Durante o caminho viram pessoas conversando sobre a possibilidade de nevar com tanto frio. Lhibann sendo um continente central, nunca teve neve. No entanto aquele inverno realmente prometia ser o mais frio que Lhibann já havia visto. O vento uivava como um lobo faminto olhando para a grande lua que se destacava entre as estrelas daquela noite.
E falando em beleza, quando chegaram no palácio viram ele em seu auge. Bandeiras em todos os pilares, nobres bem vestidos para todos os lados com o melhor vinho em mãos. Mesas com delicioso banquete sobre elas e os guardas felizes enquanto trabalhavam. Viram o rei conversando com a moça que tocava lira para ele. Se aproximaram, e Gimb resolveu ser o primeiro a abrir a boca:
- Olá, rei.
- Olá, meus caros amigos! Só um instante - disse ele largando sua taça de vinho. - Escutem todos! Estes são os homens que nos devolveram os impostos!
Uma salva de palmas estrondosa seguida de vários gritos de alegrias foram o que preencheram o salão da corte naquele momento. Gimb, para se mostrar, jogou para cima um pedaço de pau que pegara no caminho para o palácio. Jogou para cima, e fez várias posses. Só que quando tentou pegar, acabou por deixar cair em sua cabeça. Alguns riram, outros apenas continuaram aplaudindo como se fosse o que ele queria fazer.
- O que é tudo isso? - perguntou Gimb apontando para tudo aquilo. As pessoas, as coisas, a festa, etc.
- Meus amigos, graças ao dinheiro dos impostos nós conseguimos pagar os homens do norte para não nos atacarem. A cidade esta a salvo por mais uma semana, graças a vocês.
- Hum... - disse Gimb coçando a cabeça.
- Majestade, e quanto os piratas que mencionara? - perguntou Genesys.
- Sim. - concordou Ronny pegando a perna de um coelho assado e "atacando-a" . - Você falou que queria falar conosco...
- Sim, sim, mas... - aproximou-se o rei, e começou a cochichar - Vamos falar sobre isso em um lugar mais, vazio
Todos fizeram que sim e acompanharam o rei até a biblioteca do palácio. Lá era escuro, as cortinas negras deixavam as luzes das tochas bem mais amedrontantes. Mas a presença dos guardas até que dava uma certa calma, como se aquilo fosse a prova de que não haveria alguma armadilha. Afinal, o rei provou ser confiável até agora.
Lá o rei explicou com cuidado cada detalhe das informações que possuía sobre Os Piratas do Luar. Falou sobre o líder deles e sobre sua vinda de Shimmbly. Explicou que o que ele estava pedindo era que pudessem guardar as docas até a vinda das tropas de Lhibann que voltariam de Vivec, já que a guerra lá acabou.
Nossos heróis aceitaram. E nem precisaram pedir pela recompensa, pois o rei disse que iria lhes dar em torno de 1800 moedas pelo líder, que era o que ele queria. Genesys deixou bem claro que iria tentar trazer o líder para um julgamento sem precisar derramar o sangue de ninguém. O rei, compreendendo o desejo de Genesys em fazer isso sem a morte de ninguém, relembra-o de que não há necessidade do líder estar vivo.
Antes que pudessem se retirar da biblioteca, o rei os avisa de que estará mandando um homem para acompanha-los, já que prometera que cada cabeça dos piratas valeriam 20 moedas, e precisaria de alguém para fazer esta conta, e os ajuda-los. É claro.
Saindo de trás de alguns livros veio Tobis, o coronel que haviam salvado antes na toca de Kurupak. Ele saúda a todos e os instrui quanto a pousada nas docas. Então saem de lá sem mais demoras. Gimb pega encontra seu cão no centro do palácio e sai de la montado nele. Tobis os leva até as docas em uma carruagem e durante o caminho os instrui ainda mais sobre suas obrigações e sobre os piratas. Atacavam sempre a noite e sempre com a mesma bandeira. Não poderiam deixar que tomassem as docas ou iriam invadir a cidade.
Chegando lá viram que as docas eram simples. Uma construção com uma pequena torre e duas áreas para navios atracarem e desembarcarem. Deixam a carruagem ao lado da pequena torre e adentram na construção. Haviam apenas duas pessoas ali dentro, ambas utilizando capas feitas de pelo de algum animal. Estava realmente frio naquele dia, o que prometia uma noite ainda mais gélida. Principalmente para aqueles que ficariam perto do mar.
Dos dois homens um estava cuidando o mar pela janela. Era um alto homem de armadura branca como a neve que caía. Longos cabelos brancos como a prata, e estranhos olhos de uma cor clara incompreendível. Era difícil dizer se era azul ou até mesmo branco. O outro era um dos guardas de Lhibann que estava cuidando do lugar. Assim que os nossos heróis entram o homem de cabelos brancos olha para eles no mesmo instante. Os olhava como um leão para sua caça, mas não demonstrava estar com raiva ou medo, permaneceu calmo até que Tobias o dirigiu a palavra.
- Você terá que sair daqui Dhorian!
- Como é? - disse ele em um tom calmo.
- Isso que ouviu! O rei ordenou sua retirada deste posto, que agora é nosso
- É mesmo? E pretende guardar as docas com apenas seis vidas? - disse Dhorian olhando todos analiticamente.
- Acha que não somos capazes? - disse Ronny.
- Vejo que não são suficientes... - respondeu Dhorian ainda em um tom calmo.
- Pois saiba que conseguiremos! - pronunciou-se Tobias.
- Que seja... Amanhã eu voltarei para retomar as docas dos piratas
Dando as costas para todos o homem passa por eles e sai da casa. Com um assubiu ele chama a todas as suas tropas e se retira dali em uma segunda carruagem que estava atrás das docas. Assim que ele desaparece da visão de todos, Tobias explica mais sobre os piratas e sobre seus ataques.
Se prepararam e ficaram esperando até a noite cair para colocar sua tática em jogo.
Duas horas de espera se passaram. Tobias estava deitado sobre uma mesa que ficava de frente para a janela onde Dhorian se encontrava antes. Os outros se encontravam atirados pelos cantos do recinto. Até que Tobias se levanta bruscamente e vai até a janela.
- São eles... - anunciou Tobias.
Colocaram seu plano em ativa. Gimb e Krusk subiram rapidamente as escadas para a torre. Tobias levou Genesys, Ronny, Löw e Albert para o primeiro atracadouro. Lá se esconderam atrás de barris e caixas que haviam sido deixados ali.
Era uma noite de névoa, e nem Krusk ou o pequeno halfling puderam ver alguma coisa lá de cima com tanta névoa. Quanto aos outros eles ficaram agachados, esperando que se aproximassem para entrar dentro do navio. Como não haveria ninguém nas docas, eles iriam simplesmente atracar e invadir, assim eles poderiam entrar nos barcos e limparem as praias com suas próprias embarcações. Mas eles não contavam com a névoa.
A névoa só atrapalhava, pois eles precisariam ver que não havia ninguém. Então esperavam que eles não abrissem fogo. Infelizmente, foi o que aconteceu. Tobias, que estava sempre alerta, ouviu um estouro e um clarão vindo da névoa. Ele então fala baixinho que eram canhões e que deveriam ter cuidado.
- Não se preocupe, com a névoa eles não irão nos acertar - disse Ronny.
Mas não foi bem assim. Dos três primeiros disparos um foi na direção do Anão, que defendendo foi parar lá do outro lado da praia. Quanto ao segundo, ele disparou diretamente na torre. Krusk pulou em desespero para não virar pudim de goblin. E Gimb, em medo, acabou por se teleportar para o segundo andar da torre.
A terceira bala acertou o mar. Mas a segunda foi capaz de destruir o terceiro andar da torre inteiro. Não eram balas comuns. Löw ficou atordoado na neve, e Krusk havia formado um buraco em forma de goblin na neve. O pessoal decidiu que deveriam sair dali. Quando outros tiros vieram se jogaram na água gélida, e nadaram para a praia. Quanto a Tobias, que não podia nadar por causa de seus braços de metal, ele correu pelo atracadouro até chegar na praia e se atirou estendido no chão.
Destes próximos disparos o primeiro atracadouro fora destruído completamente e o segundo andar também. Ainda bem que Gimb fora rápido o suficiente para sair de lá antes que virasse parte das ruínas. O pessoal se reencontrou nas agora conhecidas como ruínas das docas. Se esconderam dentro de la e lá ficaram. Menos Krusk e Löw que foram para o segundo atracadouro quando viram que o navio havia parado de atacar e estava chegando perto.
Deixando o esconderijo, Ronny foi ver Tobias. Genesys se colocara na tarefa de cuidar de Albert que estava muito resfriado. Voltando rápido para o esconderijo, Ronny diz a Genesys que Tobias está se fazendo de morto para enganar os que descerem na praia. Gimb, que acompanhara Krusk e Löw antes, viu que havia alguém no cesto do mastro, cuidando a praia. Ele decidiu usar seu teleporte, e assim o vez.
Apareceu atrás do homem e o derrubou. Quando ouviu o som de um homem caindo, ficou parado e quieto para ninguém o ouvir. O navio continuou mesmo assim e atracou. Löw e Krusk se fingiram de mortos também ali caídos para que ninguém que viesse a sair os matasse. Ronny, de longe, viu que muitos piratas desembarcaram - em torno de vinte. E outras três pessoas saíram do navio, olharam para os "corpos" de Krusk e Löw, e voltaram para o navio.
Ronny veste sua capa e sai dos escombros dando a volta nos piratas que vinham. Todos estavam vindo na direção dos escombros, não poderiam tomar conta de todos eles. Ainda mais que estavam usando garruchas e sabres afiadíssimos. Com toda a sua força, jogou uma pedra dos escombros para o outro lado da praia. Fazendo com que se separassem. Agora eram apenas três vindo para os escombros.
Ele continuou seu caminho e deu de frente com eles. Para os piratas ele era apenas um mendigo ou algo assim, iam atirar nele. Só que antes que pudessem terminar com a vida dele, ele terminou com a vida de um deles e griotu:
- Vão logo! Para o navio!
- Vamos Albert, você consegue...
Levando Albert no ombro, Genesys conseguiu chegar no outro lado da praia e chegar no segundo atracadouro. Lá de cima, Gimb viu que Ronny estava em desvantagem, eram dois homens armados com armas de fogo contra um único homem e sua solitária espada.
Pegou suas pedras mais pesadas e colocou em seu tai-tai - uma pequena catapulta em seu braço que sempre carrega consigo. Disparou em um deles com tanta força que recocheteou no segundo, matando os dois com ferimentos gravíssimos na cabeça. Por agora Ronny estava bem, mas bastou perceber que seu grito de avisou havia chamado os outros piratas que se dividiram para ver que estava em perigo. Foi neste instante que Tobias se levantou da neve e começou a aniquila-los com seus braços de metal.
Gimb ficou lá em cima atirando em quem ele pudesse e Ronny se juntou à Tobias. Genesys chegou no segundo atracadouro e chacoalhou a Krusk e Löw. Löw disse que ia ajudar Ronny, Genesys fez que sim se atirando para dentro da entrada de canhões do navio com Albert em um braço e Krusk no outro. Lá dentro colocou os dois no chão e se deram de cara com o resto da tripulação. Que era muito bem armada por sinal. Krusk pegou seu rifle e Genesys sua espada, e começaram a ataca-los. Albert estava febril de mais para invocar sua magia, e seus pergaminhos haviam acabado. Demoraria demais para que ele fizesse outro para ajudar. Então pegou Krusk e o pediu para ajudar a girar um canhão. O goblinóide atirou e o ajudou, Albert então disparou contra os piratas. Krusk pegou seu rifle e continuou a atacar.
Assim que Löw chegou na praia Ronny e Tobias já havia terminado com tudo. Foi quando voltaram para o navio e Gimb descera do cesto. Todos eles foram para dentro do navio, onde encontraram seus amigos em batalha e os ajudaram a limpar aquela área do navio.
Horas de batalha, Albert ainda estava se sentindo mau. Mas pelo menos todos os piratas estavam mortos. Genesys então diz que ele devem procurar pelos três capitães que Tobias havia falado. Foram em frente deixando Krusk, Löw e Gimb na sala dos canhões já que haviam visto que outros navios se aproximavam.
Durante a procura decidiram ir até o quarto do capitão. Ao chegarem na porta viram que ela era marcada com um "J". Não deram muita bola para isso e continuaram em frente. Lá encontraram os três capitães piratas dos quatro que lideram os Piratas do Luar. Se apresentaram como Joe, o Pistoleiro do Luar; Jill, a Guarda dos Mil Cortes e Jack, O Espadachim da Lua. Era grandes oponentes, tanto em poder quando estatura. Jack era um robusto e forte homem com um sabre enorme que se fosse um pouco maior poderia ser considerado uma claymore para um homem de tamanho normal. E Joe era um homem muito gordo, mas parecia ser ágil com uma garrucha. E Jill era esta pequena mulher com um gigantesco escudo das costas e duas lâminas pequenas nas mãos.
Falaram em um combate honrado. Sobre códigos piratas e de que iriam fazer um duelo entre trios. Genesys olhou para Ronny e disse que queria ele no campo de batalha, olharam para Albert ferido ali e decidiram chamar Tobias.
- Certo, já escolhemos nosso trio. Mas nos dê tempo para nos prepararmos para a batalha. Vocês também tem este direito - falou Genesys.
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| Jill, A Guarda dos Mil Cortes |
Alguns minutos se passaram. Fora o tempo necessário para Albert fazer um pergaminho de cura para entregar à Ronny. Jack então explicou que assim que a batalha começasse o "doentinho" - como havia se referido ao Albert - não poderia mais ajudar.
- ... será apenas nós três contra vocês três!
- Não quebraremos a honra deste duelo - afirmou Genesys.
- Pode apostar nisso... - disse Ronny que, assim como Genesys, estava ajoelhado no chão preparando primeiro golpe com toda a sua força.
Jack jogou uma moeda para Albert e disse que ele deveria jogar a moeda e que assim que ela caísse o duelo iria começar. O curandeiro assim o fez, e quando a moeda tocou sua mão novamente, Ronny e Genesys se jogaram em Joe, o matando quase que instantaneamente. Jill, furiosa, preparasse para a batalha. Jack se joga na batalha sem preocupações, pois ele tinha Jill como sua defensora. Assim como eles tinham Tobias com seus braços de ferro para defender a eles.
Durante a batalha, Tobias fora ferido de maneira quase letal, caindo para trás e deixando seus amigos para trás. Ronny, achando que ele estava morto, jogou-se contra Jack - o que teria o matado - com sua invisibilidade. Jack, sem saber onde defender, nem mesmo Jill, é quase morto. Jill, em pânico, joga um frasco no chão que retira todos os encantamentos que Albert havia colocado sobre eles, e deixando Ronny visível. Jack então derruba Genesys com cinco golpes. Ronny levanta sua espada até o alto e mata Jack por ter ferido Genesys, e então o cura com o pergaminho de Albert. Jill, em um frenesi pela morte de seus dois maiores amigos, usa seu medalhão de prata e se torna invisível, quase matando a Ronny. Genesys, vendo Ronny no chão, utiliza sua habilidade de invisibilidade para tornar as coisas mais "justas".
Genesys se tornou invisível também, mas ele tinha uma vantagem. O sangue de Ronny havia espirrado nela, tornando ela "visível". Quando Genesys localizou aquelas gotas de sangue voadoras, ele a matou com seis golpes pelas costas. Eles haviam ganhado, ou não.
Com o fim do duelo Albert, que já havia preparado vários pergaminhos, cura Tobias e Ronny. Eles estavam bem agora, mas o fato de todos eles terem caído uma vez nesta batalha os deixou sentidos. Era necessário terminar com isto logo. Tiveram uma ideia e logo colocaram em ação.
Gimb, Krusk e Löw haviam ido para o convés, já que não tinha muito o que fazer lá embaixo. De repente a porta do quarto do capitão abre, e Gimb vê um pirata saindo de lá. Logo dispara uma pedra rapidamente. O pirata agarra a pedra com a mão. Ele era ruivo e usava um chapéu extravagante, Gimb achou que poderia ser o pirata ruivo de quem Tobias havia falado. Teve a sorte de ver que não era.
Na verdade era Genesys usando as roupas um tanto largas de Jack. Depois veio Ronny usando as roupas de Joe. E Albert simplesmente veio atrás, usando sua roupa de sempre. Eles então explicaram sua tática de ataque que Tobias adaptou. Se esconderam e preparam armadilhas ao redor do convés. Era só esperar agora.
Vindo entre as névoas estava um pirata ruivo no cesto de um alto mastro. Estava olhando através de sua luneta. Viu seu navio voltando das docas e vindo em sua direção. Mandou que o outro navio que o acompanhava formar uma parede com o seu. Antes que Genesys (que estava pilotando o outro navio fantasiado de pirata) pudesse virar o navio para atacar os outros dois, o ruivo o mandou parar. E assim o fez.
- Por que esta voltando, "marujo"? - gritou o capitão ruivo.
- Fomos vencidos na praia, senhor! - disse Genesys com uma voz um tanto "piratesca".
- Pensei ter dito que não aceitaria que ninguém fugisse... - replicou o homem ruivo.
- Me desculpe, senhor. Mas perdemos todos os homens! Há um conflito acontecendo no interior do navio, preciso de ajuda!
- Ahm...
Nest instante vários piratas com rifles e garruchas apareceram em ambos os navios que estava com seus canhos virados para Genesys. O ruivo então diz:
- Deixe-me cuidar da revolta para você... Homens! Abrir fogo!
Genesys se joga para o chão. Nenhum bala o acerta, mas o navio sofreu com as balas de canhão que estava mirando neles. Ronny percebera que o plano havia dado errado e avisou a todos. Tobias pediu que se acalmasse e se preparasse nos canhões.
- Quando virem algum outro navio que não seja nosso, atirem!
O Leão Vermelho então decide jogar o navio pirata que estava dirigindo contra os dois navios. O ruivo ao perceber tal manobra, se joga do alto do cesto pegando em uma corda, toma control do timão e prepara o navio para uma manobra evasiva para fugir. Infelizmente, seu outro navio não fora tão ágil.
Seguido de estrondos, o pessoal na sala dos canhões viu que estavam mirando dentro de um navio inimigo, e abriram fogo. Com sorte, os dois navios não afundaram, apenas o do adversário. Mas "havia um outro navio para fundar" - pensou Genesys. O navio do pirata ruivo.
Foram os seguindo pacificamente até que ele mostrou ter canhões traseiros. Genesys mandou atirarem com os canhões dianteiros, mas eles não existiam. Foi quando Tobias ouviu o grito de Genesys sobre "canhões dianteiros!" que ele pegou um canhão com seus braços de ferro e mandou Ronny pegar outro canhão para levar para cima e criar canhões dianteiros.
A fuga não durou muito, pois enquanto tudo isto acontecia, o pequeno Gimb havia se teleportado para dentro do navio inimigo e fora até a área do arsenal e a incendiou juntou a vários barris de pólvora. Gimb então voltara para a sala de canhões do navio amigo. Seus pés estavam encharcados. Droga! O navio estava afundando! Mas dane-se, a batalha estava ganha. Chamou a todos os outros que estavam tirando a água daquela sala e foram para o convés. Lá ele pediu para que todos olhassem para o navio inimigo.
O ruivo, quando olhou para trás e viu que todos estavam olhando para ele sem fazer nada, sentiu que algo estava errado. Colocou seu chapéu e lançou um sorriso. Foi neste momento que todos foram surpreendidos por um enorme "BOOM!". Pedaços de madeira estavam voando para todos os lados. Todos soltaram um grito de felicidade. Mas em meio aos gritos Genesys perguntou o que Albert - agora curado graças a uma poção que Ronny havia lhe dado - por que ele estava com dois baldes na mão. Foi quando todos descobriram que o navio estava afundando. Viraram o timão e rezaram para voltar para a praia antes que ele se afundasse.
Chegaram até a praia com o navio afundando, e desceram dele. Em poucos segundos ele afundou completamente, mostrando apenas o pequeno cesto do mastro a mostra na frente das docas. Foram para os escombros das docas e ascenderam uma fogueira. Comeram, deram boas gargalhadas e foram dormir.
No dia seguinte são acordados por barulhos de cavalos e carruagens. Genesys se levanta junto a Tobias e, não dando muita bola para o fato de que sua carruagem havia desaparecido, concentraram todo o foco que tinham em Dhorian. O cavaleiro de cabelos brancos voltara com tropas Lhibanas para ver se eles haviam sobrevivido a primeira noite antes que os exércitos do rei voltassem.
- Olá, Coronel Tobias...
- Idvith...
- Acredito que não conseguira proteger as docas, não é?
- Ora, minha missão era impedir que piratas entrasse na cidade matando, roubando, estuprando e fazendo o que bem quisessem. Viu algum pirata no caminho para cá?
- Não. Mas acredite que sua majestade não ficará feliz em saber que as docas da cidade foram destruídas
- Para o inferno com o rei! Eu fiz o que ele me pediu, e seu que serei recompensado pelo meu bom trabalho e pela sua falta de competência...
- Não deixei meu posto por falta de competência, Tobias...
- Medo?
- Ha... meus motivos são meus, e meus apenas. Creio que irei informar a sua majestade sobre seu sucesso.
- Isso mesmo!
Dando as costas ele entra em sua carruagem. Ronny, que antes havia levantado e parado ao lado de Tobias para ouvir a conversa, fala no ouvido de Genesys que irá dar uma olhada quanto a este homem. E com um bocejo, torna-se invisível e sobe na carruagem que começa sua jornada de volta ao castelo.
Quando Tobias se dá conta de que Ronny não estava mais ali, ele pergunta para Genesys onde o rapaz estava. Genesys simplesmente aponta para o caminho que Ronny tomara. O velho coronel olha para baixo e vê as marcas de pegadas na neve indo para a carruagem.
- Seu estúpido! - disse Tobias correndo em direção da carruagem.
- Espere! - Genesys segura Tobias, quase sendo levado junto.
Ele pergunta o motivo de tal afobação. Tobias então explica:
- Lord Dhorian Idvith. Ele é um homem muito perigoso. Deixar seu amigo ir foi tolíce!
- Entendo. Irei acordar os outros para continuarmos em frente
Ronny estava se segurando na parte de fora da carruagem, observando as tropas que guardavam a carruagem de Dhorian. Achou estranho que elas estavam na frente, e não atrás. Pois assim qualquer um poderia subir nela.
Para sua surpresa sentiu um puxão. E quando abriu os olhos novamente se viu dentro da carruagem sentando na frente de Dhorian, o cavaleiro de cabelos brancos de antes. Ele estava usando um tipo de manopla, de luva, que reluzia muito. Parecia ser encantada. E agora, sem sua capa, percebeu que ele tinha um talismã em seu pescoço. Ele então lança um olhar penetrante em Ronny.- Por que me segue, Arthur? - pergunta o homem de cabelos brancos.
- Do que foi... que você me chamou? - Ronny, que antes estava sonolento, agora se via em um estado de pânico e espanto.
- Arthur...
Ronny havia perdido sua memória, e nunca havia se lembrado de nada, até agora. No instante que aquele homem disse aquilo, Ronny pode ouvir o som de um bebe chorando. Se viu em uma lembrança (um flashback). Viu uma mulher ao redor de muita neve segurando um bebe chorão. Depois viu um garoto muito parecido com ele correndo em um campo na encosta de uma montanha gélida, junto a um outro garoto que ele chamava de irmão. Fora na ultima visão que teve que se viu em mantos negros em um barco que atracava em Nostradamuz' Island.
- ... é seu nome, não? - continuou Dhorian
- Como... como pode saber disso?
- Vejo seu nome, sua idade e muito mais... - diz o estranho homem olhando para ele. Ele então puxa sua pálpebra inferior, revelando que o interior de seu olho não era vermelho (normal). E sim, roxo. - Em minhas viagens e experiências, ganhei certas habilidades que nenhum outro homem possui
- Você... pode ver mais?
- Posso...
Durante o caminho para encontrar seu amigo, Genesys se aproxima de Tobias e pergunta o que aquele homem tinha de mais que eles deveriam se preocupar.
- Ele é um homem estranho. Estuda as artes mágicas e ciências ocultas. Foi convocado a trabalhar em vários lugares. E estes vários lugares hoje o temem por sua influência sobre elas. Passou por Elthor, Nostradamuz' Island, Daggerfall e Amahdog. Ele... - de repente Tobias para de andar e olha para trás.
Tobias percebe que Genesys havia parado, com Löw e Gimb na mão. Tobias, que segurava Albert e Krusk perguntou:
- O que foi?
- Dagger... fall? - disse Genesys perplexo.
- Sim... o que tem... - Tobias é agarrado por Genesys. Que agora se via carregando a todos em suas costas.
Daggerfall fora aonde Genesys havia sido modificado. Seu passado estava em Daggerfall, e talvez uma forma de descobrir o motivo de terem feito o que fizeram com ele. Com uma pressa tremenda, O Leão Vermelho corria atrás daquela carruagem, e seu dono.
- Me dê sua mão, Arthur
- Certo... - sem sequer questionar, ele entrega sua mão para ele.
Sem tirar os olhos de Ronny, Dhorian tocava sua mão como se estivesse lendo algo sem ver.
- Posso ver muito sobre você. E vejo que você nada sabe... Posso clarear sua mente, se desejar...
- Pode mesmo?
O homem então para com sua concentração e olha para trás. Não podia ver nada, mas mesmo assim ele age como se tivesse sido descoberto. Ele, que havia tirado suas livas para mostrar seus anéis - e que era pálido como um morto - coloca sua manopla novamente e se despede de Arthur.
- Não, espere!
Ele é transformado em etéreo e cai no chão. Voltando a ser material novamente. Assim que olha para frente ele dá de cara com o pé de Genesys. Todos eles embolotam no chão e caem na neve.
Voltando para as docas, embora Tobias o questionasse, Arthur não dizia mais nada. Sentia-se estranho, desconhecido, e conhecido ao mesmo tempo. Era como se uma parte de sua vida que havia sido roubada tivesse sido entregue para ele. Não havia absorvido tudo ainda, fora tão rápido.
Durante o caminho Genesys teve a ideia de passar nas lojas do mercado da cidade e pergunta quem gostaria de lhe dar algum dinheiro para comprar alguma coisas. Seus amigos lhe dão o que não queriam mais para vender e mais o dinheiro para novo equipamento. E então o Leão saiu em sua pequena jornada.
Voltando para as docas, encontraram um homem em mantos negros dando comida para Sansão, que até agora havia fugido da batalha. Sansão parecia gostar do homem e começou a brincar com ele depois da comida. Gimb se aproxima e pergunta quem "diabos" era ele.O homem, sem mostrar a face, vira rapidamente as costas para eles e disse que só queria se aquecer ao fogo. Disse que iria embora o mais rápido possível e começou a andar. Então Arthur, esquecendo por um momento do que havia acontecido com ele, dá mais importância a isso e pede para alguém segurá-lo rapidamente. Tobias, com seus braços de metal, o agarra com força. O homem solta um grito.
Tobias morde o capuz e puxa para trás. Não acreditaram no que viram em sua frente. Era o pirata ruivo. O espancaram e o interrogaram até não poder mais. Chegou um momento que ele disse que não queria ser morto. Ele morde seu beiço e cospe sangue dizendo que prometia.
- Como podemos saber que não está mentindo? - falou Arthur com raiva.
- Você não conhece os piratas! Morder o lábio é um sinal de jura irrevogável!
- Não sou pirata! - disse Tobias - Então não levarei esta "mordidinha" em consideração. Mordestes o lábio para nada. Agora deixa ai! - disse ele jogando ele no chão e prendendo ele com grilhões que tinha em sua mochila.
- Veja! Veja! Não estou mentindo. Revelarei agora meu aliado em potencial que poderia me livrar, mas não irá por causa de minha jura - o homem ruivo, que antes revelara que seu nome era Hurricane, assubia fazendo com que um macaco aparecesse debaixo da neve. Ele pula em seu dono e se senta.
- Viu? - disse Hurricane. O macaco parecia imitar os sons que ele fazia. Mas não dizia nenhuma palavra, apenas sons.
- Segure o macaco, Gimb - disse Arthur.
Tobias pega o macaco e joga para Gimb, que o pega pelo pescoço. Eles iriam apenas esperar por Genesys e ver o que iriam fazer com o pirata. Mata-lo ou envia-lo para o rei - que seria morte por forca ou um julgamento.
Genesys para na Roya Jewel e pede para Jeriod, o ferreiro, "arrumar" e melhorar as armas de seus amigos. Jeriod, como sempre ranzinza, pega as armas rudemente e começa a ditar seus defeitos. Genesys disse que era para arrumar os defeitos e melhora-las que estaria de volta em quinze minutos.
Fora até cidade e procurara por uma loja de armamentos e armaduras. Parou em uma loja de armaduras no mercado nobre. O rapaz era mudo, mas lhe vendeu e trocou algumas coisas. Depois fora para uma joga de armas bem conhecida. Adentrou nela e se deparou com a mais bela vendedora que já havia visto em sua vida.
Graças a sua fama não fora tão difícil corteja-la. Bastou algumas palavras calorosas para que ela fechasse a loja e se deitasse com ele ali mesmo, no meio da loja. Ignorando as pessoas que as vezes batiam na porta, Genesys aproveitou muito o momento. A muito que não sentia o calor de uma mulher. Depois de alguns minutos, levantou-se e se vestiu. Ela queria lhe dar alguma coisa, mas Genesys disse que não era necessário e que iria pagá-la sem baixar preço algum. Comprou o que tinha que comprar o voltou para o Royal Jewel com um grande sorriso no rosto.
Pegou suas coisas com Jeriod, e voltou para as docas com seus amigos. Lá viu que haviam capturado Hurricane, o Pirata Ruivo do Luar. Mas, não dando muita bola, entregou os equipamentos para seus amigos, comeu alguma coisa e foi tirar uma soneca. Estava cansado de tanta luta, correria e "diversão".
Eram 4h:21m p.m.
E eles ainda tinham um outro dia inteiro pela frente...





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