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3169E6, Era de Sombrata. Dia 18 de Fevereiro.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

- De Volta ao Deserto; Part II -


     Graças aos Deuses nossos heróis se viram dentro da cidade de Sheemer, na frente do palácio de Saalim Halaam. Tinha apenas alguns minutos para se preparar e se colocar em posições favoráveis. Suzaku então se retira em direção do palácio de Saalim:
   - Suzaku! - gritou Natsu
    Suzaku então vira para trás e sinaliza sua dúvida com os braços. Natsu então o chama novamente para que dividissem estrategicamente quem ficaria aonde. Suzaku então volta, mas não perdera sua vontade matar alguma coisa.
   - Certo, por onde eles virão? - disse Suzaku
   - Eles virão pelo leste... - respondeu Líra
   - Então quem ficará nos portões leste? - questionou Natsu
   - Eu ficarei lá, em cima de uma das torres com meu rifle - falou Din confiante
   - Natsu, você ficara aonde?
   - Eu estava pensando em proteger o líder...
   - Você irá proteger Saalim? O cara que você invadiu o palácio?
   - É...
   - Não se esqueça de procurar por artefatos! - lembrou Suzaku
   - Sim, claro. Deixa comigo... - disse Natsu com um ar de animação
   - Como assim? Você irá rouba-lo - perguntou Mason
   - Ora, estamos protegendo ele. Precisamos de todo o armamento que pudermos pegar para isso...
   - Tudo bem... Se você diz... - aceitou Mason, não gostando muito da ideia
   - Certo, eu "protegerei" Saalim. Suzaku e Din ficarão na muralha leste. E vocês?
   - Eu gostaria de ficar perto do portão dos fundos. Caso eles falhem em subir pela muralha, eles irão tentar o portão mais próximo. Adoraria estar lá esperando por eles - disse Líra batendo com sua maça de leve na outra mão
   - Você esta bem animada... - percebeu Mason
   - Fiquei muito tempo parada em Kattosh. Quero bater em alguma coisa que possa me bater de volta
   - Humm...
   - O que estamos esperando?! Vamos! Não temos muito tempo! E você Ivellios? - apressou Suzaku
   - Eu irei com eles para o portão dos fundos...
   - Muito bem. Vamos...- falou Natsu dando as costas para todos


     Líra então, antes que Natsu fosse, o parou. E então abençoou a todos em nome do Sacerdote. Tornando Suzaku mais resistente, Natsu mais forte e Ivellios mais hábil com a magia. Mais tarde, disse ela, viria a abençoar os outros. Menos Din, que já havia recebido uma grande benção dos Deuses.
     Natsu então dirigindo-se para a entrada principal do palácio. E todos os outros foram para seus lugares esperar e se preparar pela batalha.

Ao entrar lá dentro Natsu não encontrou ninguém sentado ao trono. Mas sentia estar sendo observado por milhares de olhos. E depois do incidente dos homens de Saalim aparecerem do nada para captura-lo, ele não duvidara disto. Mesmo assim continuou seu caminho por uma escada na ala lateral esquerda da sala do trono.
     Subindo até lá ele seguiu em frente em um corredor até que uma coisa o chamou a atenção. Era uma estátua de Saalim Haalam em posição de defesa com seu sabre em mãos. Natsu achou muito peculiar, principalmente por que Saalim estava com a boca aberta em forma de "O", provavelmente soltando o seu grito de guerra. Começou a procurar por alguma coisa na estátua dourada até que percebeu que a espada era removível. Ao tentar puxar a espada, falhou. Pois ela estava presa na mão fechada da estátua. Continuou sua busca.Observou que era uma estátua detalhada, com mantos bolsos e tudo. Pensou que poderia estar neles, mas ao colocar a mão no bolso, percebeu que não seria possível nem sequer colocar as mãos lá dentro, já que era feito de ouro maciço. Então voltou seus olhos para a face de Saalim ("O"). Colocou a mão lá dentro e encontrou um botão na boca do soberano; apertou. A mão da estátua abrira e soltara a espada de ouro. Guardou-a e continuou por sua busca.
     Encontrou-se desta vez em um pequeno salão circular que tinha em seu centro uma estátua de Saalim agachado na frente de um Deus de Kattosh recebendo uma chave. A estátua era feita de ouro - dava para ver perfeitamente o resultado de anos de roubo e aventuras de Saalim por seu castelo. Mas a chave que estava recebendo era de platina. Pensou então que aquilo, assim como a espada, seria removível. Tentou extraí-la, mas falhou e viu que esta era junto a parte dourada, não poderia ser removida. Olhou então nas mãos de Saalim, e ali estava o botão. Apertou, e quinze moedas negras - a moeda mercenária - saíra por entre as nádegas da estátua do soberano agachado. Ele juntou, contou e colocou no bolso.
     Ouviu guardas chegando, jogou sua corda com gancho no teto, e dependurou-se lá em cima. Eram 25 soldados e um capitão de Saalim. Eles chegaram e pararam em volta da estátua. O capitão se aproxima e, com uma voz aguda - típica dos homens escolhidos por Saalim - disse:
   - Alguém roubou do cofrinho de nosso líder! - Natsu ao ouvir isso segurou-se com quase todas as suas  forças para não rir e revelar sua localização
   - Onde está o bastardo que fez?! - Natsu deixou escapar um rizinho
   - O que?! Quem esta rindo do roubo do cofrinho?!
   - Não, não fomos nós senhor... - responderam os outros homens com vozes as vezes mais agudas, e perigosamente mais engraçadas
   - Bom, bom... - Natsu estava chorando de rir, mas não ria, apenas chorava, lacrimejava
   - Estão ouvindo isto? Acho que ele pode ainda estar aqui... - Natsu esta todo vermelho, seu rosto já estava enxaguado de lágrimas. Ele poderia largar a corda a qualquer momento
   - Eu acho que foi você! O que estava rindo por de traz dos panos!
   - Mas senhor! Eu não...
   - Hoyoyoyoyoyoyoy! - e com o grito de guerra de Saalim, decepa a cabeça do homem - Vamos ver se haverá mais risadinhas durante nossa procura... - Natsu ia cair, não aguentava mais
   - Senhor!
   - Sim?!
   - Nós precisamos avisar Saalim sobre a defesa da muralha e sobre a morte deste homem!
   - Verdade, precisamos ir... Vocês dois!
   - Oh!
   - Fiquem aqui... - e o capitão e seus homens se retiram. Natsu soltou um suspiro de alívio.
     Eram apenas aqueles dois agora. Depois de esperar um pouco para se recuperar, pegou uma moeda e jogou para o lado em que ele adentrara na sala. Assim que a moeda bateu no chão os dois guerreiros pularam com velocidade sobre-humana na direção do som com seu grito de guerra (hoyoyoy...). Natsu se segurou novamente, e foi na direção oposta do corredor.

Suzaku e Din então foram para a muralha. No caminho se depararam com um guerreiro do deserto de mantos e vestimentas azuis marinhas, ele era um capitão. Com um voz grave e rouca, disse:
   - Sou o capitão dos arqueiros da muralha leste! Estarei a suas ordens para proteger as muralhas e a torre leste...
   - Ótimo! Nos leve até a muralha - ordenou Suzaku
     Chegando lá, ele os levou para a torre leste, onde Din viu que eles possuíam quatro homens com bestas e e um que estava constantemente observando o horizonte com a mão direita em um sino, possivelmente o alarme da cidade, caso algum inimigo passasse pela barreira deles. Din preparou seu rifle, e ficou apontando para a mesma direção que vira os soldados de Saalim apontando. Foi quando viu uma tropa gigantesca aproximando-se da muralha. Eram homens-escorpião esqueledo, homens-formiga esqueleto, esqueletos por toda a parte. Suzaku então se aproxima da beirada da torre e percebe que bem mais atrás destas tropas, estavam 100 soldados formando um quadrado. Mas não eram soldados "comuns" ou esqueléticos. Eram shadowlings!
     Suzaku então teve um flashback de quando esteve na batalha de Deepwood, quando ainda eram a IMT (Imortality). Ele lembrou de que os shadowlings estavam servindo O Maldito de Branco naquela batalha. Disse isso a Din, mas Din já havia percebido também. Será que ele poderia estar aqui? No deserto? Suzaku então colocou-se no ar, onde esperaria pelos soldados adversários chegarem mais perto. Não sabia se veria O Maldito de Branco, mas estaria concerteza preparado para qualquer coisa.

     Um pouco mais para baixo da muralha, e para o lado oeste, estaria o portão dos fundos. Onde estava Mason, Líra, Ivellios e seu grande urso. Mason então percebeu que Líra estava um tato elétrica quanto a batalha. E, em quanto olhava para ela, pensou em tirar Ivellios dali para poder fazer sua abordagem irresistível. (Pelo menos assim foi provado até agora por Elézis e Ponnie).
   - Ivellios!
   - Sim?
   - Não há ninguém no portão frontal. Você e seu poderoso urso deveriam ir para lá.
   - Mas eu sou um curandeiro...
   - Terá de curar seu urso quando os adversários aparecerem por lá
   - Não se preocupe - Ivellios se aproxima do urso, cochicha algumas coisas. O urso então sai correndo para o lado do portão principal. - Ele é bem forte, não precisará de mim...
   - Tem certeza? - disse Mason esperando que Ivellios saísse ou ao menos tivesse um pouco de consideração.
   - Tenho sim. Ficarei aqui e ajudarei vocês, amigos!
   - Humm... - "homem borboleta burro" - pensou Mason chatiado
     Ele então vai para o lado de Líra, A Doce. Onde fica esperando os adversários, ou que uma bomba caísse em Ivellios. Mas mesmo com sua ira, não conseguiu tirar os olhos de Líra. Ela então, sem perceber o olhar de Mason, abençoa sua arma. E então ela disse:
   - Agora sua arma trará mais dor aos seres das trevas!
   - Obrigado... - disse Mason agradecido, maravilhado

Em quanto todos se preparavam para a batalha, Natsu continuava sua busca por artefatos para a batalha. Ele se encontra perambulando um grande corredor com tochas até que encontra uma gigantesca porta de pedras brancas a sua direita. Ele abre lentamente para não chamar a atenção de possíveis seres no outro lado do quarto. Ao abrir dá de cara com 10 homens do deserto de Saalim. Abrir lentamente, não funcionara.
   - O que faz aqui? - disse um deles com uma voz mais aguda que o capitão. Mas Natsu não riu desta vez.
   - Estou aqui para... ahm... Leva-los para a batalha!
   - O que? Mas estamos protegendo os aposento de nosso Líder!
   - Preferem ficar aqui, no conforto do palácio, em quanto outros homens morrem lá fora!
   - Eles estão fazendo seu trabalho defendendo o povo! E nós o nosso, protegendo os artefatos de nosso senhor
   - O povo está morrendo lá fora! Como podem sequer pensar em trabalho, quando deveriam estar pensando em dever! Há sangue nas ruas! - Natsu estava se puxando mesmo
     Um deles, o mais baixinho, se aproximou.
   - Ele esta certo! - ele possuía uma voz sobre-humanamente aguda.
   - Como assim?
   - Pessoas estão morrendo! - disse ele saindo pela porta e correndo em direção do quartel
   - Viram! Ele estava certo! Vocês vão ficar ai e abandonar seu povo?
   - Não! Sigam o rapaz roliço! - e todos correram atrás dele com seu grito de guerra
     Tendo o caminho livre, Natsu adentrara os aposentos do senhor dos ladrões. Parecia fácil demais, mas mesmo assim, continuou. Deparou-se com uma estátua de ouro de uma mulher com três pares de braços e três pares de pernas. O par de braços mais próximo da cabeça da criatura estava segundando um gigantesco diamante acima da cabeça. Era tão imenso que Natsu mal poderia imaginar como colocaria em seu bolso, era maior que sua cabeça.
     Quando ele tentou por a mão no diamante, a estátua dourada mexeu-se e criara vida. A mulher dourada agora falava com ele. E disse:
   - Não! Apenas alguém que esteja disposta a um sacrifício pode pegar!
   - Que tipo de sacrifício, criatura?
   - Sangue...
     Natsu então pega sua lâmina e corta uma parte do braço esquerdo e derrama na estátua. A cabeça na mulher dourada então estica sua cabeça de forma que parecesse uma serpente, e vai com sua boca de encontro com a ferida, onde saboreia o banquete.
     Depois de um tempo ela se afasta, Natsu percebeu que o diamante ficara um pouco vermelho. E ela disse:
   - Mais!
     Foi neste momento que Natsu percebeu que iria perder muito mais sangue. Mas não se importou, afinal, gostava de se cortar. E assim o fez até ver o diamante vermelho, e em suas mãos.
Ficou completamente ferido e em vestimentas vermelhas quando terminou. Suas roupas ficaram todas vermelhas e, em certas partes ficaram com buracos de lâmina.
   - Sim... Isto... - disse a criatura, agora com apenas um par de cada membro, entregando o diamante vermelho para Natsu. Então ela se desgruda da parede, torna-se etérea e some.
   Natsu então ouve um ruído e vira para trás. Ele se depara com uma graciosa e belíssima mulher usando nada além de véus rosa. Mais tarde Natsu vem a descobrir que ela era uma gênia. E, dando as roupas e a máscara de Myth para ela, a gênia mostrou-se capaz de revelar o segredo da espada dourada(mas não sem antes ter se despido em sua frente para experimentar a roupa). Mostrando que ela não era apenas uma representação em ouro maciço, e sim a real espada que Saalim usou em suas aventuras antigas. Conformado, e alegre, Natsu saiu do quarto. Mas se lembrou de uma coisa, e decidiu voltar...

Suzaku podia já sentir o cheiro dos adversários. Eles estavam muito perto, tão perto que o homem do alarme já havia dado o alarme a alguns minutos atrás. Din então percebera que eles estavam chegando perto com catapultas e torres de certo. Um das catapultas dispara, mas não pedras ou explosivos, e sim soldados esqueletos. Suzaku então se posiciona melhor para ser capaz de atacar os adversários ainda no ar, já que estava voando, e a espera deles.
     Eram três, esqueletos. Depois que chegaram em Suzaku, e levaram um golpe de seu poderoso e pesado pé, os três tornaram-se um. Este um voou na direção de Mason, que veio a destruir o esqueleto com uma espadada em seu crânio.
     Din viu como as catapultas funcionavam. E - vendo que as tropas adversárias tinham preparado outras  sete  catapultas para atacar, decidiu disparar nelas para que a tensão da corda fizesse com que a catapulta voltasse neles. Din viu que havia uma engrenagem na parte da frente em que ele poderia destruir com um tiro de seu rifle. Mas também havia uma corda tensionada que estava chamando sua atenção. Ele então mirou nas cordas e disparou duas balas em cada uma das cordas das catapultas. Mas, assim que os tiros atingiram, com sucesso, cinco cordas das sete catapultas, Din percebeu que as cordas acionavam as catapultas. Teve certeza disso quando viu quinze esqueletos voando por Suzaku e indo em direção de Mason.
     Mason então ataca três esqueletos que iam ataca-lo, transformando-os em montes de ossos. E Líra derruba um dos esqueletos com sua maça, ela parecia bem animada. Mason menciona isso depois que eles deram conta deles com ajuda de Ivellios. Ivellios então se retirar, pois dissera estar sentindo um mal pressentimento sobre seu urso, e vai até seu encontro.

Inimigos por toda a parte, eles estavam aqui... Será que o líder deles também estava?

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