"[...] E que nenhuma alma bondosa venha a encontrar o senhor da escuridão. Que ninguém que hoje que arriscar sua vida pela vida de seu próximo seja enviado para o berço das trevas. E se este vier a morrer, que sua alma possa descansar em paz no berço dos anjos. Seja este homem ou elfo, ou qualquer outra forma de vida. Dai-nos vossa benção. E que assim seja..." Albert Góin, durante a batalhe de Lhibann.
Albert se levanta, e olha para a distancia. Sentiu-se um pouco culpado em ver a fumaça negra que no horizonte se levantava. Era um sinal de morte, e de que a batalha iria logo começar. Virou-se para Gimb e perguntou-lhe se estava pronto para o que tivesse de fazer.
Colocando um projétil em sua tai-tai, Gimb admite estar um pouco preocupado com seus amigos, e Sansão - que estava lá embaixo na capela. Mas disse que iria fazer o que fosse necessário, sem deixar o medo o tomar desta vez. E também não tinha como já que...
- ... não estou sozinho desta vez, certo Albert? - disse Gimb batendo nas costas de Albert com um sorriso.
- Certo, mestre halfling - disse Albert pegando outro pergaminho para preparar uma cura, caso fosse necessário.
Na loja de armas, Genesys pegou alguns equipamentos com a dona da loja, uma halfling. Ronny, com tantas armas em suas costas, disse que não queria carregar mais peso. Quando a Löw, ele disse que não iria querer outro escudo, pois confiava no presente de seu amigo. Dito isso ele lança um leve sorriso para Ronny.
Infelizmente todos os sorrisos morreram quando o primeiro estrondo nos portões fora ouvido. Ronny se pôs novamente a olhar e percebeu que havia aeroplanos descendo em frente aos portões, e outros dois havia ficado flutuando nos cantos leste e oeste da muralha frontal.
- Qual será seu plano? - pensou Ronny.
- O que foi? - perguntou Genesys.
- Ah? Nada, nada... Só estou pensando alto - respondeu Ronny.
- Tente tirar sua cabeça das nuvens, precisamos nos concentrar agora... - pediu Genesys.
- Eu sempre estou concentrado, Leão Vermelho - falou Ronny com um tom sério, porém com semblante calmo.
Sua calma logo virara tensão, quando o segundo estrondo foi ouvido. Logo o terceiro. E então, um ultimo estrondo seguindo do som de algo muito grande e pesado caindo. Era o portão, eles estavam dentro da cidade agora. Tinham de esperar.
Gimb, do outro lado da cidade, porém no alto da torre da capela, pôde ver os orcs se aproximando. Então pegou cinco projéteis e disparou eles nos primeiros que viu. De todos, quatro caíram no chão, para nunca mais se levantar. Aquela tai-tai era algo que dava medo até mesmo nele, as vezes. Já Albert, o encheu de elogios pela bela pontaria.
Lá na loja, Tobias estava roendo os dentes. Ficava dizendo que eles deveriam cair com tudo em cima deles e aproveitar que ainda não estavam todos na cidade. Mas Genesys disse que deveriam esperar. Com sua confiança falando mais alto, decidiu esperar. Felizmente não tiveram de esperar muito. Pois o som de passos era ouvido por toda a cidade. Löw, Ronny e Genesys deram uma pequena bisbilhotada pela cortina da loja e viram que havia orcs tentando arrombar as portas da capela e uma esquadra de quarenta orcs vindo para o mercado.
Eles se afastam, e com sussurros arquitetam um plano. Ronny vai ao banheiro, usa-o e espera com a porta entreaberta, sempre cuidando a porta da frente da loja. Genesys lançou-se para trás da porta, que quando fosse aberta, o esconderia. Quanto aos outros, todos se colocaram atrás ou dentro de caixas com armamentos. O problema fora Mark, o meio-gigante. Que graças a seu tamanho teve de ficar deitado atrás do balcão. Teriam de atacar quem entrasse antes que vissem um indefeso homem deitado atrás do balcão. Espere, alguém estava vindo.
Sim, estavam se separando pelo mercado e alguém estava prestes a entrar. Som de batalha começa, a tática havia começado, mas nada de adversários ali. Até que...
- Argh! - a porta é arrombada por um orc, quase acertando o nariz de Genesys - entrem logo, escória!
- Vamos, antes que nos ataquem - disse um segundo orc.
- Hey - um terceiro orc entra, observando a tudo - aqui tem várias armas!
- Então comecem a pegar as que vão usar, e queimem o resto!
- ... - de repente Genesys começa a fechar a porta bem silenciosamente.
- Hey! Tem um homem aqui! - disse o primeiro orc olhando para Mark, que estava segurando seu martelo contra seu peito, sorrindo para o orc.
Genesys fecha a porta bruscamente. Ronny sai do banheiro cortando o orc que olhara para Mark em vários lugares, assim o matando. Mark levanta rápido o suficiente para girar seu martelo e jogar o segundo orc na parede. Este fora morto pelo soldado que já estava dentro da loja, que saíra de trás da cortina. O terceiro, que estava de costas para Genesys, nem se quer viu o que o atingiu. Caíra logo no chão.
O general sai de seu esconderijo dentro de uma caixa e diz que deveriam se lançar contra os adversários agora que eles já haviam sido descobertos. Mas Genesys diz que não, achou melhor que saíssem dali pelos fundos cautelosamente.
- Mas não há porta dos fundos! - gritou a pequena dona da loja.
Genesys olha para Ronny, que capta o "sinal". Ele abre um buraco na parede com sua mão e começa a aumenta-lo lentamente com sua espada. A porta estava feita. A mulher parecia estar brava, mas era uma porta dos fundos, ou perder toda a loja. Mark pegou algumas caixas com os produtos de sua loja e todos saíram dali na maior velocidade. Estavam contra as muralhas da ala nobre, não tinham como ser pegos pelo lado esquerdo, nem pelo direito, onde ficava as outras lojas.
Foram até a frente da capela, onde os orcs já haviam conseguido entrar. Lá se dividiram. Ronny e o General ficariam ali protegendo os mercados e os outros iriam com Genesys ver se havia algum sobrevivente na Royal Jewel.
Na capela, Gimb ouvira os orcs entrando e subindo pela escada da torre em que estava. Albert, um tanto estérico, disse que deveriam sair dali antes que subissem e matassem a todos. Só que Gimb, um halfling preparado, disse que não deveria se preocupar. Já que havia imaginado que iriam subir por ali, e por tal motivo, já havia plantado armadilhas entre os degraus.
Albert ficara impressionado quando viu quatorze orcs sendo mortos por pressa de descuido em armadilhas como pedras ou dardos. Quanto aos outros, imaginaram que outros aliados poderiam ter matado a eles, ou até mesmo Sansão lá embaixo. O que dava conforto à Gimb era que Sansão estava sempre latindo.
Gimb então viu seus amigos se dividindo na frente da construção em que estava. A vontade que tinha era de gritar para eles, para ver como estavam. Mas a ideia de atrair mais adversários era perturbadora. Então decidiu ficar quieto, mas defende-los de longe, se necessário.
Chegando até os portões da cidade, Genesys decide tomar um caminho diferente. Pois percebera, assim que olhara para fora dos portões derrubados, que havia três aeroplanos pousados ali na frente, com orcs saindo e formando uma nova tropa para entrar na cidade. Dobrou à esquerda e começou a correr na direção do muro para escala-lo.
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| Selsend - O Martelo de Mark |
- Mark! - gritou o Leão com grande força, como um rugido.
- Sr.Genesys?! - Mark virou para ele.
- Se morrer, jamais irei perdoar você!
- Então jamais morrei! Ha ha ha - disse Mark, girando seu martelo e acertando os orcs que se aproximavam dele.
Continuou. Lançou uma corda com um gancho para o alto e, tendo certeza de que era seguro, subiu e esperou a todos que fizessem o mesmo. Era Tobias e Löw agora, pois a halfling entrara na capela quando passaram por lá antes.
Lá em cima deram uma olhada novamente nos dirigíveis que pareciam navios. Genesys trocou a corda de lugar e desceram da muralha. Mais uma vez, uma corrida contra o tempo começara. Ele temia que todos tivessem sido mortos, como antes. A frio parecia uma parede em sua frente, mas o ódio era como uma chama que o deixava passar. Quase chegando na Royal Jewel viu que alguém se aproximava de longe. Correram até lá.
A imagem que Genesys vira no caminho gélido para a estalagem, ficará marcada para sempre em sua mente. Era Jeriod; com virotes em seu peito e com um corte que vinha de seu ombro direito até a cintura. O corte era tudo que tinha, pois seu ombro, seu braço, sua mão; já não estavam mais lá. Genesys correu com mais velocidade, deixando seus amigos para trás. Jeriod, ao vê-los, parou de correr. Ele estava caindo.
Genesys tentou agarra-lo, mas falhou. Jeriod caíra na neve gelada e molhada da chuva. Quando chegou perto, Genesys se ajoelhou e pegou sua mão. Com extrema dificuldade o pobre ferreiro olhava para ele com lágrimas congeladas em sua face.
- Meu... filho...
- Ele está bem, Jeriod. Cuidarei dele. Eu...
- ... - os olhos de Jeriod se fecham, para jamais abrirem novamente. Genesys não conseguira sequer terminar de dizer o que queria.
- Eu, eu vou... Jeriod? - Genesys o mexe. Mas nada - Jeriod? Jeriod?!
- Genesys, precisamos ir... Há outros morrendo na cidade, precisamos...
- ...matar... o desgraçado que fez isso com ele - Genesys pega o martelo da mão esquerda do ferreiro. - Irei entregar isso a seu filho, Jeriod. Não se preocupe...
Genesys olhou para frente, e viu Royal Jewel em chamas. Não queria ir lá. E não era por que o inimigo estava para o outro lado. E sim por que não queria vê-los, lá dentro da estalagem. Os corpos. Pegou sua espada e colocou o martelo em seu cinto. Disse a Tobias que eles precisavam voltar para o aeroplano negro que viram la fora. E foram correndo.
Imagens, lembranças. Fora pouco tempo que ele havia passado com Jeriod; mas foi o que bastou. O que bastou para que o que mais doesse nele fosse que este tempo fora o suficiente para encontrar algo raro; um homem de valor. Era triste ter de ver um homem tão paterno, que havia passado sua vida inteira escondendo isso atrás de raiva e resmungos, morrer. Era triste ter de vê-lo morrer e saber que haveria várias outras pessoas que o veriam como o ferreiro irritado. Sem sequer saber sua história. Ou o motivo de sua morte. Muitos nem sabiam que ele tinha um filho. Muitos nem sabiam seu nome, ou o motivo de tanta raiva.
Era triste - pensava Genesys enquanto corria - como um único golpe pode acabar com uma história inteira. Lembrou-se da pirata Jill, que matara no navio. Mesmo ela tendo quase matado a ele e a Ronny, ela tinha uma história. Todos tinham. E lembrou-se, como se fosse a pouco, que ela sussurrara o nome de seu parceiro "Joe", antes da morte. Será que era isso que Jeriod se tornaria, mais um sussurro? Não, Genesys não permitiria. Ninguém que soubesse sua história permitiria.
Ali! O aeroplano se aproximava. Logo poderia transformar sua ira, em um sussurro. O sussurro do assassino de Jeriod. Pulou no aeroplano do adversário, o de material negro que estava no centro dos outros dois. Genesys, Tobias e Löw - que haviam pulado com ele para lá - se viram ao redor de vários orcs e goblins estranhos. Mas na frente deles, eles viram algo que não era goblin, nem orc, nem homem. Um alto ser com mantos negros que cobriam sua armadura.
- Você é Genesys?
- ... - sem dizer nada, Genesys pega o martelo de Jeriod.
- O gatinho de Lhibann saiu para brincar?
- Aaarrrr! - Genesys levanta o martelo para o alto e bate com ele no chão do convés em sua frente.
O barulho ecoa longe. Era um material tão resistente que nem sequer causara arranhões. Genesys ficou surpreso, mas não demonstrou isso. Ele parecia ser o líder deles, e seja lá quem fosse, era com quem ele iria acertar as contas pela morte de Jeriod.
- Por que esta concertando meu navio, Leão? - falou o grande ser em mantos.
- Queria apenas testar a resistência dele, para quando eu tomá-lo... - respondeu Genesys guardando o martelo no cinto, como fizera anteriormente.
- Veremos...
- Tobias, fique fora disso! Você também Löw!
- Um duelo? Ha,ha... Saiba que se eles interferirem serei forçado a utilizar de minha tripulação para terminar com isso tudo... - assim que ele disse isso, vários goblins e orcs prepararam suas lâminas e armas de fogo.
- Vai pagar pelo o que fez com meu amigo! - a raiva do Leão Vermelho era visível para todos, mas não fez o homem em negro recuar.
- Me desculpe. Permita-me colocamos juntos novamente - um sorriso surgiu no canto da boca dele.
- Maldito! - Genesys correra em direção dele com sua arma em mãos.
O ser em negro faz o mesmo, revelando estar empunhando uma montante maior do que ele. Os dois correram na direção um do outro. Um som de corte é ouvido por todos quando eles passam um pelo outro. Eles haviam acertado um ao outro. Genesys olhou para baixo e viu um corte acima de sua cintura que mostra que o corte desferido por seu inimigo havia passado por um lado e atravessado pelo outro. Era muito sangue que escorria por sua perna, mas ainda podia continuar. O ser retira seu capuz, revelando ser um meio-orc, com uma cicatriz em seu olho direito.
- Irá continuar? Acho que esta batalha já esta decidida, gatuno...
- Não... enquanto eu... estiver em pé! - ele corre na direção dele para causa-lo outro golpe.
Mesmo recebendo alguns, dos vários que Genesys desferira nele quando chegou perto, a maioria havia sido defendida. Como ele conseguia usar aquela espada com tanta facilidade? Aquilo era incrível, mas mesmo sabendo disso não se deixava ser intimidado pelo inimigo. Afastou-se depois dos golpes. Ele olhou para baixo, sua capa havia sido cortada, então colocou-a para o lado. Revelando uma armadura negra com um simbolo de um crânio vermelho estranho em seu peitoral.
- Terminarei isso agora. E então poderá devolver o martelo para seu amigo... No outro mundo! - disse o meio-orc.
Com uma estranha velocidade, ele fora capaz de desferir um golpe no ombro esquerdo de Genesys. Genesys olhou para trás, e conseguira ver a lâmina do outro lado de seu corpo. Quem era ele? A espada é removida, e colocada nas costas do adversário novamente.
- Retire o corpo dele daqui, se não quiser que eu invada a cidade!
Tobias, temendo a ameaça, pega o corpo de Genesys. Ele e Löw então tiram o corpo de Genesys dali. Löw podia ainda sentir as batidas de seu coração, que estavam fracas. O meio-orc diz que não iram atirar neles, amenos que não saiam mais da cidade. Também falou seu nome, e então retornou a manda-lo para fora. Tobias faz que sim e rapidamente tira ele de lá.
No caminho, passando pelo portão, Tobias e Löw encontram Mark sem sua armadura do peito segurando-se em seu martelo. Ele parecia cansado, e seu estado explicava o motivo de tantos orc mortos ao redor dele. Só que mesmo cansado e ferido ele levantou-se como um raio, esquecendo seu martelo, quando viu Genesys ferido.
- Rooaarrrww! - Mark empurra Tobias no chão pegando o corpo de Genesys no ar. - Quem fez isso com mestre Genesys?!
- Um meio-orc chamado Horull...
- AH! Não morra senhor Genesys! - Mark saiu correndo, na direção da capela.
No campo de batalha que havia se formado no mercado, Ronny estava ajudando à vários soldados de Lhibann. Com sua invisibilidade ele ajudava aqueles que ele percebia estar em desvantagem numérica, matando os que tornavam os outros mais numerosos. Não preciso dizer que ele fazia isso apenas quando havia mais orcs do que homens na batalha.
Houve um momento que ele percebera antes que havia um homem para cada orc, mas depois de alguns horas de batalha, viu que o pessoal de antes havia mudado. Era poucos homens, para novos orcs que estava chegando. Agora eram três orcs para cada homem, e haviam uns dez soldados em campo de batalha. Foi quando viu Mark correndo para a capela. E, jogando-se (invisivelmente) contra um grande grupo de orc, os fez cair no chão, o que facilitou um pouco para os soldados de Lhibann. Ele passou por eles e assim que chegou na capela, tornou-se visível.
Ele olhou ao redor e viu Mark dando uma poção para Genesys, mas ele estava incosciente. E nem conseguiu ingerir uma gota. Mark correu e foi logo subindo as escadas como um homem louco e veloz. Ele agarra Albert lá em cima e desce. O meio-gigante coloca Albert no chão e, de joelhos, pede para que ele curasse seu grande ídolo, o Leão Vermelho. Albert, com um pergaminho colocado sobre a face do herói, o cura.
- Horull! - Gensys levanta-se rápido, tendo como ultima memória "Horull em seu aeroplano".
- Leão Vermelho, você está bem? - perguntou Mark.
- Não. - Genesys parecia frustrado.
De todas as coisas que as pessoas ali disseram para ele se sentir melhor quanto a perda da luta e de seu amigo, fora Mark:
- Vermelho, uma perda pode parecer tudo quando se perde. Mas assim que nos levantamos de novo temos que reconquista-la novamente! Você é meu ídolo, não por ser famoso ou poderoso, mas nunca desistir. Eu não desistirei de viver, enquanto houver um herói como o senhor para mostrar as pessoas os valores da resistência
- Ver... verdade...
- Então o que me diz de irmos até lá AGORA e arrancar o coração daquele maldito! Digo... ensiná-lo uma lição?
- É isso! Mas quero todos lá desta vez...
Assim que chegaram no portão, viram que os aeroplanos estavam se erguendo. Genesys pega todo o ar que pôde colocar nos pulmões e grita:
- Horull!
Depois de uns instantes de espera, o aeroplano para de subir e apenas vira a traseira para eles. Então Horull, agora com uma outra capa para substituir a rasgada, aparece na ponta da parte traseira do navio.
- Ha! Então é verdade o que dizem sobre gatos terem nove vidas! Veio perder as que lhe restam? - disse Horul, com sua voz grave.
- Desça aqui, e vamos lutar! - gritou Genesys irado.
- O que foi? Medo de altura? Bem... Eu irei descer com meu aeroplano no farol de Lhibann. Esteja lá, ou não lhe darei outra chance hoje, garoto! - aquela ultima palavra o deixou Genesys mais irritado.
- Pode apostar que não precisarei de outra! Vamos, pessoal.
No meio do caminho para as docas, Ronny disse que queria voltar para a cidade. Mark então o interrompeu dizendo que todos deveria seguir o "senhor" Genesys. Então Tobias diz que realmente seria bom que alguém, pelo menos um, pudesse voltar para proteger a cidade. Afinal, aquilo poderia ser uma cilada, não podia?
Ronny então chamou Löw que no caminho inventaram uma brincadeira envolvendo mortes para se divertirem na batalha. Quanto a Genesys, ele e seus amigos chegaram nas docas e viram o aeroplano de Horull atracado no farol. Lembrando-os, Tobias diz que ele não poderia ir até lá, pois seus braços e pernas de metal o levariam para as profundezas se tentasse nadar. Gimb e os outros disseram que não haveria problema, e o acompanharam até lá.
- Pensei que gatos não soubessem nadar, que descuido o meu... - disse Horull com um ar de desprezo.
- Não sou um gato. Sou um leão. O Leão Vermelho! - disse Genesys com grandeza.
- Muito bem, Leão Vermelho. Façamos como antes, caso contrário meus homens atacarão - lembrou o meio-orc.
Em vez de responder Genesys simplesmente começou a preparar-se para a batalha. E Horull, também. Assim que seus preparativos terminaram, Genesys ficou invisível.
- Há... Sabe, alguns dizem que lutar contra alguém que não se vê é muito desonroso. Mas tudo bem, isso não é problema para mim...
- Cale a boca! - disse Genesys desferindo nove golpes em suas costas.
Todos eles foram desferidos com sucesso e com força total sobre ele. Mas mesmo assim, Genesys não conseguiu derruba-lo. Foi naquele momento que ele percebeu que não teria outra chance de derruba-lo nessa luta novamente. "Droga!"
Então, como em um dança, Horull após receber os golpes pelas costas levanta sua montana e prepara-se para dar um golpe exatamente onde Genesys estava, em suas costas. Só que Horull não contava com uma coisa, Mark. Incapacitado de ver seu ídolo sofrer em sua frente, ele se atira contra Horull que, ao em vez de atacar Genesys, defende o golpe de Mark. Horull o joga para longe quando percebe a quebra da Honra de Batalha naquele encontro. E, deixando alguns de seus orcs e goblins, corre para seu aeroplano e foge.
Os heróis no farol conseguiram matar os orcs e goblins ali, mas não se sentiram satisfeitos em ver Horull escapar. Especialmente Genesys que, ao lembrar-se do que Mark disse, gritou para todos voltarem para a cidade logo.
Dos cinco aeroplanos que vieram antes, um apenas não estava mais em Lhibann, o de Horull. Os outros estavam agora sobrevoando pelos quatro cantos da área pobre. Ronny e Löw estavam matando orcs na área das casa. Já que os orcs nos mercados havia desaparecido.
Livrando aquela área dos adversários, os soldados - junto a Ronny e o pequeno anão - decidem se reunir com seus amigos no centro da cidade, pois viram os sinais no céu de que os outros também haviam terminado. Lá no centro todos se reuniram. Porém um dos grupos de soldados, que havia chegado por último, havia vindo gritando de longe:
- Estão caindo! Na cidade!
- O que? - disse Ronny.Quando chegaram perto explicaram que era para olharem para cima. E lá viram o plano de Horull em ação. Virão os outros quatro aeroplanos se jogando contra os quatro pontos da área pobre. Em instantes a parte pobre da cidade estava em chamas. Eram todos meros aeroplanos transporte e camicaze. Maldito meio-orc - pensaram todos. Quando Genesys chegou na cidade e viu as chamas, foi correndo para a área nobre, e em seu caminho gritou:
- Jeriod! - chamou ele, pelo filho do ferreiro.




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