Páginas

Protected by Copyscape Unique Content Checker
3169E6, Era de Sombrata. Dia 18 de Fevereiro.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

- Para onde agora? -

     O dia começara para Arthur com a busca por Lylah, a moça que havia tomado conta durante a procura pelos impostos nas tocas dos goblins. Já fazia algum tempo que queria vê-la, mas não encontrara tempo antes. Sempre com outros objetivos, seguindo seus amigos atrás de objetivos. Acompanhando sua nova família. Fora ver o rei, o único que veio em sua mente que saberia dizer onde ela estava.
     O grande portão fora aberto pelos guardas, e logo se viu de frente ao trono do rei. O salão real não parecia o mesmo de ontem. Havia tanto calor, nas moças, na música e na comida. Agora encontrava-se gélido e sombrio. O rei era como uma sombra em seu trono, uma sombra de toda a alegria que fora na noite passada.
   - Meu rei - disse Arthur aproximando-se do trono.
   - Ah! Ronny! - ergueu-se o rei alegre em vê-lo.
   - É Arthur... - corrigiu Arthur, já cansado de ver as pessoas chamando-o por um nome inventado por Genesys.
   - Ah, entendo. Arthur...  Bem, Arthur, como posso ajuda-lo?
   - Onde está a moça que eu havia trazido aqui, quando trouxemos a cabeça de Kurupak?
   - Hum... ela não estava em Royal Jewel? Creio que sim. Se eu estiver certo acredito que ela esteja em uma ala especial dos curandeiros. Sim, todos que conseguimos encontrar nos escombros de Royal Jewel foram levados para esta ala no segundo andar do templo de cura.
   - Certo, eu estarei indo e...
   - Ah! Espere, uma senha é necessária para entrar nesta ala.
     Tendo ouvido a frase sem sentido, como a que Genesys teve de lembrar, fora até o templo de cura. Lá ele encontrara vários soldados que lutaram ao seu lado e outros que lutaram em outras partes da grande cidade de Lhibann. Fora até uma escada protegida por grades, e guardas. Aproximou-se e chamou a atenção deles. Uma elfa, de longos e estranhos cabelos azuis, aproximou-se e pediu que ele falasse o código.
     Infelizmente Arthur errara o código e teve de ficar do lado de fora. Saiu do lugar e pensou um pouco. Tinha de ver a moça, sentia-se obrigado de saber se ela estava bem. Ele se via culpado pela morte do pai dela, era o minimo que podia fazer. Cortou seu braço e entrou novamente, chamou os guardas. Mas desta vez um outro homem o atendeu e cuidou de seu braço.
     Era um pequeno gnomo que mais tarde, descobrindo do que se tratara a vinda de Arthur, decide ajuda-lo. Ele vai até lá e, sabendo da descrição da moça, trás ela até Arthur. Ela estava com uma muleta e um elfo a ajudava a ficar em pé.
   - Como está, Lylah? - disse Arthur, vendo o que os orcs haviam feito com ela.
     O elfo então fala novamente o que Arthur diz, no ouvido dela. Ela cochicha algo para o ser das florestas e ele diz:
   - Ela disse que está se recuperando, mas esta sendo difícil...
   - O que houve com ela? - falou Arthur, pasmo com o estado da moça.
     O gnomo então explica que ela havia sido queimada com uma chama estranha, que nenhuma cura estava adiantando. Porém havia percebido que o olho dela havia sido ferido, mas curado antes. Isso Arthur sabia, pois lembrou-se quando Albert curara seu olho.
     Assim que terminou sua conversa com ela e os homens que cuidavam dela, ele se despediu e foi encontrar-se com seus amigos. Mas assim que chegou no quarto da estalagem ele simplesmente se jogou na cama e foi descansar.
     No que a porta se fecha atrás de Arthur, antes de ir dormir, Löw acorda com o som da batida. O anão se levanta e acorda a todos. Avisa que vai comprar algumas coisas e vai. Ao sair todos se levantam e se preparam para sair dali. Durante os preparos ele mencionaram algo sobre sair de Lhibann. Mas nada fora concluído.
     Com a volta do anão todos se levantaram e foram para o porto. No caminho encontraram Genesys, que estava em uma taverna. Quando foram conseguir uma explicação ele apenas disse ter ido visitar alguém. Para não revelar o que ele havia feito à noite - não revelar que havia visitado a moça da loja de armas, para achar conforto em meio a confusão que a criança havia causado.

Todos reunidos, e nenhum objetivo. Gimb então abre a boca para dizer que seria interessante sair de Lhibann. Krusk disse que seria realmente interessante, mas havia muito mais ainda para fazer e ganhar aqui. Mas os outros não queriam ficar, muitas memórias. E quanto a Arthur, poucas memórias, mas o que ele queria era ver mais. Assim tendo mais o que lembrar no futuro.
     Tomada a decisão eles correm para o porto e dirigem-se para os mercados seguindo a costa no porto. Lá eles compraram alguns recursos e e poucos equipamentos. Voltando para as docas, apenas um navio atracado. Elfos, de todos os tipos, desciam dali. Genesys se aproxima:
   - De onde seu barco veio? - perguntou ele para um guarda ali perto.
   - Estamos fazendo uma peregrinação. Viemos de Ziir, passamos por Urughaff e acabamos de sair de Horntown. Iremos depois para Cleaveland, passaremos por Daggerfall e então voltaremos.
     A vontade de ir para Daggerfall era grande, mas ainda tinha muito o que ser feito. Genesys então pensou em seus amigos, e colocou sua vontade de lado, por agora. Virou para eles e então Gimb perguntou:
   - Por que não vamos para Malaguz' Tower?
     A muito tempo atrás, nos pergaminhos entregues pelas cidades (o que seria algo como um jornal), havia sido escrito que Malaguz' Tower, a famosa torre de desafios de Wayland, havia sido reconstruída pelo próprio Malaguz! Todos sabiam sobre isso, menos Arthur, é claro.
     A ideia parecia boa, e já que não queriam ficar em Lhibann, parecia ser um bom caminho para seguir. Krusk perguntou o preço de uma "carona" para a ilha visinha. O homem disse que seria o preço de uma viagem real, 450 moedas. Juntaram o dinheiro, mas antes de entrarem, Genesys teve a ideia de ir buscar um livro que falasse sobre a torre. Seria muito útil.
     Genesys foi correndo para biblioteca, em busca de algum livro que o ajudasse. Até que pudesse voltar, seus amigos ficaram interrompendo o guarda, que estava prestes a deixar a cidade. Fosse apontando para o nada ou perguntando sobre sua cidade natal.
   - Preciso ir agora... - dizia o guarda.
   - OH! Olhe para aquilo! - apontou Krusk com uma cara de susto.
   - O que?! - olhou o guarda.
   - ...
   - Uma gaivota... - falou o guarda.
   - Bonita gaivota - falou Krusk, com um sorriso forçado.
   - Verdade. Bem, agora tenho de...
   - Meu deus do céu! - apontou Krusk para outro lado.
   - O que é desta vez?! - disse o guarda irado.
   - ... - Krusk, que se divertia um pouco, ficou quieto novamente.
   - Hum... outra gaivota... Hey, o que é aquilo? - apontou o guarda para outro lado.
     De inicio ninguém olhou, temendo que o guarda estivesse fazendo o mesmo com eles. Mas depois de um tempo, viram Genesys correndo com um livro embaixo do braço.
   - Certo, aqui estão as 450 moedas! - falou o goblinóide.
     Embarcaram e foram para a ilha ao lado. Durante a viagem todos repararam que não havia recursos suficientes, pois Genesys - que lia o livro - os informara que haviam pessoas que já ficaram dois anos naquela torre. Pelos menos os únicos que saíram passaram este tempo. Precisavam de comida.

Descendo na terra viram a grande e enorme torre. Seus andares eram quase incontáveis, e a única coisa que não era negra era uma abóboda  de vidro verde no topo. Era macabro, e ao mesmo tempo, emocionante. Correram até a porta da torre.
     Chegando lá encontraram um velho homem sentado nos degraus da torre. Genesys, reconhecendo-o pelo livro, gritou:
Malaguz
   - Você é Malaguz?! - disse Genesys, apontando para ele - O mago odhrunniano que construiu esta torre?
   - Vejam só, não só terei novos aventureiros em minha torre, como eles já sabem de minha identidade. Isto é raro...
     A conversa com ele demorou bastante. Ele revelou que por mais que a torre aparentasse ter trinta andares, ela tinha bem mais. Pois ele utilizara magia para construir a torre. Tornando-a maior por dentro. Também explicou o mago que por causa deste feitiço o tempo dentro da torre passara mais rápido do que aqui fora. Dizendo que eles poderiam passar meses ou anos lá dentro. Dito isto eles lembraram dos recursos e foram até uma aldeia ali perto. Que, pelo o que Malaguz disse, fora uma aldeia de magos que esperaram ser aprendizes dele. Como ele nunca os tomou como pupilos, eles ali esperaram por ele, até hoje.
     Lá era um lugar estranho, o que pareciam barracas do lado de fora, eram entradas para uma pequena cidadezinha subterrânea. Compraram muita carne e bebida, também trouxeram água e muitos vegetais. O comprador era um homem estranho. Revelara sua esposa para os nossos aventureiros, que era uma zumbi. Ver aquilo era estranho, mas até que ela era bonita. Só que ela era uma zumbi, então nada passara na cabeça deles. Ou assim nós esperamos.

Saíram de lá com uma carroça cheia de comida, pararam na frente de Malaguz' Tower e pegaram toda a comida que conseguiam levar consigo, e foram para dentro da torre. Malaguz fechou a porta e nada mais pode ser ouvido do lado de fora. Nem o mar, nem os pássaros; nem o vento, nem nada. Era apenas eles e a torre agora.
     Se viram na frente de um grande monólito de pedra branca. Escrito nele havia algumas palavras e nove buracos cúbicos que formavam um cubo maior. Vários corpos esqueléticos escondiam quase todo o chão da sala, mas tentaram ignorar. Gimb teve de aguentar, ou vomitaria novamente.
     Depois de analisar as escrituras, Krusk disse que ali estava escrito algo mais ou menos assim:

"A imagem certa devem formar,
Para que a passagem venha a se revelar.
Não pensem em errar,
Ou parte do cenário irão se tornar."

     Tendo isso em mente, e três pequenos cubos negros nas mãos - que havia encontrado nas mãos dos esqueletos - eles começaram a formar imagens.

Horas passaram. E nada, apenas imagens erradas. Ao errar um perigo maior os esperava para puni-los. Hora eram dardos, hora eram orcs estranhos e até mesmo tentáculos gigantescos. Até mesmo foram atingidos por magia das trevas e nada.
     Vários já haviam caído. Mas graças a Albert eles continuaram vivos. Mas até mesmo Albert caíra durante os dardos, pois nem todos poderiam ser defendidos ou desviados. Quando caíra ele fora salvo por seus pergaminhos de cura, que foram usados por seus amigos nele. Chegaram ao ponto em que os pergaminhos haviam acabado, mas pelo menos haviam várias poções para cura-los e recuperar a energia de Albert para cura-los.
     Bem, foi um dardo em especial, que ninguém estava esperando. Gimb estava se desviando de vários, e as vezes usava seu teleporte para fugir de uns. Mas houve um momento em que ele teleportara-se junto com o dardo. Todos, depois de desviarem-se, olharam para onde ele estava. De repente ele reaparece, com o dardo em seu pescoço.
   - Gimb! - gritaram todos.
     Por mais que ele já houvesse caído antes, desta vez todos tiveram um cala frio.
   - Albert, cure-o! Rápido! - gritaram.
     O jovem curandeiro se aproximara, com um pergaminho que havia preparado antes desta saraivada de dardos, e colocara sobre ele. Sons de magia, o pergaminho desaparecera - como sempre. Mas os olhos de Gimb continuaram fechados. Albert colocou seu ouvido no peito de Gimb e pegou em sua mão. Silêncio, e frio.
   - Ele, ele está...
   - Não brinque conosco Gimb... Por... por favor pare! Pare! - gritou Genesys.
   - Levante-se! - falou Löw.
   - ele está morto... - disse Albert, em um tom inexpressivo.
   - NÃO DIGO ISSO! Gimb! - Genesys jogou-se no chão e agarrou o corpo gélido do halfling. - Acorde! Jeri... Gimb!
   - Vamos, Genesys! Pare, temos de continuar... - falou Arthur.
   - Sim, iremos leva-lo conosco, talvez... no caminho... - dizia Krusk.
     Genesys irritado passou o corpo de Gimb para Arthur e colocou os blocos em outro formato, mas fora uma falha novamente. Assim foi por mais de dez outras tentativas. Raios, magias, dardos. Uma armadilha atrás da outra, e a ideia de que este era o primeiro teste não saia da mente deles.

Até que. Genesys armara uma combinação que não sido feita antes. Nenhum portal com criaturas, nenhum dardo saindo do nada. O monólito quebra, e a passagem é revelada. Um baú com recompensas de um lado, um portal - que Malaguz dissera que poderiam sair sempre que terminassem um andar - e uma escadaria para o próximo desafio.
     Pegaram as riquezas, e seguiram em frente. Löw achara um pergaminho em meio as riquezas, que dizia o seguinte:

"Pelo visto vos todos conseguiram passar;
Espero que a mesma sorte venha a calhar.
Um teste de habilidade irão ter de enfrentar.
Acham mesmo que tem ouvido para escutar ?"

     Chegaram em uma sala familiar. Porém havia um monólito diferente, e um pilar com estátuas no centro. Era a estátua de um gato, de um galo, de um boi e de uma serpente. As escrituras diziam agora sobre tempo para apertas os botões corretos, correspondentes aos sons. 
     Acharam fácil, então Löw apertou o botão para que os sons fossem feitos. Ao apertar, um relógio de areia apareceu, e sons de animais rapidamente começaram a vir das estátuas. Fora tão rápido que se perderam. O tempo que eles tinham, no relógio de areia, era para apertar os botões certos, depois de terem ouvido. 
     Quando Genesys fora apertando os botões, um sons estranho fora ouvido e o relógio voltou para dentro da parede. Dardos voaram por todos os lados, e eles foram pegos de surpresa. Felizmente todos desviaram ou foram defendidos por Löw. Agora que sabiam como iria funcionar, apertaram novamente. 
     Erram, e mais dardos voaram. Fora na terceira vez que o monólito fora quebrado. Revelando mais tesouros, novamente uma passagem para sair, as escadas e um gnomo.

     Ele era um bardo, e revelara estar a tempos esperando que alguém viesse salva-lo. Disse que o que vira no teste acima deles era assustador demais para continuar. Só não saíra da torre - dizia ele - por que não queria deixar o baú para trás.
     Pegaram as riquezas, dividiram com o pequenino e disseram que não havia o que temer, pois eles ajudariam o gnomo a sair dali...

Por mais que gnomos as vezes tenham medo de tudo,
bardos não temem muita coisa, pois já ouviram sobre coisas piores.
E além do mais, ele parecia ser um pouco convencido...

O que teria sido capaz de assustar um bardo convencido?

4 comentários:

  1. O blog tem estado parado ultimamente, só relatando a historia, acho que isso esta tornando ele um pouco monotono e chato. Enfim, creio que seria uma ótima ideia voltar a fazer como antigamente, trazer historias de antigos herois e algumas curiosidades, tais como jornais e contos de bardos.Fica a ideia de um dos leitores querendo o melhor para o blog =)

    ResponderExcluir
  2. Não se preocupe Genesys, assim será feito...
    Quanto o jornal, decidi esperar que saíssem da Torre de Malaguz para postar dois jornais interessantes que foram perdidos pelos aventureiros em sua longa estadia na torre...
    Quanto a histórias antigas, vagamente venho pensando em colocar um pequeno chat no blog, onde poderão deixar mensagens falando sobre o que desejam ler, sobre quais heróis, que curiosidades, e coisas do gênero... Para que eu possa postar...
    Outra postagem que seria muito interessante colocar seria as histórias dos aventureiros que estão rondando Wayland. Mas nem todos tem sua história escrita para me enviar (creio que saiba do que eu falo). A sua já tenho, como a de Arthur. Preciso das outras para juntar tudo em uma série de postagens...
    Tenho fé que quando estiver pronto, ficará esplendido...

    Dito isso, tudo que peço é paciência...

    ResponderExcluir
  3. Entendo que preicsamos ter paciência, mas se tudo ficar apenas na imaginação nada podera ser feito, o melhor a se fazer para manter o blog "vivo" seria trazer a toda todas as ideias que estão sendo propostas.. mas nem todas de uma vez só, pois assim ficaria sem te o que fazer e voltaria ao ponto de partida.

    ResponderExcluir
  4. Já estou ciente disso. Só preciso de tempo, para colocar tudo em ordem, e de paciência, dos demais...
    E nada mais...

    ResponderExcluir