Ao saírem continuaram a andar, quebrando o feitiço que havia sido colocado no chão. Aparentemente quem tentasse ver o outro lado do cemitério, estando no lado oposto, jamais teria sucesso. E ao passarem pelo centro, conseguiram ver tudo.
Fora graças as habilidades vampirescas, e ao leve peso de Gimb, que Valery - transformada em um grande morcego - conseguira erguer Gimb no ar para desenhar um mapa de todo o local. Quando ela descera com Gimb eles puderam seguir em frente até o grande templo que ele avistara.
Chegando lá Genesys avistara o monge saindo de uma tumba com seis esqueletos em mantos o acompanhando. Assim que dissera isso aos seus amigos chegaram a conclusão que poderia se tratar de um necromante. Fosse o que fosse, criatura ou não, deveria ser detido e destruído. Com tal pensamento seguiram em frente até um grande salão de pedras negras, dentro da grande construção.
Lá virão várias obras de arte, famosas por toda Wayland, mas estavam diferentes. Parecia que alguém havia recriado elas de forma grotesca e horripilante. Todos os cenários, pessoas e florestas estavam mortos. Genesys perguntara em voz alta:
- Quem teria feito tal... ? - Genesys foi interrompido.
- Obra de arte? - falou uma voz grave do outro lado do extenso salão. - Não são lindas?
- Então você é o homem por de trás destas atrocidades?! - perguntou Arthur.
- Atrocidades? Isso é arte! - gritou animadamente o rechonchudo monge em negro.
- Você matou mulheres... - disse Genesys, que estava bravo.
- Eu as transformei! Estão incríveis agora! Imortalizadas através da morte!
- Irei imortalizar você! - gritou Genesys antes de correr na direção do adversário.
O monge então invocara vinte esqueletos guerreiros que o permitiram escapar por uma porta. Sua voz ainda podia ser ouvida enquanto subia as escadas. Ele ria, como se nada tivesse acontecido.Nossos heróis, irados com o maldito homem, jogaram-se contra os esqueletos. Embora fossem frágeis quando acertavam seus golpes, eram fortíssimos. Mas, com esforço, conseguiram derrotar a dezoito deles. Der repente uma voz ecoa na sala. Era o monge:
- O que?! Acha que seria tão fácil? Hahaha...
Assim que sua rizada terminara todos os ossos caídos juntaram-se com os dois corpos esqueléticos remanescentes. Haviam agora dois magos monstruosos em sua frente. Suas magias eram fortes e tenebrosas. Embora Valery conseguisse cancelar a maioria e Löw e Albert cuidassem da vida de seus amigos com defesas e curas, a situação estava muito perigosa. Foi quando, graças à um trovão lançado por um dos magos, Valery tornara-se cinzas.
Seu corpo caíra lentamente em frente a todos. Genesys se atirara para pega-la. Naquele momento lembrou-se de todos os amigos que morreram ou quase se foram, que estiveram em seus braços em momentos assim. Jeriod, Tobias, Gimb... Agora, Valery...
Em seus braços a estátua de cinzas se desfizera em pó, e nada além de um nome gritado por muitos fora o que se ouvira naquele momento: Valery!
Arthur pegou sua espada com toda a sua força e quebrara vários ossos com seus golpes. Um dos magos cai, e logo depois outro graças aos ataques de Gimb e Genesys. Se reorganizaram e seguiram em frente, com a bela vampira em mente.
Os outros então começaram a atacar os esqueletos. Conforme a batalha se desenvolvia era evidente que atacar o monge não faria efeito. Mas que na morte de seus servos ele ficava fraco, se feria. Então mirando nos esqueletos foram capazes de feri-lo e tira-lo de dentro de seu escudo. Trazendo-o para a briga.
O monge caminhara na direção deles. E Arthur, que fizera a frente novamente, o atacara. Parecia que ele havia aceitado vingar Valery, pela tortura que ele havia feito nela e pela morte que seus servos miseráveis causaram. Mesmo sem aparentemente sentir nada por ela, ele senti uma coisa: a vontade de fazer o certo, a justiça. Por mais que tal vontade fosse forte, mais uma vez sua lâmina não atinge seu trajeto, o pescoço do adversário. E acaba por ser segurada por vários braços em decomposição que surgiram de dentro dos mantos negros do monge.
A mesma coisa acontecera várias e várias vezes em que eles atacavam ele. Até que, depois de cortar alguns braços e acertar alguns golpes, ele fora jogado contra a parede graças ao golpe desferido por Arthur. Gimb então, com o monge no ar ainda, dispara contra ele, para causar toda a dor que fosse possível no momento. Chocaram-se com o estrondoso som que ouviram do homem quebrando a parede e caindo no chão. Pedregulhos caíram sobre ele e por um instante houve silêncio e nada mais se ouviu.
Arthur foi ajudar os outros enquanto Löw se aproximava lentamente. De repente uma mão surgira entre as pedras. Mas Löw continuara, mesmo com Arthur dizendo para ter cuidado. Mais alguns passos do pequenino e uma segunda mão aparecera. Arthur gritou para ele sair dali antes que algo acontecesse. E Löw, ao ver uma terceira mão surgir correu de volta para seus amigos. Certo estava Arthur, que salvara Löw de ser morto por pedregulhos que foram jogados pelos ao redores da criatura que ali se levantava.
A criatura do cemitério, o sequestrador e assassino de mulheres, estava ali diante deles. Era uma terrível criatura de dois metros. Seu corpo era composto de vários outros corpos podres que o tornavam um golem de corpos mortos, de zumbis. Ainda havia o que ser feito. Ergueram-se novamente e continuaram a batalha.
Depois que Arthur, ao observar o estranho simbolo do trono do monge, ter quebrado o lugar onde ele estava ele descobrira que aquilo mantinha parte dos corpos que formavam o golem. Assim, quando foi quebrado, fazendo alguns corpos caírem, revelando o interior da criatura. Lá dentro não havia corpos podres e sim frescos, vivos. Lá Genesys teve o infortúnio de encontrar Camih. Bastou que ele tira-se ela de lá para que seus amigos atacassem a criatura. Gimb com seus projéteis e Arthur com sua lâmina gélida, até mesmo Löw jogara seu escudo na criatura.
Então, tendo seu interior atacado, em seu ponto de fraqueza que havia sido revelado com a remoção de Camih, a criatura se desfaz em meros corpos sem vida. E a batalha é ganha, depois de tanto esforço e algumas perdas. Mas ainda tinham o que fazer, precisavam voltar para a cidade, e se preparar para o dia que estava por vir: O Funeral de Leandro...

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