Quanto a Arthur, Albert e Löw, todos decidiram ir até os mercados para dar uma olhada no que a cidade de BlueStone teria para oferecer à eles. É claro, que antes que todos se perdessem na gigantesca cidade, Arthur gritou para Gensys - que já estava um tanto distante - e perguntou quanto a um lugar de encontro. Ele então disse:
- No chafariz da cidade, na praça principal! - gritou Genesys com um sorriso no rosto.
- Você conhece a cidade? - questionou Arthur.
- Não muito, na verdade nunca estive aqui antes. Mas acredito que deve ter alguma coisa assim...
Para a sorte de todos realmente existia isso. Haviam três praças na primeira ilha das três que formam BlueStone. Preocupado com a informação Arthur segue em frente com seus amigos na busca de equipamentos e para si e para Löw.
Horas passaram-se em quanto todos aventuravam-se em BluStone. Löw, Arthur e Abert passaram por várias lojas e barracas com armaduras e armamentos. Embora nada houvesse chamado a atenção de Arthur quanto a armamentos ele comprara uma peça de armadura para si, assim como Albert. Já Löw, o Escudo-Vivo do grupo, comprou uma armadura inteira de aço com ajuda de Albert que não viu problema em dar o resto de seu dinheiro para seu amigo.
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| O nobre da carruagem |
Arthur, sem entender o motivo do ato, pegou as duas. Löw, que nem sequer moveu-se para pegar as moedas olhou para ele com uma cara séria. O anão sabia que ele fizera aquilo como um modo de chama-los de miseráveis e mendigos. Ou assim pensou.
- Para onde vão, mendigos? - disse o nobre, dando certeza aos pensamentos do pequeno Löw.
- Por que quer saber? - perguntou Arthur, com um tom sério.
- Eu estava indo para minha residência quando me questionei para onde os mendigos vão, e que sorte a minha quando os encontrei! Ha, ha, ha...
- Por que não vai descobrir você mesmo? - disse o anão com um tom irado.
- Cale-se anão! Saiba que se meu mordomo estivesse aqui ele lhe daria um xingamento brilhante, e acho que seria sobre sua mãe! Ha, ha, ha... - dizia o nobre risonho.
- Não preciso de um mordomo para lhe dar um bom zingamento... - "cortou" o anão.
- Ora, seu... - o anão então vira as costas para o nobre - Hey você! Estou falando com você!
Nada acontecia. Albert lavava o rosto no chafariz, Arthur ficava cuidando o nobre e Löw estava vendo seu reflexo na água. Neste momento o nobre puxa um chicote e, de dentro da carruagem, o chicoteia pelas costas. Löw, com pouquíssimo esforço, defendeu-se do ataque. Arthur, sem o nobre perceber, ficou invisível. Mais uma fez o nobre o ataca, agora revelando que o chicote era encantado com trovões.
Bastou que Löw jogasse um pouco de água do chafariz para que o nobre levasse um choque que o jogou contra o outro lado da carruagem. O estrondo fora tão forte que assustara os cavalos, fazendo-os sumirem pelas ruas. Arthur aparece novamente, sem ter precisado fazer nada. Löw, com um sorriso no rosto volta seus olhos para Arthur. Então Albert levanta sua face do chafariz, ele estava tossindo pois havia se afogado. Um de seus amigos então dá umas batidinhas em suas costas, ajudando-o a se recuperar.
De repente eles veem dois amigos bem vestidos em sua frente. Por mais que Genesys não estivesse usando algo novo, Gimb estava. E era algo que destacava os dois. Parecia simples, mas o deixava mais atraente, mesmo para um halfling. Juntos então eles decidem ir em uma última parada por hoje , já que Genesys e Gimb não haviam nem sequer visto alguma armadura ou equipamento.
É quando eles encontram uma loja muito peculiar chamada Tafhar's Shield. Ela parecia ser simples por fora, mas era MUITO mais simples por dentro. A loja resumia-se à um salão de pedras cinzas e um teto de madeira com uma belíssima tapeçaria com um desenho de um escudo de tremenda beleza presa ao teto. Havia um bancão de madeira com um homem em mantos brancos e uma máscara negra que mostrava apenas um de seus olhos. Atrás dele uma gigantesca cortina vermelha escondendo o resto do salão.- Como posso ajuda-los? disse o vendedor com uma voz grave que parecia fazer vibrar seus corpos.
- Ah... você é um ferreiro? Ou um vendedor apenas? - perguntou Genesys.
- Sou ambos... e um pouco mais... - respondeu o homem, que não demonstrava nem um pouco de modéstia. E com razão.
- Queremos que o senhor repare, melhore e torne alguns de nossos equipamentos bem mais do que são agora... - disseram eles.
- Bom...
Ele pegara todos os equipamentos que foram colocados em sua frente e fora para trás da cortina. Em quanto eles preparavam-se para sair para mais tarde voltar, eles ouviram o som de um feitiço sendo conjurado. Depois disso ouviram o barulho do encontro de um martelo e metal várias vezes, em uma velocidade inimaginável. Era a rápida batida seguida de um barulho de algo quente colocado em água, tudo muito rápido. E, em questão de minutos, o homem volta com os - agora "refinados" - items.
Todos colocarão seus equipamentos no corpo e nas bainhas. Olharam e viram que pareciam mais leves, as espadas mais afiadas, as armaduras mais brilhantes e resistentes. Todos estavam alegres, mas um deles nem tanto. Era Arthur. Ele olha para seus amigos e fala algo que os faz olhar para o ferreiro com um olhar de pavor.
- Mas, e o preço? - disse Arthur como se estivesse falando que alguém morrera.
Neste instante a ideia de fugir passou pela cabeça de todos. Depois o que passou pela cabeça de todos é que um homem que tivesse feito tudo aquilo provavelmente viria a fazer picadinho de quem fugisse. Foi quando ele disse o preço de cada equipamento. Ao todo lhe fora dado duas esmeraldas, dois rubis e um pouco mais. O homem, contente, expressa o quanto gostava de sua clientela:
- Voltem sempre, aventureiros. Adoro meus clientes...
Eles saem de lá realizados pelo o que restou das jóias e do dinheiro, e pelos seus equipamentos, é claro. Já estava tarde. Mas estava claro o suficiente para encontrarem um pergaminho no chão. Ao olharem melhor percebem que já haviam visto aquilo antes. Sim, estavam presos em paredes e pilares ao redor da cidade. Era um comunicado dizendo:
"Ajudem-me!
Minha mulher morreu durante já faz noites,
e desde então ele vem tentando me matar!
Meu nome é Sileos, e vivo na rua [...]
Ofereço recompensa!"
Problema para ser resolvido, pessoa em perigo, recompensa... Estas, entre outras, foram palavras que "fisgaram" nossos heróis. Seguindo as informações do panfleto eles chegam até uma casa distante das outras em um pequena elevação que se encontrava do outro lado de um pequeno laguinho. A casa ficava encostada nas muralhas da cidade. E, do outro lado da pequena ponte do laguinho, estava um homem de cabelos brancos e mantos marrons e brancos.
O rapaz apresenta-se por Sileos e explica melhor a situação para eles. Disse que acordara um dia e encontrara sua esposa caída no chão morta. Depois disso ele tentou tirar o corpo dela, mas seu espirito levantou-se no mesmo instante e tentara matar ele. Por mais que ele parecesse verdadeiro, era louco de mais para ser verdade. Pelo menos era assim que Genesys pensava. Os outros, achando um certo exagero da parte dele de ficar fazendo perguntas como um tipo de detetive, simplesmente seguiram o homem pela casa cuidado de todos os lados para que nada pulasse neles.
Pararam no meio da sala de estar, quando eles ouviram um miado de gato. Genesys, um semi-felino, rugiu para a criatura. De repente o que parecia ser um miado viraram milhões de miados vindos de todos os lados. Preocupados, eles se aproximam. Genesys rugi novamente, agora com mais vontade. Os miados param por segundos. Até que o som de milhões de miados virão milhões de rugidos. Genesys decide parar de rugir. Querendo sair da sala, todos eles movem-se para a cozinha. Onde Sileos os disse que era o caminho para o porão, onde sua esposa e ele dormiam. No caso, onde estaria o corpo dela.
Na cozinha, eles encontram um gato preto parado, olhando para eles. Arthur disse para Genesys ignorar e seguir direto para o porão. Mas infelizmente não fora isto que o Leão Vermelho fizera. Como felino ele possuia a habilidade de falar com criaturas felinas, e foi quando perguntou para o pequeno gatinho o motivo dele estar ali. Foi quando, em miados estranhos - como aqueles que escutamos à noite - são feitos pelo gato.
- Saiam, ou seremos forçados a ataca-los... - "falou" o gato.
- Vocês? - Genesys achou estranho.
- Nós... - "diz" o gato que havia miado como se fosse milhões de miados.
Obviamente ele não era um gato. Isto ficou mais do que obvio quando ele tornara-se uma gosma negra e fora para baixo do solo. Eles então desceram, pois não iam parar por causa de um bichano! Foi quando eles depararam-se com a aparição do fantasma da esposa de Sileos, Amanda. - Si... le...os... - disse a falecida esposa.
- Cuidado! - falou Sileos - ela pode ataca-los!
- SILEOS! - ela então voa na direção dele.
Para proteger o homem, todos se colocam na frente dele. Ela passa por todos e entra em uma parede. Depois de uns instantes de silêncio ela aparece novamente e passa por todos, mas assim que ia passar por Arthur ela não atravessou ele, apenas sumiu. Sumiu? Ou...
- Arthur! Você está bem? - disse Genesys preocupado com seu amigo.
- Si... si.... SILEOS! - disse ele jogando-se contra seus amigos.Genesys não exitou, pegou sua espada e desferiu-o oito golpes. Seu amigo caíra no chão e uma alma saíra dele. Graças aos Deuses era a da moça, e não a de Arthur. Então uma das pinturas na parede do primeiro andar do porão movesse ao toque da fantasma, fazendo com que ela saísse do quadro e os atacasse. Para proteger Arthur Löw defendeu o golpe, dando a chance de Genesys destruir a terrível pintura, abrindo um buraco no chão que fizera uma mão de gosma negra surgir. Gimb atira contra ela e ela volta para dentro.
Albert cura Arthur e ele se ergue novamente. Infelizmente, quando a fantasma se erguera antes, ela se erguera com as peças de armadura e a arma de Arthur. Quando ele se ergue a fantasma se joga pelo buraco que a mão negra havia aberto.
Em raiva Arthur pergunta onde estava o "maldito" fantasma. Genesys responde sem pensar e diz que ela estava no buraco. Arthur, também sem pensar por causa da raiva, se joga no buraco. Caindo em uma sala cheia de líquido negro por todos os lados. Com uma cara de "você tá querendo me mata?!" ele fuzila Genesys com os olhos, já que não possuia armas de longa distância. Genesys, para reverter seu erro, joga uma corda para baixo, resgatando seu amigo. O fantasma reaparece e passa por eles novamente, mas não conseguira possuí-los. Foi quando Arthur agarrou sua espada novamente da mão da fantasma. Ela, sem uma arma, jogasse no buraco negro novamente.
Genesys então pega o elixir de cancelamento mágico de Albert e joga lá embaixo. A gosma, que antes estava até o teto, recua até o chão. Mas infelizmente o efeito mágico do elixir fora forte o suficiente para atingi-los e enfraquecer o encantamento da espada de Arthur e do braço de Genesys. Também pulverizando os pergaminhos que já haviam sido encantados por Albert.
Ignorando o acontecido - para que não houvessem dois fantasmas na sala - Arthur e os outros bebem algumas poções de cura e - todos unidos - pulam para o andar de baixo. Lá a gosma no chão prende Genesys, que mais tarde vem a ser liberto por Albert. Löw, que era o único que podia enxergar nas trevas, guiou Arthur até uma parece onde encontrara três caixões. Cada um com um desenho diferente. Um leão, uma mulher nua e uma cabra. Genesys, ouvindo a descrição, diz que ele deveria ver o da mulher nua. Por mais que Arthur temesse que tal conselho iria fazer com que algo saltasse na sua face ou algo do tipo, ele abre este caixão da mulher nua.
E, quem diria, havia uma mulher nua dentro dele. Era Amanda. Arthur então cortou-a em vários pedacinhos.
- Não ouse pegar minha espada novamente... - disse Arthur em um tom intimidador.
- Ou você morrerá... novamente... - disse Gimb, com um ar de graça.
Embora fosse difícil rir naquele momento, eles não deixaram o lugar afetar seus sentimentos. Afinal, o monstro estava morto, mas o dia não havia acabado. Graças a tremenda força exercida contra o caixão nos vários golpes, a parede atrás do caixão caí. Revelando uma sala com tochas e outros dez caixões. Eles então começam a vasculhar.
É quando Albert chama a atenção de todos:
- Hey! Sileos está correndo, ele nos deixou aqui!
- Como assim? - perguntou Löw.
- Eu olhei para o lado e vi ele correndo lá no andar de cima - explicou Albert.
- Vá você, Genesys. E leve Löw com você. Deixe que Gimb e Abert me ajudem à verificar os outros caixões - sugeriu Arthur.
- Certo...
Genesys e Löw sobem até o andar de cima novamente e, na sala, encontram o que parecia ser uma massa de ectoplasma voando sobre eles. Era um conjunto das cores branco, vermelho e roxo. Ela pulsava um branco cristalino e possuia uma voz aguda como a de uma mulher.
- Vocês mataram a minha mestra... - "falou" a imagem fantasmagórica com uma visível tristeza.
- Amanda era sua mestra? - perguntou Genesys, que não sentia-se ameaçado pelo ser.
- Sim... Ela nos trouxe para cá, para não vagarmos mais pelo cemitério...
- Mas se ela era a mestra, quem era Sileos? - faou Genesys curioso.
- Sileos não é daqui... Ele nem mesmo é Sileos. Tal pessoa nunca existiu...
- Como assim? - perguntou Löw, que parecia estar chocado.
- Ele não é o que parece ser... - disse a criatura.
De repente Genesys lembra-se do que Tobias, lá em Lhibann, havia dito para ele sobre Lord Idvith quando ele havia perguntado sobre ele. Tobias havia dito que ele não era o que parecia ser. Tendo isso em mente Genesys pergunta quem ele era. Mas, antes que o pequeno amiguinho flutuante pudesse falar, alguma coisa atravessa a janela e faz com que o ser entrasse em chamas, e morresse.
Eles saem correndo pela porta e veem Sileos, no alto de uma casa. Ele joga seu manto para cima e desaparece. Preocupados com seus amigos, e com o que acabara de acontecer, eles voltam para baixo. Assim que se encontraram todos Arthur os informa o que ele encontrara. Cinco dos caixões possuíam os nomes deles. Neles haviam pergaminhos e anéis de prata com uma plaqueta em branco por fora. Cada pergaminho falava sobre alguma coisa que estava vindo, algo que precisava ser preparado. Falava sobre a busca de um amor, e que tal coisa fora atingida. Falava sobre falha nas escolhas e medo do que havia feito. Mas sempre mostrando prioridade quanto aos caixões e seu termino antes que os homens de seus sonhos viessem.
Muito do que estava escrito os chocou. Mas o que mais os atingiu era o fato de que seja lá quem era Sileos, os fez matar uma inocente. Löw então disse que se não tivessem se jogado na frente dele, para proteger contra o fantasma de Amanda, ela talvez nem tivesse atacado eles. Mas por que ela? Por que eles? E seus nomes nos caixões? Era tudo muito confuso. Mas não pensaram duas vezes quanto queimar a casa.
Em quanto andavam na rua, de costas para a casa, Arthur para e decide olhar. De tempo em tempo todos foram olhando e recebendo uma revelação. Ao olhar para lá eles viram apenas um canto vazio, sem lago ou elevação, nem mesmo casa. Apenas uma árvore morta.
- Aquilo nunca existiu? - questionou Albert.
- O homem que vez aquela ilusão... - disse Genesys pensando no poder de "Sileos".
- Ilusão ou não, os anéis, os caixões, a mulher. Tudo era real... - falou Arthur, com um tom de firmeza, como se soubesse que estava certo.
- Que confuso... - disse Gimb, coçando a cabeça.
- É verdade, vamos voltar para a estalagem. Quero tentar dormir depois de tudo isso... - falou Löw, preocupado com o cansaço, e os fantasmas.
Todos eles se dirigiram à estalagem que Genesys outrora havia entrado para que Gimb se lavasse e se vestisse com a rouba nova. Durante este mesmo horário, de tarde, Genesys conhecera algumas pessoas do estabelecimento e conhecera uma goblinóide que queria ajuda-los pelas recompensas. Ela havia dito que era uma xamã, mas Genesys disse que não era necessário. Gimb voltou e, depois de cortejar a mulher que trabalhava lá, e conhecido o dono da estalagem, ele e Gimb foram se encontrar com seus amigos no chafariz.
Mas agora, de noite, ele apenas pegara cinco quartos para todos e se jogaram em suas camas, guardando suas coisas nos baús e armários em seus quartos. O cansaço era tanto que nem se preocuparam em ter pesadelos ou sonhos, apenas dormiram. Bem, apenas um não dormira bem. Apenas um não se preocupara com sonhos, pois sabia que iria ter pesadelos. Era o Leão Vermelho. Que sempre viria a ver as mortes noturnas quando fechasse os olhos e entrasse no mundo de sonhos vermelhos e sanguíneos.
Como será o amanhã?


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