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3169E6, Era de Sombrata. Dia 18 de Fevereiro.

domingo, 6 de novembro de 2011

- Adeus, meu Rei (Part I)-

     Ainda no palácio de Samantha nossos heróis utilizaram da ajuda da moça que Samantha deixara para responder algumas perguntas. Tendo as perguntas sido feitas nossos heróis pediram apenas por uma ajuda para se retirarem de BlueStone. Uma "carona", por assim dizer, até Lhibann para o funeral de Leandro.
     Eles saem do palácio com um pergaminho escrito pela garota de Samantha em mãos. Tal pergaminho dava-os direito de irem em um dos aeroplanos de BlueStone sem pagar nada. Com isso em mãos conseguiram embarcar na viagem para Lhibann sem problema algum.
   
Graças à habilidade dos capitães bluestonianos e o poderio aéreo em disposição no castelo de BlueStone nossos heróis estavam pisando em solo lhibano em questão de horas. Genesys então lembra a todos quanto ao irmão de Jeremy que vivia ali como um "mercador". Então colocaram-se a procurar sua loja utilizando as informações que estavam contidas na carta que foi enviada para Jeremy, que mais tarde foi dada à Genesys.
     Atrás de uma imensa estalagem, em um beco entre uma grande casa abandonada e uma construção inacabada, estava um edifício de cores fortes e vários tecidos amarrados por todos os cantos das construções ao redor. Chegaram um pouco mais perto e então Arthur e Genesys olharam para os outros e deixaram as moças com eles. Valery no baú e a garota desmaiada. E assim entraram apenas eles.
     Ao baterem na porta uma pequena portinho-la abre e dois olhos esverdeados aparecem. Uma voz sedutora então pergunta se eles sabiam a senha ou se tinham moedas negras - dinheiro utilizado no mercado negro que equivale a vidas tiradas. Genesys então mostrou a carta para a moça que, espantada, decidiu abrir. Lá o ar era pesado, porém adocicado. Moças belíssimas dançavam por todos os lados para homens estranhos sentados por toda a parte. Fumavam, bebiam e jogavam moedas para as sedutoras mulheres. Mas de todas elas nenhuma se comparava com a flor do deserto que dançava no centro de todas elas. Se a moça da porta não tivesse chamado a atenção deles para que esperassem pelo senhor dela, talvez ainda estivessem lá.
   - Não gosto de tratar com esse tipo de gente - disse Genesys enquanto caminhavam para longe das moças.
   - Eu também não, Genesys. - disse ele sem tirar os olhos da dançarina - Mas não temos escolha já que você quer o Rakûll
   - Verdade...
     Enquanto caminhavam para longe sua atenção foi chamada para dentro de uma sala escondida por uma cortina. Assim que as cortinas foram fechadas viram-se na frente de um homem usando uma burca esverdeada, seus olhos eram estranhos, como os de Jeremy. O homem, que estava ao redor de beldades despidas, mandara todas embora e fechou a cortina novamente quando elas se retiraram. Ele então se apresentou:
   - Sou Shenaj, irmão de Jeremy... Me foi dito que estavam procurando por mim
   - Sim - respondeu Genesys de uma forma seca. - Queremos adquirir uma certa mercadoria
   - Ah sim! Negócios!

     Horas passaram-se enquanto Gimb e Löw esperavam do lado de fora com as garotas. Demorou algum tempo até que Arthur e Genesys saíssem de lá. Genesys parecia um tanto bravo. E ele realmente estava já que houve um ponto em que conversava com Shenaj em que descobrira que alguém naquele lugar queria sua cabeça. Um certo desconfortou o atingiu quando o mercador disse que era uma mulher. Genesys então disse para todos que já que tinham o que precisava era melhor irem logo.
     Durante a caminhada Gimd e Löw discutiam sobre a mercadoria comprada por Genesys e Arthur. Mas nada disseram, querendo não causar nenhuma briga por algo pequeno, já que imaginavam que algo seria feito para todos com o que fora comprado. Seguiam em frente até se deparam com o gigantesco palácio de Lhibann. Os guardas de hemos prateados, com insignias com a letra "I", deixaram que eles passassem. Afinal, eles sabiam que eram os antigos homens que salvaram os portos de Lhibann de terríveis piratas.
     Ao entrarem no palácio depararam-se com uma enorme fila que ia da porta até o trono. Mas não se deixaram limitar pela fila, assim seguindo em frente. Depois de passar por vários nobres que esperavam na fila, embora já soubessem, surpreenderam-se ao verem Lord Idvith no trono. Estava ele a distribuir peças de ouro e papéis com seu selo para as pessoas ali presentes. Assim que os olhos de Idvith e de Genesys se encontraram ele mandou todos os nobres voltarem amanhã e mandou seus guardas fecharem a porta da frente assim que todos saíssem.
   - Idvith... gostando de sentar no trono?
   - Ah... Genesys, é bom ver você novamente. E como vai a vida de aventureiro, Arthur?
   - Boa - respondeu com uma certa alegria em vê-lo novamente, embora sentisse que uma guerra fria entre palavras estava prestes a começar.
   - Creio que deve estar adorando ter pego o reino inteiro para você - disse Genesys com um ar incriminante.
   - Ora, como ousa acusar o senhor de Lhibann de tal coisa, Leão Vermelho? - disse Idvith com um tom de deboche.
   - Senhor de Lhibann? Está me dizendo que você é o senhor da cidade da justiça? - falou Genesys entre leves gargalhadas.
   - Sim, sou o Rei de Lhibann agora. Até que um herdeiro surja é melhor não comprar briga comigo, rapaz
   - Ou irá me matar como fez com Leandro? - insinuou Genesys.
   - Genesys! - advertiu Arthur.
   - Tens sorte de eu estar de bom humor. Acusar a coroa, servo de Khalmyr e da justiça, de tal ato o levaria à forca imediatamente. Ou pior, já que estamos falando de vós... - falou Idvith em seu tom irritantemente calmo.
   - Veremos... - falou Genesys, que continuara com suas brigas com Idvith.
     Até que Jeriod chegou. Ele estava... mudado. Seus cabelos estavam azuis e seus olhos estavam mais azuis do que nunca. Usava uma roupa elegante completamente branca e tinha em mãos uma bengala com ornamentos dourados. O garoto Jeriod já não parecia mais existir. Era outra pessoa.
     Genesys então começou a falar da criança para Idvith, e o quanto estava repugnado com o que ele teria supostamente "feito" com a criança para deixa-la assim. O acusando de feitiçarias e controle da mente. Mas no fim, Idvith apenas o ignora e os lembra de virem para o funeral que seria daqui a duas horas.
     Para que sua ira não o atacasse, já que sabia que traria problemas, ele decidiu dar as costas e se retirar. Arthur então despedisse rapidamente e se retira atrás de Genesys junto aos outros que, desde o mercado escondido de Shenaj, vinham segurando as moças "desacordadas"(tecnicamente Valery estava morta, mas continuemos.)

Lá fora Genesys explode de raiva e fala tudo o que gostaria de fazer com Idvith se o encontrasse sozinho e ele estivesse com sua espada na mão. Arthur, que tentava colocar juízo na cabeça de Genesys, ficava o dizendo para falar mais baixo. Ou no fim aquilo poderia atrair alguém carregado de problemas para despejar sobre todos.
     Só que realmente era tarde para dizer aquilo, já que não estavam mais sozinhos na frente do palácio. Uma mão surpreende Arthur, seguido de uma voz grave... e familiar:
   - Matar Idvith... - disse a voz - Vocês ainda falam sobre estas besteiras? Ha!
   - Tobias? - disse Arthur.
     Realmente era o bom e velho Tobias. Embora irritado Genesys sentiu-se um pouco calmo em rever um antigo amigo. Perguntou sobre Mark e como ia a vida em Lhibann. Tobias confessou não estar fazendo muita coisa, já que - nas exatas palavras dele:
   - Desde que Idvith pegou o trono, as coisas tem sido estado bem calmas por aqui. Sem góblins, sem ladrões, sem piratas. Claro que devemos agradecer muito a vocês, é claro...
     Aquilo não soava de forma agradável nos ouvidos de Genesys, e no fim tudo o que ele conseguia ouvir de Tobias era: conspiração, conspiração, conspiração. O fato de Idvith estar no comando o deixava irado, mas os dizeres de Arthur continham a mais pura verdade. "Independente dele ser bom ou não, não seria sábio ataca-lo agora."

O Funeral se aproximava...
E uma separação inesperada talvez viria a causar a morte de alguém...

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