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| Gimb, O Pequeno |
Depois que a aliança entre as raças de Fheria estava feita, outros seres começaram a ir para lá. Uma das várias vilas e aldeias que foram formadas neste período de vindas estrangeiras fora a vila de Gûndarin. Gûndarin, uma grande vila de pequenos halflings, fora fundada por halflings que saíram de Deepwood e foram em busca de novos horizontes.
Com o tempo casas foram construídas, famílias foram sendo criadas e a vila foi crescendo. Um dos halflings que tivera sua família “instalada” em Fheria fora um halfling curioso e hábil chamado Gimb. O pequenino era sempre visto como um ladrãozinho pela comunidade. E as vezes era até mesmo pego pelos guardas. Mas pela sua idade, e a boa cooperação de seus pais na sociedade, ele apenas recebia um sermão. E claro, já sabendo que essa era a pena máxima, ele abusava. Mas não sozinho.
Gimb tinha dois amigos que estavam quase sempre com ele em suas artimanhas e brincadeiras. O não tão pequeno Dantz, e não tão esperta Suzan. Os três ficavam o dia inteiro infernizando as pessoas e os guardas no centro da cidade. Sempre roubando moedas, quebrando janelas e fugindo de guardas. Por mais que Gimb não sofresse nada pelos guardas, ele odiava perder. E por isso sempre tentava aprimorar suas habilidades para impedir que isto acontecesse. Então um dia, com sua nova tai-tai em uso, começou a revidar os guardas e seus amigos, Dantz e Susan, com o tempo de experiência ao lado de Gimb começaram a usar estratégias mais furtivas para escapar. O que os deixou mais hábeis na arte do crime.
Por muito tempo foi assim. Até a noite que fora marcada como “Halflings’ Fall”.
Tochas apagadas, lampiões escuros. A única fonte de luz era o luar que brilhava em Fheria como um sol mais fraco. Tudo era visível naquela noite, quase tudo foi visível naquela noite. O que não foi visto pela luz da luz? Orcs...
Descendo das montanhas várias tropas de orcs liderados por um poderoso berserker atacam a vila dos halflings. Luzes são acessas novamente, mas não de lampiões. Era de tochas deixando sua marca calorosa nas cabanas e casebres dos pequeninos. A lua já não era a única fonte de luz. Canhões dos céus, tochas nos tetos das moradias. Tudo estava... Iluminado.
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| The Red Berserker |
Gimb estava na rua quando tudo aconteceu. Todos corriam, os guardas corriam, mas não em sua direção. Nunca mais em sua direção. Estavam fugindo, e Gimb tentou ver o que era, mas acabou sendo levado pela multidão. Horas de correria e gritos foram as músicas que acompanhavam o show de luzes que jamais se repetiria. Não lá. Gimb se perdera e tentara encontrar seus amigos. Foi para casa, em busca de proteção, em busca de sua família que sempre o protegera dos guardas e de todos os seus problemas. Sempre estiveram lá para ajudá-lo. Sempre...
Ao abrir a porta de sua toca começou a soluçar. Estava escuro, mas não o suficiente para poupá-lo de ver aquilo... aquelas pessoas. Seus pais, seus anjos da guarda, se foram para os céus. Caíra sobre os corpos e posse a chorar pela perda daqueles que fizeram tudo por ele. O tempo passara rápido para aquele que não tinha mais nada a perder. A noite tornara-se dia. As chamas tornaram-se cinzas e os mortos tornaram-se peregrinos no mundo espiritual. Acordou. Nada de luzes além do sol, nada de som além de sua respiração. Virou a cara para não ter de ver novamente, mas não podia. Com algumas tochas que estavam no chão, depois de acendê-las, e as colocou na casa. Preparou seus pais para a ida, e queimou a casa. Foi então na procura de seus amigos.
Corpos para todos os lados, de pessoas que roubara, pessoas que o xingavam e o ameaçavam. Mesmo assim um sorriso era impossível para ele naquele cenário. Mas onde estavam seus amigos? – perguntou-se. Não os achou entre os corpos, nem os achou em meio às cinzas. Precisava sair dali. Fora para as docas da cidade capital de Fheria.
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| O lugar onde tudo começou... |
Lá entrou clandestinamente em um barco que o levou para Deepwood, para sua terra de origem. Ao chegar lá a grande fortaleza, centro de Deepwood, que ficava no centro, chamara a sua atenção. Era a fortaleza da Imortality. Entrara lá e vira várias estátuas de bravos guerreiros. Tudo aquilo o instigou a querer uma vida como aquela. Afinal, não tinha mais nada a perder. E também, ele sentia que um dia poderia bater em todos aqueles caras colocados nas estátuas.
Naquele dia ele desafiou a si mesmo que seria o melhor no que fizesse. E como nunca dissera não a um desafio, ele se jogara perante o horizonte da aventura que estava em sua frente. Não se permitia entrar em devaneios, nem ficar para baixo. Buscou um homem lá dentro pudesse dar informações sobre lugares em que as pessoas estariam precisando de ajuda. Pegou o primeiro barco e fora para Lhibann. Onde viria a conhecer bravos heróis que mais tarde iriam ser seus parceiros e grandes amigos.
Naquele dia ele desafiou a si mesmo que seria o melhor no que fizesse. E como nunca dissera não a um desafio, ele se jogara perante o horizonte da aventura que estava em sua frente. Não se permitia entrar em devaneios, nem ficar para baixo. Buscou um homem lá dentro pudesse dar informações sobre lugares em que as pessoas estariam precisando de ajuda. Pegou o primeiro barco e fora para Lhibann. Onde viria a conhecer bravos heróis que mais tarde iriam ser seus parceiros e grandes amigos.
Escrito por Felipe Santos (Gimb, O Pequeno), adaptado por Gabriel R. de Oliveira (Tyrannuz).



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