastou que matasse um e que Krusk os intimidasse. Deu algumas moedas e eles foram. Assim podendo continuar seu caminho. Era tarde já e a chuva já havia parado. Passaram pelas alas da cidade e deixaram a carruagem com um dos soldados na porta. 
     Entraram no palácio sendo acompanhados pelos guardas que ficaram pasmos ao ver o amuleto do famoso druida de olhos vermelhos no pescoço de Ronny. Todos foram seguindo eles com bastante animação. Quando contaram a notícia ao rei ele ficara muito alegre e lhes pagou o que havia prometido. O dinheiro, os pergaminhos e a estatueta de platina. Durante seu discurso de gratidão mencionou alguns problemas com piratas já que, durante o caminho para a cidade, eles haviam visto soldados de Lhibann indo para as docas e perguntado para o rei o motivo disto. Disse ele que não era nada com que deveriam se preocupar agora, disse apenas que queria vê-los mais tarde para discutir sobre algumas coisas.
     Todos fizeram que sim e, com suas recompensas em mãos, voltaram para a Royal Jewel para gastar seu dinheiro e descansar para mais tarde. Seja lá o que o rei queria, deveria ser importante a ponto de receberem ainda mais. Alguns pensaram assim, outros queria apenas descansar e não pensar em nada. Tiraram um cochilo e cuidaram de seus ferimentos.

"O que será que o rei quer conosco hoje à noite?" - pensaram.

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