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3169E6, Era de Sombrata. Dia 18 de Fevereiro.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

- A Vida de um Demônio -

     É fácil encontrar pergaminhos e livros nas bibliotecas sobre demônios, demonologia, magia negra, listas de demônios e muito mais. Difícil, se é que não pode ser dito quase impossível, é encontrar um livro, um pergaminho, ou sequer uma página que explica como é a vida de um demônio. O que eles ficam fazendo lá embaixo em quanto nós vivemos nosso dia-a-dia? Será que passam todo o tempo que tem apenas planejando como fazer maldades? Ou eles tem uma vida como nós? Depois de várias pesquisas e com a ajuda de vários outros magos e algumas viagens a lugares bem quentes eu, Tyrannuz - vosso escriba - fui capaz de escrever um pouco sobre a vida cotidiana dos demônios e suas hierarquias.

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A Vida de um Demônio

     Aqui nós iremos acompanhar a vida de dois demônios de raças diferentes, idades, cidades e culturas diferentes. E no final serão feitas algumas conclusões e apontamentos finais sobre nossa similaridade com tais seres entre outras coisas. Os demônios mencionados aqui são reais e existem no universo desde o início no Pré-Vida, e até agora em Wayland. Seus nomes são Hasophir e Nerot...

Hasophir Piheraton nasceu da vontade de Dhagodar quando o universo foi criado. Ele é o 381º anjo que fora criado neste dia entre os outros 999 seres celestiais. Ele era um grande e poderoso anjo que mais tarde veio a ficar encarregado da comunicação entre Aka-Eth, o mundo, e Êkoh, o plano celeste.
     Todos os dias de sua vida ele fora invocado até as cortes de todas as cidades do planeta para vir a informar Dhagodar sobre os desejos dos mortais. Ele nunca se preocupou com nada disso, não tinha por que se preocupar. Tinha o amor seu pai, de seus irmãos, e alguém que poderia sempre contar. Era feliz, por assim dizer. Até um dia em que estava indo para a corte de uma pequena vila e, depois de ouvir as reclamações tentou voltar para Êkoh, mas não conseguiu. Alguma coisa o barrava até em pensamento. Então simplesmente sentou-se em uma pequena colina que havia ao lado da floresta e ficou ali observando os céus. Ficou horas ali apreciando os céus até que sentiu a presença de uma garota do vilarejo que havia seguido ele até ali.
   - Por que não está com a sua família, Amélia? - disse com uma voz suave, calme e em paz
   - Como... Como sabia que era eu? - disse surpresa
   - Ouvi os batimentos de seu coração em quanto se aproximava
   - Ahm... - ela havia ficado encabulada
   - Engraçado, eles ficaram mais rápidos agora... Você está bem Amélia? - disse o anjo preocupado. Anjos sentem amor, mas seus corações não fazem o mesmo. Os primeiros anjos não sabiam de tudo, apenas os querubins e arcanjos conheciam quase tudo ou as vezes tudo sobre os humanos
   - É que... eu...
   - Acalme-se Amélia, está tudo bem... - disse ele abraçando e confortando ela
     Mas ele não sabia que era ele que estava causando este sentimento nela. Por mais que ele pudesse ler a mente dela, ele não o fez, achava desrespeitoso fazer algo assim sem pedir. Apenas Dhagodar podia.
     Um grande estrondo acontece, Hasophir olha para os céus. Eles haviam se partido em dois, estavam trovejando. "Estranho, nunca vi algo assim antes..." - pensou o anjo
   - O quer é isso? O que esta acontecendo?!
   - Eu não sei, mas fique calma, eu estou aqui. Não deixarei que nada aconteça com você...
     Hasophir então pôde ver um de seus irmãos caindo do céu e desaparecendo em um portal vermelho que havia aparecido entre as nuvens partidas.
   - Irei leva-la para o vilarejo agora, preciso ir ver o que aconteceu com meu irmão...
   - Mas... agora? É que eu ainda não... - ela nem pode terminar sua frase, pois Hasophir a havia pego pelos braços. Ela estava no ar agora. Ele então a deixa na entrada do vilarejo, da um beijo na testa e dá boa noite. E então nos céus desaparece. Amélia, tendo de experimentar o sabor da falha novamente, vai para casa dormir.

Ao chegar lá Hasophir encontrou todos os anjos ouvindo a Azarhael.
   - Sobre o que você esta falando, irmão Azarhael?
   - Olá, querido Hasophir! Estou explicando a terrível verdade que descobri...
   - Que verdade?
   - Dhagodar não nos ama! - então Azarhael explicou novamente para ele e para todos o que Lucifer o contara sobre sua conversa com Dhagodar [isso pode ser encontrado no post "A Vida dos Seres Infernais"]

   - Como ele pode querer nos torturar desse jeito? Depois de tudo que fizemos por ele? - gritou Hasophir indignado ao lado de Azarhael.
     Mais tarde Hasophir fora levado para os infernos onde ouviu o mesmo discurso, só que vindo da boca de Lucifer, o próprio. Era a gota d'água para ele, a indignação e o ódio de Lucifer haviam se tornado os dele também.
     Foi quando Dhagodar chegou que ele fugira em medo a ira do criador para a superfície. Por mais que tivesse fugido de ficar no inferno, ele não fugira de ter deixado de ser um anjo, e tornado-se um demônio. Ele se viu novamente naquela colina onde encontrara Amélia à três noites atrás. (Teve sorte de ter fugido antes de ter feito parte do inferno, ou ele teria ficado bem mais tempo lá. Já que fora naquele momento que anos tornaram-se minutos para todos no inferno, e não só para Lucifer).
     Ele ficou lá, olhando para o céu. Começou a chover. Ele então pôde ver suas asas caírem no chão e virarem nada além de penas. Sentiu raiva de Dhagodar por ter tirado seu dom, sentiu raiva de si mesmo por ter fugido, e sentiu raiva de todos os outros que não os ajudaram a salvar seu irmão de sua prisão.
     Apenas isto estava em sua cabeça, até que foi surpreendido por Amélia. Ele se levantou rápido, não perdera sua poderosa habilidade sonora. Ainda podia ouvir os batimentos dela. Mas desta vez era diferente, ele sentia algo diferente quando olhava para ela. Quando seus olhos tocavam aquela pele macia e molhada pela chuva. Ela estava usando apenas uma camisa, e nada mais. Pela primeira vez Hasophir sentiu algo em retorno por ela, mas não era amor, e sim paixão, desejo, luxúria. E ele não conseguia segurar aquilo, era forte de mais, aquilo o impulsionava. Ele queria ela...
   - Hasophir... ? Você esta bem? Suas asas?
     Hasophir então levanta a garota pelos dois braços
   - Hasophir! O qu... O que esta fazendo?
   - Todos os dias que eu vinha para este maldito vilarejo, você me olhava com estes olhos... Eu ouvia seus batimentos, como escuto agora em seu coração... - disse ele colocando a mão no peito dela. Ele sentia-se atraído pela carne dela. Ela era mesmo muito bonita, mas só agora tinha aberto os olhos. - Quer sentirr o meu coração também?
   - Qu... quero...
   - Muito bem então, sinta - ele então a colocou no chão e rasgou sua camisa, jogando-a para trás. Ele então pegou a mão dela e colocou-a em seu peito.
   - Esta batendo muito rápido... E...
   - E o que, minha querida Amélia? - Amélia, ao ouvir estes dizeres de Hasophir ficou mais encabulada ainda.
   - Como... seu corpo é quente...
     Ele então a agarra com seus braços e a segura forte contra o peito. Ela permanece quieta, subjugada pela força dele. Hasophir então rasga sua camisa, deixando-a nua.
   - Seu corpo também é quente...
   - Hasophir! Alguém... pode nos...
   - Que vejam! - ele então joga-a contra a pequena colina e, com seus poderes a deixa imóvel. Ele então se despe e se joga contra ela. Mas antes que começasse qualquer coisa, chegou bem perto do ouvido dela e disse - Não precisarei de mágica para que jamais esqueça disso, minha cara Amélia...
     Em quanto ele a violava, asas negras iam nascendo no lugar das antigas. Eram asas que viriam a marcar os demônios mais a frente, asas negras como as de um corvo. Ele mal ligava para a dor que estava sentido em suas costas, estava maravilhado de mais com a exploração do corpo de Amélia, que não conseguia dizer nada, pois estava eufórica demais para sequer parar de respirar para falar uma pequena sentença.
     Aos poucos em que ela ia se entregando, Hasophir ia liberando ela de sua habilidade de paralisia, permitindo que ela aos poucos voltasse a se movimentar. Ela segurava a grama ao seu redor com força, era demais para ela. Mas Hasophir não parava, e não pararia. Aquilo era novo para ele, era ótimo, era exitante e o fazia sentir como nunca!
Assim que terminou com ela, ele percebeu que a havia matado com sua força demoníaca. Então pensou consigo: "Se ao menos ela tivesse me dito alguma coisa..."
   - Ha... haha.... hahaha! - ele então, quando percebeu o que havia dito, começou a rir estrondosamente.

Hasophir então voltara para o inferno quando ouvira a história de que haviam cidades por lá. Ele então conseguiu uma casa e veio a viver e trabalhar na cidade de Raskull, no 2º Circulo Infernal, o da luxúria. Neste tempo a Neth-Tyrrah, Senhora da Carne, já era dona deste Circulo. Ela havia sido coroada por Lucifer para dominar este Circulo, suas cidades e todos que viessem a viver ali, ou serem condenados para aquele Circulo.
     Ele conseguiu um emprego admissível para que pudesse começar uma vida de um civil dos infernos. Como era um anjo caído e não tecnicamente um demônio (demônios seriam os seres infernais que vieram a nascer ou ser criados depois da queda de Lucifer), Lucifer o chamou para que pudesse reger as tropas espiãs do circulo da luxúria. Ele, obviamente, aceitou.
     Ser o líder de um regimento infernal, ou algo parecido, é muito mais fácil do que soa. Agora manter este cargo é que é difícil. Lucifer sabia que não poderia ir em combate direto com Êkoh, ou perderia. Por isso, teria de deixar suas tropas esperando, e em constante treinamento. Só poderia vir a mexer em tropas que seriam para o fim de corromper, possuir, extrair e espionar. E foi o que fez.
     Hasophir controlava um pequeno grupo de succubus e inccubus espiões. Ele pessoalmente adorava a ideia de ter succubus como espiãs, afinal, ele poderia ordenar o que quisesse! Mas não só por isso, a ideia de que quase todos os humanos fossem fracos para/com a luxúria, era algo que ele adorava ver. Então ter estes seres como espiões seria infalível. E assim foi, por muitos séculos.

Hasophir jamais teve família ou filhos. Apenas uma vida confortável de mandar e entregar informações para seu Príncipe das Trevas. Nada de mais. Em seu tempo livre ficava lendo sobre os Senhores Infernais ou sobre folclore demoníaco. Adorava ouvir e ler lendas demoníacas, tinha como favorita a lenta de Haltz, o Narciso dos Demônios. Era basicamente uma história em que Haltz, um arque-demônio poderoso e bonito buscava sua beleza na cama de outras mulheres e fêmeas atraentes de várias espécies e que mais tardar teria sido morto por uma pequena legião de seus próprios filhos.
     Hasophir odiava a ideia de ter filhos, por isso sempre tinha sua "tropa particular" de succubus que sabia que não iriam se importar em matar alguns filhos. Vários, na verdade.

Hasophir vem a morrer quando no final da Guerra Santa em Cleaveland, quando a Deusa Glórienn é morta e vai até o inferno. Hasophir então vai até o purgatório para encontra-la e corteja-la. Ela então promete mata-lo quando saísse dali. Dito e feito, quando alguns Deuses foram ressuscitados pelo Sacerdote, Glórienn - uma entre os ressuscitados - vai até o inferno da luxúria e mata-o com seus poderes de Deusa.



Nerot Mihis nasceu na cidade de Murmur, uma das quatro grandes cidades demoníacas. Nerot nascera durante logo no inicio da 4º Era de existência de Wayland. Seus pais foram Alecxandrah, uma demônio comum, e Meryrick, um demônio baatezu. Baatezus, também chamados de diabos, são uma raça de extreplanares que representa o mau pérfido, que domina, corrompe e destrói tudo o que é bom, através de planos intrincados e inteligência maligna. Ocasionalmente vem para Wayland para causar mau e corrupção.
     Por mais que houvera esta mistura, os genes que tiveram mais potência, os do baatezu, tomaram conta, fazendo-o um baatezu completo, e não um mestiço. Por esta diferença Nerot fora muito odiado, temido e respeitado por vários demônios e outros seres nos planos infernais.
     Nerot teve uma infância divertida, a seu ver. Aos seis anos de idade fora enviado para a academia Bloodwing em Murmur para aprender as coisas básicas de um demônio. Claro que, como qualquer demônio, ele já nascera com alguns conhecimentos como fala, compreensão espacial (onde ele esta), entre outras coisas. Mas, diferente de um demônio, Nerot era um baatezu, e por isso fora um dos alunos mais espertos já que os baatezu dominam muitos outros idiomas além da língua infernal. Eles são conhecedores do draconiano e o celestial, além do infernal.
     Ser o mais esperto apenas comprou mais briga com outros demônios. Fora na aula de defesa física que Nerto deu para eles outro motivo para ser odiado. Ele era um grande adversário em batalha, muito forte, boa postura e hábil com várias armas. Mas era no voo que seus inimigos o venciam, já que ele não tinha asas e nem mesmo a habilidade de voar. Não, isso não é dos baatezu, mas por causa da mistura entre seu pai e sua mãe, nem tudo acabou por ser 100%  certo. Mas afinal, para que voar quando você pode fazer muitas outras coisas e ser bom nelas. Este era o pensamento dele, que o ajudou a passar por bons e maus tempos.
     Na volta para casa passava na taverna "Dark Oak" que ficava perto de sua casa. Comprava carne fresca e alguns animais vivos e mais frescos ainda e ia para casa, sempre foi assim todos os dias. Suas tardes se resumiam em treinar, estudar e "brincar" com as almas que vinham da superfície para o circulo em que sua cidade se encontrava. E por brincar eu digo torturar e/ou jogar coisas neles.

Alguns anos se passaram, e Nerot já estava com idade suficiente para ir fazer treinamento de verdade. Ele despedira-se de sua família, pegou suas coisas e foi para o 4º Circulo Infernal treinar. Ele ficou 3h20min treinando. Claro que quando digo 3h20min eu me refiro ao tempo fora do inferno, que seria equivalente a 200 anos. Ele então largou a academia militar demoníaca e foi para o 7º Circulo Infernal para conseguir suas condecorações em uma das mais renomadas fortalezas militares do inferno, Ghoulheart. Lá ele tornara-se um mestre na arte da violência, já que tinha bastante força e tinha muito potencial e raiva vindos do 4º Circulo e de sua infância para depositar em sua arte de tirar a vida de um adversário superior.
     Mais alguns anos (no inferno) depois e ele havia se tornado um soldado de Classe S da Elite de Murmur, estando no ranking -S dos demônios daquela cidade. Ele era agora um poderoso ser abissal de renome e com grandes sonhos.
     Depois de ter alcançado tudo isto, ele decidiu se casar com uma demônio que conheceu durante uma possessão que estava fazendo em Cleaveland. Aparentemente ela estava tentando possuir o mesmo corpo, e então eles a possuíram juntos. Depois da morte do corpo possuído eles se encontraram em Cleaveland para se conhecer melhor em uma taverna e se apaixonaram.

Hoje Nerot vive em Murmur com Jyrdhas em uma suntuosa casa em sua cidade natal. Esta esperando cinco filhos. Ele espera que eles possam seguir com a carreira do pai e se tornar grandes guerreiros dos infernos.

Os passa tempos de Nerot atualmente são ler livros sobre Wayland, o que demora muito para chegar lá. Também adora passar pelos pátios de tortura de almas que tem perto de sua casa. Seus filhos adoram brincar lá, e ver isso o faz lembrar de quando era criança.

*Curiosidades:
    >Um dia em Wayland equivale a 1440 anos para um demônio no inferno.Ou seja, é necessário um dia de vida humana para que uma vida demoníaca tenha sua vida feita;
    >Apenas um dia em Wayland é necessário para que um demônio nasça, cresça, reproduza-se e fique forte para uma batalha. Mas mesmo assim, com tantos soldados fortes por dia, Lucifer não seria capaz de tomar os céus;
    >Em Êkoh, nos céus, os anjos tem seus dias assim como os nossos. Mas mesmo assim, eles conseguem se criar de uma forma que fiquem mais sábios que um humano imortal e mais fortes que 100 demônios;
    >Existem várias outras raças de demônios além dos baatezu, mas este conteúdo já não cabe a este pergaminho;
    >Quem disse que um demônio não pode ter um final feliz? Pois bem, se você pensava assim, se enganou.
A Estrela da Manhã

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