- E quanto as garotas?
- Elas estão aqui... - apontou Löw.
A moça gélida, que antes estava nua, estava agora com a camisa de Arthur que havia emprestado a dele para ela não ficar sendo alvo de olhos indesejados. E a outra, que usava uma máscara de ferro ao redor da cabeça, parecia estar desmaiada. O ferreiro olhava atentamente para ela. Ele para e então explica:
- Não poderei tirar a máscara...
- Você não pode? Você?! - disse Gimb.
- Não... há um encantamento ao redor da máscara que a fará ser quebrada se ela for banhada trinta e seis vezes na luz da lua cheia de trinta e seis dias diferentes. Não tenho como recriar tal luz...
- Hum... entendo - disse Genesys, que depois volta seus olhos para a moça que ele havia salvado. - E você é?
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| Valery V. Vicerine II |
- Você me diga primeiro...
- Ora, não me reconhece? - disse Genesys, esperando que sua fama tivesse sido já espalhada por toda BlueStone.
- Não...
- Ahm? - aquilo atingira Genesys de uma forma estranha, mas não deu bola. Afinal, ele tinha consciência de que levaria anos até que TODOS o conhecessem. Então continuou - Bem... Sou Genesys, o Leão Vermelho!
- Prazer... Sou Valery Vicerine
- Belo nome - disse Albert.
Todos então se apresentaram e disseram quem eram em poucas palavras. Foi quando chegou na hora dela contar um pouco sobre ela que tudo pareceu fora do normal.
- Sou Valery, como eu havia dito. E sou uma controladora das trevas. Utilizo a sombra como minha aliada, assim como me foi ensinado em Dogmah...
- Dogmah? - disseram todos.
- Sim... A Cidade das Sombras?
- Ah... nunca ouvimos falar... - disse Gimb e Arthur, olhando um para o outro.
- Como nunca ouviram falar da cidade da noite? A cidade amaldiçoada pela doença da sede eterna?
- Sede eterna? Você quer dizer vampiros? - perguntou Genesys, que temia estar certo no raciocínio que estava tendo.
- Sim, eu sou... eu sou de lá...
- Vejo que ficou muito tempo presa. Pois Dogmah não existe mais...
- O que?! - questionou Valery, assustada.
- Sim, agora ela é conhecida como Amahdog, e é uma terra onde vampiros e outras criaturas vivem - explicou Genesys.
- A cidade sucumbiu totalmente à maldição dos vampiros? - disse ela caindo ao chão devagar e se sentando. Com a mão na testa continuou - Não é possível... Onde... Onde estamos?
- Estamos em BlueStone, o continente central que... - Genesys então é interrompido.
- Central? O que houve com a Cidade Imperial?! E meu imperador Bartolos?!
- A Cidade Imperial sucumbiu a muito tempo atrás. E Bartolos morrera, pela mão de bravos heróis que lutaram contra sua tirania - dizia Genesys.
- Como...? - Valery aparentava ter sofrido um golpe fortíssimo, pois não conseguia nem ficar em pé graças as dúvidas.
- Um instante, como pode você não saber de nada disso? Onde esteve? E... como pode estar viva todo esse tempo?! - perguntou Löw.
- Ela é uma... - Genesys fora interrompido.
- Vampira... - disse Valery.
Não passou muito tempo explicando sobre si mesmo, já que mostrou ser um tanto fechada quanto o seu passado que perdera graças a sua prisão. E, quanto os outros, Genesys discutira sobre a falta de um mago para ajuda-los. E é claro, um toque feminino.
Depois de muito discutir eles decidiram acolhe-la, mas sobre duas condições: ela não poderia se alimentar de humanos, e Genesys deveria cuidar dela para que não fizesse nada de errado. Sobre estas condições Genesys virou sua face para ela e disse que ela deveria encontrar com eles na taverna onde estavam, e deu as coordenadas. Disse que ela deveria aproveitar que era noite para comer "alguma coisa" e então deveria voltar. Fazendo que sim, ela sai pela porta, devolvendo a camisa de Arthur, que pedira de volta.
Voltaram até a taverna/estalagem de Jeremy, pegaram seis quartos e dormiram...
Na manhã seguinte Genesys acorda com o estomago roncando e com o desejo de banahr-se. Então decide descer para comer alguma coisa e perguntar onde ficava o lugar para se lavar. Lá embaixo Jeremy lhe dá as coordenadas para o local que ficava atrás do estabelecimento, quando é servido por Jeremy, percebe que Camih não estava trabalhando. Percebeu isso quando o copo de leite que pedira havia vindo sem canela e baunilha. Chamou Jeremy e perguntou para ele sobre o paredeiro de Camih.
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| Camih P. Claw |
O Leão então avisa seus amigos que irá dar uma passadinha na casa de Camih e depois iria voltar para decidir o que iriam fazer. Levantou-se e saiu. Enquanto Genesys estava fora todos começaram a falar sobre sua ultima aventura no cemitério e o quanto odiariam ter de voltar lá. Arthur concordou completamente com o que estava sendo dito. Odiaria ter de colocar todos os seus amigos em risco com outra viagem perigosa. Sendo esta a mesma viagem que teria quase matado Genesys.
Chegando à casa de Camih Genesys bate na porta. Sem resposta ele mais uma vez bate. Um frio na espinha passou por ele naquele momento. Tentou abrir a porta e ficou assustado em ver que a porta estava aberta. Ao entrar viu que a casa estava vazia, havia apenas um sinal de vida naquele lugar: um prato de comida que havia sido servido, mas o estranho é que ele ainda estava ali. Ninguém havia tocado na comida.
Foi até o quarto e viu a janela aberta. Seu medo se concretizou quando percebeu que havia sangue embaixo da cama. Sangue que formava um rastro que levava até o cemitério. "Maldição!" pensou Genesys, enfurecido por não ter matado a criatura, e preocupado em ter perdido a segunda kemono que encontrara na vida. Foi correndo até a taverna.
Eles estavam terminando de conversar sobre aonde iriam...
- Bem, voltaremos lá? - pergunto Gimb.
- Acho que devemos esperar por Genesys - respondeu Arthur.
- Verdade, Sr. Arthur - concordou Albert.
...quando de repente Genesys entra pela porta da taverna e se dirige até eles.
- Camih foi pega pela criatura do cemitério, e precisamos ir atrás dela...
- Pelo visto iremos para o cemitério - disse Arthur.
- É... - concordaram os outros.
Genesys subiu e foi acordar Valery, que havia voltado ontem a noite depois de sua caçada pelos animais. Quando bateu na porta, e viu ela com roupas largas, suspeitou e perguntou. Ela disse que eram de um homem que viu ela atacando um coelho e então colocou ele para dormir. Mas sem mata-lo, afirmou ela. Genesys, que confiava nas palavras dela, apenas a chamou para ir. A vampira vai descendo até que o lembra de que era dia e que não poderia caminhar por ai como uma humana qualquer. O leão então vai até o quarto dela e pega o baú.
Lá embaixo ele compra o baú de Jeremy e, com Valary já dentro, avisa os outros do que fez e saíram pela porta. No caminho Genesys explicava o que encontrara na casa de Camih. Os outros foram ouvindo e confirmaram apenas o que já sabiam, era a criatura do cemitério. Mas o que não sabiam era o que iriam enfrentar desta vez.
Já lá dentro eles foram direto para a capela, onde lembravam ter antes visto vários corpos de mulheres mortas e presas ao redor da sala na torre. Mas, durante o caminho, esqueletos das florestas sepulcrais vieram para cima deles. Mesmo tendo eles sido pegos de surpresa, eles ainda estavam em maior numero. Os esqueletos dispararam uma saraivada de flechas contra eles, mas eles conseguiram resistir.Todos eles então se jogaram de soco contra eles, pois como não havia carne para ser cortada ou perfurada, eles tentaram quebrar os ossos. O que não foi difícil para as pedras da Tai-Tai de Gimb, que atravessa os crânios dos adversários, ou os punhos de Arthur e Genesys, que transformavam os esqueletos em montes de ossos. Valery também viera a ajuda-los. De dentro do baú ela lançou esferas de energia para ajuda-los na batalha.
Assim que deram conta de todos eles seguiram em frente, a capela era logo ali. Quando chegaram na entrada se depararam com a entrada da capela fechada. Genesys tentara abrir, mas levara um choque. Decidiram arrombar e continuar em frente, mas Valery então cancelou a magia que mais tarde Albert veio a identificar. Com a porta sem choque eles foram capazes de seguir em frente. Lá dentro, entre os corredores sombrios da maldita capela, eles decidem subir até a torre. A longa escadaria os surpreendeu, pois parecia maior, mais cansativa, como se estivesse os puxando para baixo.
Finalmente, a porta. Löw tentara abrir-la mas fora impedido pela fadinha de luz roxa que antes haviam encontrado ali. Seu nome, embora eles não soubessem, era Mimi. Ela chegou gritando com todos dizendo que de forma alguma aquela porta deveria ser aberta, "não depois do que vocês fizeram" dizia ela.
- Como assim? - questionou Arthur.
- Da ultima fez que estiveram aqui vocês acordaram as criaturas, e fizeram elas nascer prematuramente!
- E o que há atrás desta porta?
- Shhhh... eles podem nos ouvir, estão acordando... - disse Mimi baixinho.
- As criaturas? - perguntou Genesys.
- Sim... - falou Mimi quase que inaudivelmente.
Só que eles não contavam que Valery iria espirrar. Löw, que fora o único que percebera isso, tentara colocar o dedo embaixo do nariz dela, fazendo com que ela não espirrasse. Só tinha um problema, Löw era muito baixinho para alcançar o nariz dela. E no fim, ela espirrara, fazendo as criaturas perceberam a presença deles e tentarem arrombar a porta.
Desceram na disparada. E, como antes, depararam-se com três opções, ir para a saída, ir para a sala sem saída a direita, ou descerem para onde enfrentaram Gregory. Diferentemente de antes, mas ainda sem fugirem, escolheram seguir pela direita. E lá esperaram as criaturas arrombarem a porta para enfrenta-las.
Eram seis gárgulas estranhas de três cores diferentes. Haviam duas cinzas que eram de um material resistente, que ficavam se jogando na frente dos outros para defende-los; duas gárgulas azuis que ficavam lançando magias contra eles, fosse para destruí-los ou petrifica-los e haviam dois brancos, que tinham garras cinzas de aço que cortavam como navalhas.
Tal batalha levara horas e horas, Valery demonstrara ser muito útil salvando várias vezes o pessoal de bolas de fogo e outros golpes mágicos dos adversários. Genesys e Arthur também lutaram incrivelmente, despedaçando as criaturas, levando-as à destruição. Não podemos esquecer de Löw, que defendera seus amigos sempre, raramente não podendo defender alguém. Gimb ficara disparando seus projéteis sempre que tinha a oportunidade. E Albert não deixava seus amigos na mão com sua cura mágica e seus pergaminhos.
No fim de tudo, Genesys e Arthur derrubaram as gárgulas cinzas e uma branca, Valery destruíra as duas azuis com sua magia e Gimb desmanchara a ultima gárgula branca com um tiro de sua Tai-Tai. Fora uma batalha muito longa e perigosa, Genesys nem conseguira entender direito como elas conseguiram resistir tanto. Já era noite quando terminaram e precisavam sair antes que mais das criaturas viessem.
Mimi, a fada que antes revelara ser escrava da criatura, teve de ficar lá na torre por mais uma noite. Saíram pela porta da frente e foram até o templo de Wynna, que Albert lembrara-os de terem deixado os recursos que haviam pego na floresta lá no santuário. Assim que ouviram isso todos foram até lá, a lua estava quase no seu auge, e os sons de criaturas ao redor do templo era perturbador.
Encurralados?
Protegidos?
Veremos...



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